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	<title>Corpomente &#187; crônica</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Guia de bolso</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2015 14:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[É preciso buscar a felicidade Nos pequenos detalhes Pois se a fonte secar O céu desabar  E as certezas diluírem Mesmo assim Haverá força para recomeçar É preciso parar Respirar e refletir Os ventos podem não soprar a favor Durante toda a travessia Mas as turbulências Não são em vão Podem guiar o barco A...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso buscar a felicidade</p>
<p>Nos pequenos detalhes</p>
<p>Pois se a fonte secar</p>
<p>O céu desabar <span id="more-411"></span></p>
<p>E as certezas diluírem</p>
<p>Mesmo assim</p>
<p>Haverá força para recomeçar</p>
<p>É preciso parar</p>
<p>Respirar e refletir</p>
<p>Os ventos podem não soprar a favor</p>
<p>Durante toda a travessia</p>
<p>Mas as turbulências</p>
<p>Não são em vão</p>
<p>Podem guiar o barco</p>
<p>A um destino inusitado</p>
<p>Que nem nos mais longos devaneios</p>
<p>Ousamos almejar</p>
<p>É preciso cautela e serenidade</p>
<p>Afinal de contas, nosso enredo</p>
<p>Não nasce determinado</p>
<p>As curvas também são belas</p>
<p>E as pedras no caminho</p>
<p>Significam a trajetória</p>
<p>Mas acima de tudo</p>
<p>É preciso saber amar</p>
<p>Pois quando todas as respostas faltarem</p>
<p>Só o amor</p>
<p>Será capaz de acalentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Prelúdio</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2015 21:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu moro Nas entrelinhas No olhar esperançoso e vago Daqueles que escolhi cuidar No meu próprio hesitar Quando ouso a questionar Nas miudezas da vida Que insistem em me moldar Eu moro No grito da mãe Que chora a vida do seu filho Após o meu anunciar É nessa inconformidade Que vou me ancorar Em...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu moro<br />
Nas entrelinhas</p>
<p>No olhar esperançoso e vago<br />
Daqueles que escolhi cuidar<br />
<span id="more-391"></span><br />
No meu próprio hesitar<br />
Quando ouso a questionar</p>
<p>Nas miudezas da vida<br />
Que insistem em me moldar</p>
<p>Eu moro<br />
No grito da mãe<br />
Que chora a vida do seu filho<br />
Após o meu anunciar</p>
<p>É nessa inconformidade<br />
Que vou me ancorar<br />
Em meio a gritos e suspiros<br />
Sem saber por onde andar</p>
<p>Desconstruir para significar<br />
Talvez uma pausa<br />
Seja útil para realinhar</p>
<p>Eu moro<br />
Nos escombros do meu próprio ser<br />
Na falta de sentido<br />
E na falta de explicações</p>
<p>Reflexão de uma Psiquiatra que, inevitavelmente, se depara com perdas e inconsolos dentro de uma emergência manicomial.</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934\</p>
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		<title>Pois viver sentindo, basta.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2015 17:14:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinta para ser O gosto da lágrima Perfume na roupa A música preferida Sinta para entender O vazio no peito A saudade que arde A porta que fecha Sinta para saber O valor de um sorriso A beleza dos dias iguais A necessária tristeza Sinta para crescer Os sacrifícios do caminho O medo e as...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sinta para ser</p>
<p>O gosto da lágrima</p>
<p>Perfume na roupa</p>
<p>A música preferida<span id="more-173"></span></p>
<p>Sinta para entender</p>
<p>O vazio no peito</p>
<p>A saudade que arde</p>
<p>A porta que fecha</p>
<p>Sinta para saber</p>
<p>O valor de um sorriso</p>
<p>A beleza dos dias iguais</p>
<p>A necessária tristeza</p>
<p>Sinta para crescer</p>
<p>Os sacrifícios do caminho</p>
<p>O medo e as sombras</p>
<p>Suas vitórias pessoais</p>
<p>Sinta para amar</p>
<p>O almoço preguiçoso</p>
<p>Abraço apertado</p>
<p>Banho de chuva</p>
<p>Sinta para caber, mexer, ir e ficar!</p>
<p>Sinta e viva!</p>
<p>Pois viver sentindo, basta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Sobre Crenças Infundadas</title>
		<link>http://corpomente.com.br/sobre-crencas-infundadas/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/sobre-crencas-infundadas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2015 14:13:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crenças]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalhar em um hospital psiquiátrico clássico, movimentado e intenso é, sobretudo, desafiador. Situações emergenciais já são, por sua essência, intensas e demandadoras. No tocante à Psiquiatria, vivemos os mais complicados dilemas , testemunhando os extremos dos diversos transtornos mentais, recebendo desde os pacientes  agitados e inquietos aos negativistas e catatônicos. Enfim, aprendemos diariamente a lidar...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Trabalhar em um hospital psiquiátrico clássico, movimentado e intenso é, sobretudo, desafiador. Situações emergenciais já são, por sua essência, intensas e demandadoras. No tocante à Psiquiatria, vivemos os mais complicados dilemas , testemunhando os extremos dos diversos transtornos mentais, recebendo desde os pacientes  agitados e inquietos aos negativistas e catatônicos.<span id="more-152"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, aprendemos diariamente a lidar com vivências extenuantes e temos a díficil missão de acolher toda e qualquer forma de manifestação psíquica humana. Um legado que percebemos logo cedo é que, de forma geral, a maioria das crenças relacionadas a pacientes psiquiátricos graves é infundada.</p>
<p style="text-align: justify;">Um olhar sincero para estes casos revela uma essência básica e quase universal: são seres humanos que sofrem, anseiam por compreensão, dignidade e felicidade, incomodam-se com questões que não conseguem controlar ou evitar, tentam corresponder às expectativas e entristecem-se por serem deliberadamente desprezados e ignorados.</p>
<p style="text-align: justify;">De maneira geral, não são violentos ou ameaçadores, tampouco hostis ou desmiolados, têm muita coisa para dizer e humildade para ouvir, são pessoas reais, com vontades e desejos, defeitos e qualidades e tudo mais de complexo que nos define humanos e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, por mais que a mídia insista, os jornais defendam, especialistas confirmem, não caia no erro de rotular ninguém. Ao contrário, experimente questionar estas ideias pré-concebidas e moldadas, um mundo diferente e melhor poderá surgir em consequência. E talvez isto seja bastante animador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Os Desafios de um Psiquiatra</title>
		<link>http://corpomente.com.br/os-desafios-de-um-psiquiatra/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/os-desafios-de-um-psiquiatra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2015 12:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser psiquiatra é entender (um pouco!) da mente e do corpo É ter o privilégio de ouvir histórias incríveis e desafiadoras É sofrer diante do inconsolável Abraçar o incompreensível Ser vitorioso com as conquistas alheias Ter um espaço pequeno (mas único) na biografia de muitos E, assim, apropriar-se de seus júbilos e também de suas...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ser psiquiatra é entender (um pouco!) da mente e do corpo</p>
<p>É ter o privilégio de ouvir histórias incríveis e desafiadoras</p>
<p>É sofrer diante do inconsolável</p>
<p>Abraçar o incompreensível<span id="more-145"></span></p>
<p>Ser vitorioso com as conquistas alheias</p>
<p>Ter um espaço pequeno (mas único) na biografia de muitos</p>
<p>E, assim, apropriar-se de seus júbilos e também de suas dores</p>
<p>É senitr mil borboletas no estômago quando alguém diz: “melhorei”</p>
<p>Perder o sono tentando achar a melhor solução</p>
<p>Aceitar que somos vencíveis e vulnerávies</p>
<p>E mesmo assim, não desistir do caminho</p>
<p>Enlarguecer nossas percepções</p>
<p>Acolher o diferente</p>
<p>Estudar muito e saber pouco</p>
<p>Olhar no olho</p>
<p>Decifrar linguagens</p>
<p>Romper barrerias</p>
<p>Aprender mil e uma artimanhas</p>
<p>Para poder desvendar o que realmente importa</p>
<p>O ser-humano em todo o seu potencial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Vida e Morte</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2015 15:20:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[vida e morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Começo, meio e fim. Simplificadamente, este é o roteiro de todas as histórias já contadas. E por que é tão difícil viver e aceitar a impermanência? Existe uma tendência ocidental moderna de buscar avidamente a perpetuação dos fenômenos vitais considerados positivos: juventude, beleza, saúde, sucesso&#8230; E esta postura gera um sentimento aversivo em relação a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Começo, meio e fim. Simplificadamente, este é o roteiro de todas as histórias já contadas. E por que é tão difícil viver e aceitar a impermanência?<span id="more-138"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma tendência ocidental moderna de buscar avidamente a perpetuação dos fenômenos vitais considerados positivos: juventude, beleza, saúde, sucesso&#8230; E esta postura gera um sentimento aversivo em relação a tudo que se remete à finitude: doença, envelhecimento, morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que vida e morte são binômios inseparáveis e interdependentes. Negar o caráter passageiro dos eventos pode ser um dos principais motivos de sofrimento mental dos dias atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja, relacionar-se com a morte não significa sucumbir à tristeza ou ao pessimismo. Aceitar a morte é poder morrer para um relacionamento falido e infeliz, para uma fase da vida que encerrou-se, para um emprego que já não traz novas perspecitvas, para uma ideia que esgotou-se.</p>
<p style="text-align: justify;">E ao aceitarmos a morte, um novo caminho se abre: a possibilidade de renascer, de viver novas experiências, de mudar os paradigmas, de conhecer outras realidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Viver e pensar sobre a morte pode ser bastante terapêutico. Quando nos relacionamos com a finitude da vida, os dias passam ser dádivas e as experiências difíceis já não nos assustam tanto pois sabemos que as coisas vêm e vão, até mesmo aquelas mais sofridas e exaustivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, quando a verdadeira morte chega, já não parece tão assustadora assim. Uma vida inteira de leva e traz suaviza essa ideia do fim. Todo encerramento, gera um novo começo. E assim o Universo flui.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nem toda Tristeza é para tratar!</title>
		<link>http://corpomente.com.br/nem-toda-tristeza-e-para-tratar/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/nem-toda-tristeza-e-para-tratar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2015 20:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Se amanhecer E o despertador tocar Não se iluda Você vai sorrir E também chorar&#8230; Acontece que a dor faz parte do caminhar Nem toda tristeza é para tratar Às vezes, é preciso deixar sangrar&#8230; Entenda! A vida não é um pesar Leva e traz Feito o mar. Tudo vai passar&#8230; Se, porventura, estancar Não...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Se amanhecer</p>
<p>E o despertador tocar</p>
<p>Não se iluda</p>
<p>Você vai sorrir</p>
<p>E também chorar&#8230;<span id="more-132"></span></p>
<p>Acontece que a dor faz parte do caminhar</p>
<p>Nem toda tristeza é para tratar</p>
<p>Às vezes, é preciso deixar sangrar&#8230;</p>
<p>Entenda!</p>
<p>A vida não é um pesar</p>
<p>Leva e traz</p>
<p>Feito o mar.</p>
<p>Tudo vai passar&#8230;</p>
<p>Se, porventura, estancar</p>
<p>Não hesite</p>
<p>Há sempre alguém para ajudar!</p>
<p>Deixe o choro vir e te deixar</p>
<p>Só quem no escuro esteve</p>
<p>Sabe reconhecer a beleza do luar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como Ajudar?</title>
		<link>http://corpomente.com.br/como-ajudar/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2015 10:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos maiores dilemas envolvendo tratamentos psiquiátricos é exatamente de como chegar à ele. Se já é difícil admitir uma dificuldade, fraqueza, sofrimento, imagina apontar estas características em outra pessoa? E mais, uma pessoa amada, próxima, a quem só queremos ajudar&#8230; Frequentemente parentes, cônjuges, amigos, são cúmplices de um deterioramento gradual e progressivo da qualidade...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um dos maiores dilemas envolvendo tratamentos psiquiátricos é exatamente de como chegar à ele. Se já é difícil admitir uma dificuldade, fraqueza, sofrimento, imagina apontar estas características em outra pessoa? E mais, uma pessoa amada, próxima, a quem só queremos ajudar&#8230; Frequentemente parentes, cônjuges, amigos, são cúmplices de um deterioramento gradual e progressivo da qualidade de vida de seus entes queridos e se sentem impotentes diante desta situação. O que fazer?<span id="more-125"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A postura mais adequada em situações como esta é a acolhedora. Procurar conversar, escutar e compreender o que está acontecendo. Livre-se de julgamentos e conselhos prontos: “Não entendo, você é tão privilegiado, tem família, trabalho, amigos&#8230; Imagina se tivesse passando fome! Levante-se e vamos passear no shopping&#8230;”</p>
<p style="text-align: justify;">Acredite, mensagens “motivacionais” como esta não irão ajudar. Tente saber o que a pessoa está sentindo, se existe algo que a incomoda, como anda seu sono e apetite. É essencial demonstrar afeto e preocupação. Fazer-se presente e acessível. Respeitar o tempo e as limitações pessoais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Se, em algum momento, o entendimento de que um auxílio profissional é necessário surgir, não se desespere. Evite tons de imposição e superioridade do tipo: “Já chega, você está no fundo do poço, terá que procurar um psiquiatra.” Atitudes impulsivas e desesperadas só irão aumentar a dor de quem se encontra paralisado. Infelizmente, buscar ajuda profissional ainda é visto como derrota, um tipo de atestado de loucura plena, um caminho sem volta&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, dispa-se do seu prórpio preconceito. Tente enxergar o auxílio médico como um suporte benéfico e necessário. Com isto em mente, demonstre sua preocupação com o bem-estar do paciente e, sugira, singelamente esta ajuda. “Percebi que você não tem dormido bem e se alimentado pouco, que tal procurar uma ajuda médica para atualizar os exames e buscar uma solução para estas dificuldades?”</p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão importante é de como toda esta situação reverbera em você, familiar, cônjuge ou amigo. É muito comum, diante do sofrimento alheio, sucumbirmos e entristercemos também. Esteja vigilante para todas as suas reações. É normal se sentir desconfortável, preocupado. Tente não se culpar ou buscar explicações racionais. Apenas se faça presente. Procure ajuda se sintomas mais graves surgirem (insônia, alteração do apetite, ansiedade, entre outros).</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, não há regras ou manuais de conduta em situações tão delicadas como estas. Um bom começo é apostar na compreensão, paciência e amor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre Psiquiatria e Coragem</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2015 01:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[            &#8220;&#8230; Importante, em verdade, é o homem que está na arena, com a face coberta de poeira, suor e sangue; que luta com bravura, erra e, seguidamente, tenta atingir o alvo. É aquele que, no sucesso, melhor conhece o triunfo final dos grandes feitos e que, se fracassa, pelo menos falha com ousadia, de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">            &#8220;&#8230; Importante, em verdade, é o homem que está na arena, com a face coberta de poeira, suor e sangue; que luta com bravura, erra e, seguidamente, tenta atingir o alvo. É aquele que, no sucesso, melhor conhece o triunfo final dos grandes feitos e que, se fracassa, pelo menos falha com ousadia, de modo que o seu lugar jamais será entre as almas tímidas, que não conhecem nem a vitória, nem a derrota&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Theodore Roosevelt<span id="more-109"></span></i></p>
<p style="text-align: justify;">            Ir para a arena&#8230; Despir-se, mesmo que momentaneamente, de medos, incertezas, inseguranças e lutar com braveza. Qualquer pessoa que já tenha estado na dura posição de “paciente psiquiátrico” certamente se identificará com tal cena.</p>
<p style="text-align: justify;">            Procurar este tipo de ajuda é, antes de tudo, externalizar alguma vulnerabilidade pessoal em meio a uma sociedade que condena com veemência qualquer tipo de fraqueza ou derrota. Impõe expectativas inalcançáveis, contraditórias e competitivas sobre como e quem devemos ser.</p>
<p style="text-align: justify;">            Normalmente, face a uma dificuldade, tendemos a nos recolher, ser acometido por sentimentos de vergonha e pessimismo. Há sempre uma voz interna esbravejando: “você não é o bom o bastante” ou “quem você acha que é?”</p>
<p style="text-align: justify;">            Neste sentido, ao invés de encararmos todos estes fantasmas com coragem e ousadia, optamos por um lugar fora da arena, de onde observaremos de longe o que nos desintegra e consome lentamente.</p>
<p style="text-align: justify;">            Portanto, hoje o texto é para saudar todos aqueles que um dia resolveram admitir suas vulnerabilidades, encarar suas vergonhas e superar preconceitos. Porque, infelizmente, a psiquiatria ainda carrega um estigma negativo, já que predispõe conversas a respeito de temas difíceis e polêmicos.</p>
<p style="text-align: justify;">            Lidar com as próprias fraquezas é o próprio conceito de coragem. E mais, está inversamente relacionada a eventos como vício, depressão, violência, agressão, suicídio&#8230; A habilidade de enfrentar algo que fizemos ou falhamos em fazer é desconfortável, mas adaptável. E é exatamente isto que o tratamento psiquiátrico propõe.</p>
<p style="text-align: justify;">            É desafio de qualquer profissional de saúde mental tornar o acesso à arena mais viável. Permitir que as pessoas possam desfrutar de vitórias e derrotas honestas, sem receio de serem julgadas por suas atitudes e posturas. Que cultivem a ousadia necessária para uma felicidade plena&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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