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	<title>Corpomente &#187; doenças mentais</title>
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		<title>Assunto em Pauta: Doenças Mentais</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 12:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou de introspecção reconheçam que também são vulneráveis e que também podem sofrer o mesmo destino.<span id="more-157"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais provavelmente produzem a reação mais intensa, pois, dentre todas as doenças humanas são as menos compreendidas. Nossa reação intuitiva quando confrontados na calçada com uma pessoa desarrumada e murmurante que sofre de doença mental é desviar o olhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas razões importantes pelas quias não podemos nos dar ao luxo de ignorar as doenças mentais. Primeiramente, elas são comuns demais. A esquizofrenia afeta 1% da população, transtorno bipolar outro 1% da população, a depressão maior outros 10 a 20% e o mal de Alzheimer 15% das pessoas com mais de 65 anos. E essas são apenas as doenças mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, elas são incrivelmente caras, do ponto de vista econômico e psicológico. Em todo o mundo, o custo chega a bilhões de dólares. As doenças mentais custam mais do que qualquer outra classe geral de enfermidade. Existem diversas formas de sumarizar o ônus econômico da doença e as enfermidades mentais devem receber grande prioridade no tratamento e na pesquisa por causa das muitas maneiras em que são custosas à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisadores de Harvard desenvolveram uma unidade de mensuração conhecida como anos de vida ajustados para deficiências (DALYs). Esta é uma medida aplicada para pessoas entre 15 e 44 anos de idade e expressa o tempo perdido devido à mortalidade prematura e ao tempo vivido com a deficiência. A perda de um DALY é equivalente à perda de um ano para uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os indivíduos na melhor fase da vida, a depressão custa mais para a sociedade do que qualquer outra doença (42,972 DALYs) e quatro doenças mentais estão na lista das mais caras. As lesões auto-infligidas (normalmente suicídio como consequência de doença mental) também estão entre as dez piores. Nessa faixa etária (15 a 44 anos), as doenças mentais nos fazem perder milhões de anos de vida potencialmente produtivas.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais não são caras apenas do ponto de vista econômico. Elas também têm um custo psicológico cruel e, infelizmente, muitas vezes são fatais, O suicídio afeta em torno de 10% das pessoas com esquizofrenia e 10% das pessoas com depressão. Observar como a esquizofrenia invade a personalidade e as habilidades mentais de um adolescente ou de um jovem adulto também causa dor quase insuportável para este e sua família. Assistir ao pai ou à mãe padecer de uma morte lenta causada pelo mal de Alzheimer é devastador.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, se confrotarmos a realidade de maneira honesta compreenderemos que as doenças mentais se diferenciam de outras doenças humanas por serem especiais e assustadoras. Elas afetam os órgãos mais importantes de nossos corpos e as capacidades mais importantes que temos. Afetam o cérebro e seu produto, a mente. A medicina moderna nos ensinou que não morremos quando nosso coração pára ou quando paramos de respirar; morremos quando nossos cérebros morrem, quando param de produzir os ritmos elétricos característicos que indicam que nossas células nervosas estão disparando.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não podemos ignorá-las. As doenças mentais são importantes agora e se tronarão mais importantes à medida que as próximas décadas se passarem. Nos últimos tempos, muitos avanços foram conquistados. Hoje, as doenças do cérebro podem ser compreendidas e tratadas com ferramentas científicas estabelecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, é preciso esforço e energia ativa para que possamos discutir e desmistificar este universo. Preparar o mundo para enxergar e aceitar todas estas manifestações. São histórias reais, sobre pessoas reais que, de repente, se encontram lidando com uma doença mental e que necessitam de apoio, suporte, tratamento e compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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