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	<title>Corpomente &#187; TOC</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Transtorno Obsessivo-Compulsivo</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 12:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por: pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis (obsessões) e comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados com o intuito de reduzir a ansiedade resultante das obsessões ou de acordo com regras rígidas (compulsões). Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, eles costumam...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por: pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis (obsessões) e comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados com o intuito de reduzir a ansiedade resultante das obsessões ou de acordo com regras rígidas (compulsões).<span id="more-150"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, eles costumam se agrupar em quatro grandes fatores, incluindo: obsessões de contaminação associadas a compulsões de lavagem; obsessões de conteúdo agressivo, religioso ou sexual acompanhadas de compulsões de checagem; obsessões e compulsões envolvendo simetria e organização; obsessões e compulsões de colecionismo, acumulação ou estocagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O TOC resulta em sofrimento e redução da qualidade de vida dos pacientes e seus familiares e em prejuízos para a sociedade. Geralmente, as obsessões são vivenciadas como intrusivas e inadequadas (ou seja, egodistônicas), o que gera mal estar e ansiedade significativos.</p>
<p style="text-align: justify;">As compulsões se caracterizam por comportamentos repetitivos (por exemplo; lavar as mãos, ordenar, verificar ou apenas atos mentais como orar, contar, repetir palavas em silêncio), realizados em resposta às obsessões ou de acordo com regras rígidas, sempre visando prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, e não obter prazer ou gratificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Especula-se que a vergonha e o constrangimento associados aos sintomas obsessivos-compulsivos, somados ao desconhecimento dos clínicos quanto ao diagnóstico e ao tratamento correto do TOC, resultem em períodos médios de 17 anos entre o aparecimento dos sintomas e a instituição da terapêutica adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Como seria de se esperar, o TOC associa-se a maiores taxas de desemprego e menor produtividade econômica. Também parece ser mais prevalente dentre divorciados ou separados do que em indivíduos casados ou solteiros. Estudos de <i>follow up</i> observeram que o uso de drogas ilícitas (por exemplo, cocaína) e ocorrência de eventos estressantes foram fatores de risco sólidos para o aparecimento subsequente do TOC. De forma semelhante, mais de um estudo transversal demonstrou uma associação entre complicações na gravidez ou parto e TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">A aparência do paciente com TOC é variável. Os pacientes podem se apresentar de forma excessivamente cuidada, vestindo trajes escuros ou formais ou, ao contrário, de forma desleixada, particularmente quando deprimidos. Vale lembrar que indivíduos que se lavam de forma compulsiva podem desenvolver lesões dermatológicas graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes com colecionismo (acúmulo desnecessário de objetos) costumam perceber seus pertences como uma extensão de si mesmo e, muitas vezes, são incapazes de quantificar o caos que resulta de suas acumulações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um estudo recente, as razões pelas quais diferentes tipos de compulsões são realizadas foram investigadas em 108 pacientes com TOC. Nesse estudo, compulsões de checagem foram frequentemente realizadas em razão de uma crença de que algo ruim ou desagrdável poderia acontecer se  paciente não checasse, compulsões de lavagem ou limpeza foram mais frequentemente realizadas automaticamente para diminuir angústia ou ansiedade, compulsões de ordenação, simetria ou repetição para alcançar uma sensação de “estar legal”, compulsões mentais foram realizadas automaticamente com muito mais frequência do que por outras razões.</p>
<p style="text-align: justify;">Associadamente, mais de 30% dos pacientes com TOC apresentam tiques, ou seja, movimentos súbitos, bruscos, estereotipados, semivoluntários e transitoriamente suprimíveis. Os tiques podem ser fônicos, como pigarrear, grunhir ou falar determinadas sílabas ou palavras, incluindo palavrões (coprolalia) ou o que acabou de ser falado por outros (ecolalia), ou podem ser motores, como piscar, girar os olhos, flexionar o pescoço, executar atos obscenos (copropraxia) ou repetir ações de outras pessoas (ecopraxia).</p>
<p style="text-align: justify;">Pacientes com TOC apresentam risco aumentado para depressão, fobia social e transtorno de controle de impulsos. O tratamento inclui terapia e medicação.O acompanhamento é feito a longo prazo e, frequentemente, doses elevadas das medicações são necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">A ajuda de um profissional capacitado pode fazer toda a diferença. Em caso de dúvidas ou maiores esclarecimentos, procure seu psiquiatra e psicólogo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Transtorno Obsessivo/Compulsivo (TOC)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2015 02:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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		<description><![CDATA[TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais -DSM.IV” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais -DSM.IV” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.<span id="more-68"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, os rituais  se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da doença.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Classificação</b></p>
<p style="text-align: justify;">Existem dois tipos de TOC:</p>
<p style="text-align: justify;">a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;</p>
<p style="text-align: justify;">b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Causas</b></p>
<p style="text-align: justify;">As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Sintomas</b></p>
<p style="text-align: justify;">Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Frequência</b></p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, só nove anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Na infância, o distúrbio é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, pode-se dizer que o número de casos é igual nos dois sexos.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tratamento</b></p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina, bem como outras medicações.</p>
<p style="text-align: justify;">A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.</p>
<p style="text-align: justify;">É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Recomendações</b></p>
<p style="text-align: justify;">* Não há quem não tenha experimentado alguma vez um comportamento compulsivo, mas se ele se repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas rotineiras, a pessoa pode ser portadora de transtorno obsessivo-compulsivo e precisa de tratamento;</p>
<p style="text-align: justify;">* Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito tênue;</p>
<p style="text-align: justify;">* Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade;</p>
<p style="text-align: justify;">* O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico de certeza e encaminhar a pessoa para tratamento;</p>
<p style="text-align: justify;">* Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto mais se adia o tratamento, mais grave fica a doença.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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