<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Corpomente &#187; TEA</title>
	<atom:link href="http://corpomente.com.br/tag/tea/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://corpomente.com.br</link>
	<description>Psiquiatria</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Oct 2015 12:13:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.2.38</generator>
	<item>
		<title>Transtorno de Estresse Agudo</title>
		<link>http://corpomente.com.br/transtorno-de-estresse-agudo/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/transtorno-de-estresse-agudo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TEA]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Estresse Agudo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=264</guid>
		<description><![CDATA[Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua prevenção por meio do diagnóstico precoce do transtorno de estresse agudo (TEA).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  alignleft wp-image-265" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post.jpg" alt="" width="286" height="161" /><span id="more-264"></span>Estudos recentessugerem altas taxas de prevalência do TEA (em torno de 17% da população). Tanto eventos catastróficos (atentados terroristas, enchentes e deslizamentos de terra), quanto violência urbana cotidiana parecem predispor ao TEA e ao TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, considera-se que os maiores causadores de transtornos psiquiátricos ligados ao trauma são os eventos civis diários, como acidentes de trânsito, assaltos à mão armada, sequestros e violência física e sexual. Esses transtornos, associados a situações traumáticas, também podem ser consequência de uma doença grave aguda, como, por exemplo, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta emocional e comportamental após um evento traumático ocorre em quatro fases. A primeira fase, imediatamente após um evento agudo, é acompanhada de emoções intensas, incluindo sentimentos de incredulidade, medo e confusão mental. Tais respostas correspondem a um comportamento normal frente a um evento extraordinário.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase ocorre ainda na primeira semana e se prolonga até o final do primeiro mês. Sintomas intrusivos (lembranças do trauma, flashbacks ou pesadelos), bem como hipervigilância surgem nessa fase. Sintomas somáticos como fadiga, cefaleia, tontura, náusea, associados à raiva, irritabilidade e ao isolamento social também podem fazer parte das reações desencadeadas pelo trauma. Esse é o período de surgimento dos sintomas relativos ao TEA, e as vítimas que apresentam tais manifestações devem ser monitoradas de perto, em função do risco de desenvolvimento de TEPT, caso os sintomas persistam.</p>
<p style="text-align: justify;">As outras duas fases correspondem à aceitação e à resolução do trauma, quando os indivíduos buscam reconstruir suas vidas e recuperar sua identidade, retornando ao trabalho e à rotina pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Os suportes físico e psíquico precoces, realizados preferencialmente, por profissionais capacitados para lidar com pacientes expostos a eventos traumáticos são as principais estratégias de manejo do TEA.</p>
<p style="text-align: justify;">A identificação dos indivíduos vulneráveis, por meio de avaliação de fatores de risco pré-trauma (histórico de doença psiquiátrica, exposição prévia a eventos traumáticos) e pós trauma (por exemplo, surgimento de sintomas dissociativos) permite uma intervenção durante o período chamado “golden hours’ (seis primeiras horas após o estressor). Existe uma hipótese de que, durante este período, a neuroplasticidade cerebral estaria aumentada e, portanto, passível de mudanças que poderiam efetivamente prevenir o desenvolvimento de um transtorno de estresse relacionado ao trauma. Dessa forma, a ação durante esse período sensível é bastante importante.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum o uso indiscriminado de benzodiazepínicos (rivotril, diazepam, alprazolam) na primeira fase do trauma, com o objetivo de aliviar sentimentos de horror e medo associados à exposição a um evento traumático. Sabe-se que estas medicações inibem a resposta normal do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo assim, a liberação de glicocorticoides que são ferramentas importantes na adaptação ao estresse. O uso destes medicamentos, a curto prazo, é considerado concebível e racional, principalmente pelo seu efeito ansiolítico imediato. Entretanto, o uso a longo prazo pode aumentar o risco do desenvolvimento de um TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-266" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente.jpg" alt="Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente" width="1000" height="539" />As principais medicações utilizadas no tratamento destes transtornos são o prorpanolol, hidrocotisona e inibidores seletivos da recaptação da serotonina. A terapia cognitivo comportamental traumo-focada, terapia de apoio, manejo de estresse, terapia de grupo e psicoterapia psicodinâmica breve também são altamente efetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o entendimento e auxílio adequados diante de situações traumáticas extremas podem fazer toda a diferença na evolução subsequente de quadros reativos. Por isso, não hesite em procurar uma equipe de profissionais capacitados. É muito melhor prevenir do que remediar!</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
<p><script>// <![CDATA[
(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){   (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o),   m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m)   })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga');    ga('create', 'UA-65567983-4', 'auto');   ga('send', 'pageview');
// ]]&gt;</script></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/transtorno-de-estresse-agudo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
