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	<title>Corpomente &#187; tratamento</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Transtorno de Estresse Agudo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua prevenção por meio do diagnóstico precoce do transtorno de estresse agudo (TEA).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  alignleft wp-image-265" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post.jpg" alt="" width="286" height="161" /><span id="more-264"></span>Estudos recentessugerem altas taxas de prevalência do TEA (em torno de 17% da população). Tanto eventos catastróficos (atentados terroristas, enchentes e deslizamentos de terra), quanto violência urbana cotidiana parecem predispor ao TEA e ao TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, considera-se que os maiores causadores de transtornos psiquiátricos ligados ao trauma são os eventos civis diários, como acidentes de trânsito, assaltos à mão armada, sequestros e violência física e sexual. Esses transtornos, associados a situações traumáticas, também podem ser consequência de uma doença grave aguda, como, por exemplo, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta emocional e comportamental após um evento traumático ocorre em quatro fases. A primeira fase, imediatamente após um evento agudo, é acompanhada de emoções intensas, incluindo sentimentos de incredulidade, medo e confusão mental. Tais respostas correspondem a um comportamento normal frente a um evento extraordinário.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase ocorre ainda na primeira semana e se prolonga até o final do primeiro mês. Sintomas intrusivos (lembranças do trauma, flashbacks ou pesadelos), bem como hipervigilância surgem nessa fase. Sintomas somáticos como fadiga, cefaleia, tontura, náusea, associados à raiva, irritabilidade e ao isolamento social também podem fazer parte das reações desencadeadas pelo trauma. Esse é o período de surgimento dos sintomas relativos ao TEA, e as vítimas que apresentam tais manifestações devem ser monitoradas de perto, em função do risco de desenvolvimento de TEPT, caso os sintomas persistam.</p>
<p style="text-align: justify;">As outras duas fases correspondem à aceitação e à resolução do trauma, quando os indivíduos buscam reconstruir suas vidas e recuperar sua identidade, retornando ao trabalho e à rotina pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Os suportes físico e psíquico precoces, realizados preferencialmente, por profissionais capacitados para lidar com pacientes expostos a eventos traumáticos são as principais estratégias de manejo do TEA.</p>
<p style="text-align: justify;">A identificação dos indivíduos vulneráveis, por meio de avaliação de fatores de risco pré-trauma (histórico de doença psiquiátrica, exposição prévia a eventos traumáticos) e pós trauma (por exemplo, surgimento de sintomas dissociativos) permite uma intervenção durante o período chamado “golden hours’ (seis primeiras horas após o estressor). Existe uma hipótese de que, durante este período, a neuroplasticidade cerebral estaria aumentada e, portanto, passível de mudanças que poderiam efetivamente prevenir o desenvolvimento de um transtorno de estresse relacionado ao trauma. Dessa forma, a ação durante esse período sensível é bastante importante.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum o uso indiscriminado de benzodiazepínicos (rivotril, diazepam, alprazolam) na primeira fase do trauma, com o objetivo de aliviar sentimentos de horror e medo associados à exposição a um evento traumático. Sabe-se que estas medicações inibem a resposta normal do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo assim, a liberação de glicocorticoides que são ferramentas importantes na adaptação ao estresse. O uso destes medicamentos, a curto prazo, é considerado concebível e racional, principalmente pelo seu efeito ansiolítico imediato. Entretanto, o uso a longo prazo pode aumentar o risco do desenvolvimento de um TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-266" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente.jpg" alt="Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente" width="1000" height="539" />As principais medicações utilizadas no tratamento destes transtornos são o prorpanolol, hidrocotisona e inibidores seletivos da recaptação da serotonina. A terapia cognitivo comportamental traumo-focada, terapia de apoio, manejo de estresse, terapia de grupo e psicoterapia psicodinâmica breve também são altamente efetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o entendimento e auxílio adequados diante de situações traumáticas extremas podem fazer toda a diferença na evolução subsequente de quadros reativos. Por isso, não hesite em procurar uma equipe de profissionais capacitados. É muito melhor prevenir do que remediar!</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Esquizofrenia: A mente dividida</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 21:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[alucinação]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população mundial) e, habitualmente, se inicia na juventude. Portanto, quando uma pessoa jovem desenvolve uma doença mental, a resposta imediata, muitas vezes é: “ o que os pais fizeram de errado? ”</p>
<p><span id="more-228"></span></p>
<p>É importante entender que a esquizofrenia não é uma doença causada pelos pais, mas sim uma patologia do cérebro/mente secundária a diversas causas. Fatores genéticos, ambientais e infecciosos já foram relacionados com sua etiologia, entretanto, a má parentagem definitivamente não está diretamente implicada no seu desenvolvimento.</p>
<p>Os primeiros sinais e sintomas costumam evidenciar-se durante a adolescência. Alguns pacientes parecem ser perfeitamente “normais” antes de ficarem doentes, gerando surpresa à família quando começam a manifestar a sintomatologia característica. Outros pacientes, por sua vez, apresentam indicações sutis que podem ser identificadas retrospectivamente, se comparados com irmãos e irmãs que não ficaram doentes. Quando crianças, podem ter tido menos coordenação, ter sido mais tímidos, mais ansiosos e mais lentos na aprendizagem escolar.</p>
<p><img class=" size-medium wp-image-229 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-300x225.jpg" alt="CorpoMente-esquizofrenia" width="300" height="225" />A esquizofrenia tem apresentações diversas incluindo transtornos da percepção (alucinações), pensamento inferencial (delírios), redução da vontade/energia para as atividades gerais (avolição) e diminuição da expressão emocional (embotamento afetivo). Nenhum dos seus muitos sinais e sintomas podem ser considerados definidor, estão presentes em alguns pacientes, mas nenhum está presente em todos.</p>
<p>Como os sinais e sintomas da doença são tão complexos e diversos, há uma tentativa de simplificar o pensamento sobre a doença dividindo-a em categoriais naturais. A subdivisão mais aceita é em sintomas “positivos” e “negativos”. Essa terminologia é um pouco confusa pois não há nada de positivo ou bom nos sintomas positivos, são experiências desagradáveis, como as alucinações.</p>
<p>Os sintomas positivos são entendidos como um exagero de funções normais, um fenômeno de liberação acentuada das conexões cerebrais. São eles: alucinações, delírios, discurso e comportamento desorganizados, emoções inapropriadas, entre outros. As pessoas são reconhecidas como doentes mentais porque seus sintomas positivos são indicadores claros de que há um problema grave que limita o seu sentido de realidade.</p>
<p>Já os sintomas negativos, muitas vezes, são os primeiros a emergirem e caracterizam-se pelo embotamento (empobrecimento) afetivo, desinteresse generalizado pelo cotidiano, dificuldade de focar e manter atenção, apatia, alogia, retraimento social. Estes sintomas não respondem tão bem ao tratamento quando comparados à sintomatologia positiva. Portanto, é comum que a medicação trate os delírios e alucinações, porém, por conta das dificuldades emocionais remanescentes, o paciente sente dificuldade de retomar sua vida social, cognitiva e laboral.</p>
<p>Sabe-se que a esquizofrenia não causa lesões cerebrais específicas, tampouco afeta uma região definida do cérebro. Pelo contrário, prejudica de uma forma geral a maneira como as regiões cerebrais se conectam entre si, de modo que há quebra na transferência de sinais e as mensagens enviadas entre estas várias regiões tornam-se adulteradas e confusas. A maioria dos pacientes tem a sensação subjetiva de que sua capacidade de pensar e sentir foi desorganizada ou desconectada.</p>
<p><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg"><img class="aligncenter wp-image-232 size-full" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg" alt="Delirios e alucinações são algumas das diversas apresentações da esquizofrenia" width="1000" height="504" /></a></p>
<p>Nos últimos 50 anos, houve um notável progresso na abordagem e tratamento desta doença. Atualmente, muitas medicações estão disponíveis e técnicas de reabilitação psicossocial também contribuem para a melhora e reintegração destes pacientes. Em uma realidade não muito distante o diagnóstico de esquizofrenia implicava em hospitalizações prolongadas e terapêuticas pouco eficazes. Hoje em dia, as internações (quando necessárias) são breves e há um ganho progressivo de autonomia e qualidade de vida quando o tratamento é bem instalado.</p>
<p>Procurar uma equipe profissional capacitada é parte preponderante do sucesso terapêutico e de um desfecho individual satisfatório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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