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	<title>Corpomente &#187; delírio</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Ruptura</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2015 14:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia em que o meu mundo Resolveu se distanciar Senti meu corpo ferver E a mente borbulhar Foram tantos pensamentos Tantas imagens e sensações Que não pude decifrar A dor dessa angústia Vem daqui ou de lá? Tudo ao redor ganhou um novo sentido E, ao mesmo tempo, era difícil explicar Por vezes pensei...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>No dia em que o meu mundo</div>
<div>Resolveu se distanciar</div>
<div>Senti meu corpo ferver</div>
<div>E a mente borbulhar</div>
<div><span id="more-238"></span></div>
<div>Foram tantos pensamentos</div>
<div>Tantas imagens e sensações<img class=" wp-image-239 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ruptura.jpg" alt="Ruptura" width="230" height="304" /></div>
<div>Que não pude decifrar</div>
<div>A dor dessa angústia</div>
<div>Vem daqui ou de lá?</div>
<div>Tudo ao redor ganhou um novo sentido</div>
<div>E, ao mesmo tempo, era difícil explicar</div>
<div>Por vezes pensei que fora escolhido</div>
<div>Havia muitos enigmas a decifrar</div>
<div>As ideias vinham com facilidade</div>
<div>E também não demoravam a se dissipar</div>
<div>Nesse dia, o seu olhar foi diferente</div>
<div>Nunca mais chegou a me contemplar</div>
<div>Desde então vago sozinho</div>
<div>Em um incessante caminhar</div>
<div>Quiçá, uma nova canção</div>
<div>Haverá de me embalar.</div>
<div></div>
<div>
<hr />
</div>
<div>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
</div>
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		<title>Esquizofrenia: A mente dividida</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 21:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[alucinação]]></category>
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		<description><![CDATA[A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população mundial) e, habitualmente, se inicia na juventude. Portanto, quando uma pessoa jovem desenvolve uma doença mental, a resposta imediata, muitas vezes é: “ o que os pais fizeram de errado? ”</p>
<p><span id="more-228"></span></p>
<p>É importante entender que a esquizofrenia não é uma doença causada pelos pais, mas sim uma patologia do cérebro/mente secundária a diversas causas. Fatores genéticos, ambientais e infecciosos já foram relacionados com sua etiologia, entretanto, a má parentagem definitivamente não está diretamente implicada no seu desenvolvimento.</p>
<p>Os primeiros sinais e sintomas costumam evidenciar-se durante a adolescência. Alguns pacientes parecem ser perfeitamente “normais” antes de ficarem doentes, gerando surpresa à família quando começam a manifestar a sintomatologia característica. Outros pacientes, por sua vez, apresentam indicações sutis que podem ser identificadas retrospectivamente, se comparados com irmãos e irmãs que não ficaram doentes. Quando crianças, podem ter tido menos coordenação, ter sido mais tímidos, mais ansiosos e mais lentos na aprendizagem escolar.</p>
<p><img class=" size-medium wp-image-229 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-300x225.jpg" alt="CorpoMente-esquizofrenia" width="300" height="225" />A esquizofrenia tem apresentações diversas incluindo transtornos da percepção (alucinações), pensamento inferencial (delírios), redução da vontade/energia para as atividades gerais (avolição) e diminuição da expressão emocional (embotamento afetivo). Nenhum dos seus muitos sinais e sintomas podem ser considerados definidor, estão presentes em alguns pacientes, mas nenhum está presente em todos.</p>
<p>Como os sinais e sintomas da doença são tão complexos e diversos, há uma tentativa de simplificar o pensamento sobre a doença dividindo-a em categoriais naturais. A subdivisão mais aceita é em sintomas “positivos” e “negativos”. Essa terminologia é um pouco confusa pois não há nada de positivo ou bom nos sintomas positivos, são experiências desagradáveis, como as alucinações.</p>
<p>Os sintomas positivos são entendidos como um exagero de funções normais, um fenômeno de liberação acentuada das conexões cerebrais. São eles: alucinações, delírios, discurso e comportamento desorganizados, emoções inapropriadas, entre outros. As pessoas são reconhecidas como doentes mentais porque seus sintomas positivos são indicadores claros de que há um problema grave que limita o seu sentido de realidade.</p>
<p>Já os sintomas negativos, muitas vezes, são os primeiros a emergirem e caracterizam-se pelo embotamento (empobrecimento) afetivo, desinteresse generalizado pelo cotidiano, dificuldade de focar e manter atenção, apatia, alogia, retraimento social. Estes sintomas não respondem tão bem ao tratamento quando comparados à sintomatologia positiva. Portanto, é comum que a medicação trate os delírios e alucinações, porém, por conta das dificuldades emocionais remanescentes, o paciente sente dificuldade de retomar sua vida social, cognitiva e laboral.</p>
<p>Sabe-se que a esquizofrenia não causa lesões cerebrais específicas, tampouco afeta uma região definida do cérebro. Pelo contrário, prejudica de uma forma geral a maneira como as regiões cerebrais se conectam entre si, de modo que há quebra na transferência de sinais e as mensagens enviadas entre estas várias regiões tornam-se adulteradas e confusas. A maioria dos pacientes tem a sensação subjetiva de que sua capacidade de pensar e sentir foi desorganizada ou desconectada.</p>
<p><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg"><img class="aligncenter wp-image-232 size-full" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg" alt="Delirios e alucinações são algumas das diversas apresentações da esquizofrenia" width="1000" height="504" /></a></p>
<p>Nos últimos 50 anos, houve um notável progresso na abordagem e tratamento desta doença. Atualmente, muitas medicações estão disponíveis e técnicas de reabilitação psicossocial também contribuem para a melhora e reintegração destes pacientes. Em uma realidade não muito distante o diagnóstico de esquizofrenia implicava em hospitalizações prolongadas e terapêuticas pouco eficazes. Hoje em dia, as internações (quando necessárias) são breves e há um ganho progressivo de autonomia e qualidade de vida quando o tratamento é bem instalado.</p>
<p>Procurar uma equipe profissional capacitada é parte preponderante do sucesso terapêutico e de um desfecho individual satisfatório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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