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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Guia de bolso</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2015 14:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[É preciso buscar a felicidade Nos pequenos detalhes Pois se a fonte secar O céu desabar  E as certezas diluírem Mesmo assim Haverá força para recomeçar É preciso parar Respirar e refletir Os ventos podem não soprar a favor Durante toda a travessia Mas as turbulências Não são em vão Podem guiar o barco A...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso buscar a felicidade</p>
<p>Nos pequenos detalhes</p>
<p>Pois se a fonte secar</p>
<p>O céu desabar <span id="more-411"></span></p>
<p>E as certezas diluírem</p>
<p>Mesmo assim</p>
<p>Haverá força para recomeçar</p>
<p>É preciso parar</p>
<p>Respirar e refletir</p>
<p>Os ventos podem não soprar a favor</p>
<p>Durante toda a travessia</p>
<p>Mas as turbulências</p>
<p>Não são em vão</p>
<p>Podem guiar o barco</p>
<p>A um destino inusitado</p>
<p>Que nem nos mais longos devaneios</p>
<p>Ousamos almejar</p>
<p>É preciso cautela e serenidade</p>
<p>Afinal de contas, nosso enredo</p>
<p>Não nasce determinado</p>
<p>As curvas também são belas</p>
<p>E as pedras no caminho</p>
<p>Significam a trajetória</p>
<p>Mas acima de tudo</p>
<p>É preciso saber amar</p>
<p>Pois quando todas as respostas faltarem</p>
<p>Só o amor</p>
<p>Será capaz de acalentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Depressão Pós-Parto</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2015 12:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As mulheres têm duas vezes mais chances de apresentar transtornos afetivos em comparação com os homens e o pico de incidência desses transtornos ocorre durante o período reprodutivo, entre as idades de 25 e 44 anos. O pós-parto tem sido claramente definido como a fase de maior vulnerabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos graves...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres têm duas vezes mais chances de apresentar transtornos afetivos em comparação com os homens e o pico de incidência desses transtornos ocorre durante o período reprodutivo, entre as idades de 25 e 44 anos. O pós-parto tem sido claramente definido como a fase de maior vulnerabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos graves nas mulheres. Durante este período, cerca de 85% das puérperas experimentam, pelo menos, alguma forma de alteração do humor. A maioria delas apresenta sintomas relativamente leves e transitórios, conhecidos como <em>maternity blues</em> ou disforia puerperal.<span id="more-406"></span></p>
<p>Contudo, de acordo com estudos internacionais, aproximadamente de 10 a 15% das mulheres podem experimentar uma forma mais incapacitante e persistente de distúrbio psíquico, como a depressão pós-parto (DPP). O puerpério também tem sido apontado por alguns pesquisadores como o período de maior vulnerabilidade para o aparecimento de novos episódios do transtorno bipolar. Sugere-se, inclusive, que um episódio depressivo que apareça no pós-parto tem uma chance maior de ser proveniente de um quadro bipolar ainda não diagnosticado. Portanto, todos os casos devem ser individualmente e cuidadosamente considerados.</p>
<p>O puerpério (período que sucede ao parto) é definido em pós-parto imediato (do primeiro ao décimo dia após o parto), pós-parto tardio (do décimo ao quadragésimo quinto dia) e pós-parto remoto (além do quadragésimo quinto dia). Alguns estudos têm demonstrado que desregulações hormonais podem representar parte da patogênese dos transtornos do humor no período perinatal em mulheres suscetíveis.</p>
<p>Enquanto há oscilações hormonais e modificações físicas no intuito de restabelecer as condições pré-gravídicas, as transformações psicossociais vão exigir da mulher certa capacidade de adaptação a condições bem diversas daquelas anteriores à gravidez. Novas funções da mulher, agora no papel de mãe, presença de mais familiares em casa, mudanças na dinâmica do casal, eventuais dificuldades com a amamentação e com a rotina de sono, além de interferência na vida profissional, são novos fatores que demandarão ajustamentos.</p>
<p>Na década de 1960, pesquisadores descreveram uma condição chamada disforia puerperal. Eles observaram que, após alguns dias do parto, grande parte das mulheres apresentava choro com facilidade e que esse choro não tinha relação com sofrimento ou tristeza. Notaram que essas mulheres apresentavam empatia exacerbada e ficavam com sensibilidade excessiva à rejeição.</p>
<p>A disforia puerperal é considerada a forma mais leve dos quadros puerperais e pode ser identificada em 50 a 85% das puerpéras, dependendo dos critérios diagnósticos utilizados. Os sintomas geralmente têm início nos primeiros dias após o nascimento do bebê, atingem um pico no quarto ou quinto dia do pós-parto e remitem de forma espontânea em, no máximo, duas semanas. O quadro inclui choro fácil, labilidade afetiva, irritabilidade e comportamento hostil para com familiares e acompanhantes. Mulheres com disforia pós-parto não necessitam de intervenção farmacológica. A abordagem é feita no sentido de manter suporte emocional adequado, compreensão e auxílio nos cuidados com o bebê.</p>
<p>Já a depressão pós-parto costuma ter início entre duas semanas até três meses após o parto. Os sintomas incluem perda de prazer e interesse nas atividades, alteração de peso e/ou apetite, alteração do sono, agitação ou retardo psicomotor, sensação de fadiga, sentimento de inutilidade ou culpa, dificuldade para se concentrar ou tomar decisões e até pensamentos de morte ou suicídio. No quadro clínico da depressão, nessa época da vida, são observadas algumas peculiaridades, dentre elas a alta probabilidade de associação com sintomas ansiosos, obsessivo-compulsivos, a menor incidência de suicídio e a resposta terapêutica mais demorada e que requer, geralmente, mais de uma medicação.</p>
<p>A depressão bipolar deve ser suspeitada quando o quadro depressivo inicia antes de duas semanas do pós-parto, quando predominam hipersonia, hiperfagia (aumento do apetite), lentificação psicomomotora, quando há história familiar de transtorno bipolar e quando não há resposta com antidepressivos.</p>
<p>O auxílio profissional adequado, preciso e rápido pode fazer uma grande diferença na evolução destes quadros depressivos. Desfrute plenamente da maternidade e enfrente os desafios inerentes à esta experiência sagrada. Os benefícios serão compensadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Suicídio</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 12:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[O suicídio completo pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente, intencional, usando um meio que ele acredita ser efetivo. É considerado um problema grave de saúde pública, portanto, requer a atenção e esforço de todos, já que sua prevenção e controle não são...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O suicídio completo pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente, intencional, usando um meio que ele acredita ser efetivo. É considerado um problema grave de saúde pública, portanto, requer a atenção e esforço de todos, já que sua prevenção e controle não são tarefas fáceis.<span id="more-396"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento suicida abrange um espectro contínuo de atos, que vão até a ocorrência de suicídios completos, passando por tentativas de suicídio frustradas, planejamento, intenção e ideação suicidas. A tentativa de suicídio é definida como uma conduta que não tem um desenlace fatal e inclui qualquer dano autoinfligido, executado deliberadamente, com intenção de morte. O planejamento suicida consiste na elaboração de uma estratégia de ação, seleção de métodos locais e momento para que o indivíduo leve a cabo suas intenções suicidas. A ideação suicida consiste em pensamentos de cunho suicida e no desejo de morrer, sem passar ao plano da ação motora. As ideações são mais prevalentes do que as tentativas e essas, por sua vez, são mais prevalentes que o ato suicida fatal. Todo comportamento suicida deve ser seriamente considerado como indicador de grande e relevante sofrimento psíquico.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) nada menos que um milhão de pessoas faleceram por suicídio no ano 2000. Estima-se que o número de tentativas de suicídio seja 10 a 20 vezes superior ao número de mortes. Isso corresponde a uma morte a cada 40 segundos e uma tentativa a cada 3 segundos, em todo o mundo. O suicídio encontra-se entre as 10 principais causas de morte na maioria dos países.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise epidemiológica do suicídio vai muito além da simples descrição de sua frequência, distribuição e impacto no mundo. As estatísticas, apesar de muito informativas, tendem a diminuir o impacto e a realidade da morte. O impacto psicológico e social do suicídio, em uma família e na sociedade, é inatingível. Suas consequências indiretas podem englobar um grande número de pessoas por um longo período de tempo. Para cada morte por suicídio, um número imprevisível de familiares e amigos têm suas vidas devastadas emocional, social e economicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os óbitos por suicídio são em torno de três a quatro vezes mais frequentes entre os homens do que entre as mulheres. Inversamente, as tentativas de suicídio são, em média, três vezes mais frequentes entre as mulheres. A aceitação cultural da depressão é maior para as mulheres. Os homens tendem a expressar menos seus sentimentos depressivos, podendo mascarar o risco. Apesar das crescentes taxas de suicídio entre os jovens, a idade superior a 65 anos é um fator de risco. Sabe-se, também, que os indivíduos divorciados ou separados possuem risco duas vezes mais elevado de se suicidarem que os casados. O desemprego tem impacto potencial sobre este risco. Outro fator que relaciona a ocupação ao suicídio é a classe socioeconômica, classes mais baixas apresentam taxas mais acentuadas do que nas classes mais altas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os eventos estressores de vida têm significativa relação com o suicídio completo. Os eventos que conferem estresse agudo, perdas, experiências de desmoralização, tais como humilhação pública ou rejeições sociais, frequentemente podem desencadear atos suicidas. Ademais, o suicídio geralmente ocorre durante a fase aguda de um transtorno psiquiátrico, especialmente o transtorno depressivo maior e abuso de substâncias ilícitas. Portanto, as doenças psiquiátricas são um fator de risco conhecido e seu tratamento adequado é um dos pilares da prevenção do suicídio. Dessa maneira, não tenha medo de expor seus sentimentos aos profissionais de saúde mental. Tampouco, relute quando ele te questionar sobre isto! A investigação ativa faz parte de uma boa anamnese psiquiátrica.</p>
<p style="text-align: justify;">A história familiar positiva para suicídio também é fator de risco. Diversas pesquisas mostram ligação entre abuso físico e sexual na infância e comportamento suicida na idade adulta. As doenças clínicas não psiquiátricas também parecem ter importante relação com o comportamento suicida. Alguns outros fatores relacionados a estas doenças também agravam este risco: sintomas não responsivos ao tratamento, dor, perdas de funcionalidade, insônia e uso de alguns medicamentos. A tentativa prévia de autoextermínio é considerada um importante fator de risco para um novo episódio e nunca deve ser subestimada.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidências científicas indicam que a prevenção do suicídio envolve uma série de atividades, que vão desde proporcionar as melhores condições de vida possíveis na infância e adolescência, passando pelo tratamento eficaz dos transtornos psiquiátricos, até o controle ambiental dos fatores de risco. A apropriada disseminação de informação e a conscientização são elementos essenciais para o sucesso dos programas de prevenção. Não é apenas uma tarefa médica, e sim, uma iniciativa que envolve toda a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, o suicídio ainda é um problema silencioso. As pessoas precisam se engajar de maneira ativa e são necessárias mais políticas públicas para que seja revertido esse panorama desfavorável do crescimento do comportamento suicida na população mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Prelúdio</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2015 21:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu moro Nas entrelinhas No olhar esperançoso e vago Daqueles que escolhi cuidar No meu próprio hesitar Quando ouso a questionar Nas miudezas da vida Que insistem em me moldar Eu moro No grito da mãe Que chora a vida do seu filho Após o meu anunciar É nessa inconformidade Que vou me ancorar Em...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu moro<br />
Nas entrelinhas</p>
<p>No olhar esperançoso e vago<br />
Daqueles que escolhi cuidar<br />
<span id="more-391"></span><br />
No meu próprio hesitar<br />
Quando ouso a questionar</p>
<p>Nas miudezas da vida<br />
Que insistem em me moldar</p>
<p>Eu moro<br />
No grito da mãe<br />
Que chora a vida do seu filho<br />
Após o meu anunciar</p>
<p>É nessa inconformidade<br />
Que vou me ancorar<br />
Em meio a gritos e suspiros<br />
Sem saber por onde andar</p>
<p>Desconstruir para significar<br />
Talvez uma pausa<br />
Seja útil para realinhar</p>
<p>Eu moro<br />
Nos escombros do meu próprio ser<br />
Na falta de sentido<br />
E na falta de explicações</p>
<p>Reflexão de uma Psiquiatra que, inevitavelmente, se depara com perdas e inconsolos dentro de uma emergência manicomial.</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934\</p>
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		<title>Fobias Específicas</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 18:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Fobias]]></category>
		<category><![CDATA[Fobias específicas]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Pânico]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[A fobia é uma subclassificação dos transtornos ansiosos e é caracterizada por medos irracionais associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas. Sua prevalência é elevada, sendo, atualmente, um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos relatados e tratados. Os principais subtipos de fobia incluem fobia a animal (cobra, inseto, cachooro), ambiente natural (água, tempestade, trovão),...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A fobia é uma subclassificação dos transtornos ansiosos e é caracterizada por medos irracionais associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas. Sua prevalência é elevada, sendo, atualmente, um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos relatados e tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-transporte-e1439575780690.jpg"><img class="  wp-image-386 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-transporte-e1439575780690.jpg" alt="Fobias-específicas-transporte" width="182" height="182" /></a>Os principais subtipos de fobia incluem fobia a animal (cobra, inseto, cachooro), ambiente natural (água, tempestade, trovão), sangue-injeção-ferimentos (procedimentos médicos em geral), situacional (andar de avião, transportes coletivos, elevadores, dirigir) e outros (fobia de certos alimentos, fobias sexuais, fobia de doença).<span id="more-381"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, a situação fóbica é evitada pelo sujeito ou suportada com grande ansiedade e pode interferir significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional ou acadêmico, em atividades e relacionamentos sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais sintomas fisiológicos associados às fobias específicas (FE) são similares aos observados em transtornos de ansiedade, como, por exemplo, sudorese, aumento da frequência cardícado, tremores, dificuldade respiratória, entre outros. Contrastando com os outros subtipos de fobia específica, o subtipo sangue-injeção-ferimentos apresenta, em muitos casos, uma resposta característica de desfalecimento vasovagal, ou seja, breve aceleração inicial do ritmo cardíaco seguida por sua desaceleração e queda da pressão sanguìnea.<a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima-e1439575797212.jpg"><img class="  wp-image-384 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima-e1439575797212.jpg" alt="Fobias-específicas-Clima" width="202" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os comportamentos publicamente observáveis relacionados à exposição fóbica, destacam-se as respostas de congelamento ou fuga frente ao objeto temido. Já os comportamentos encobertos carcaterizam-se, basicamente, por pensamentos de antecipação da situação ou objeto temido.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é feito diante de um medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por exemplo, medo de voar, alturas, animais, ver sangue&#8230;). A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um ataque de pânico ligado à situação ou predisposto pela situação.</p>
<p style="text-align: justify;">O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional. A situação fóbica é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida interfere significativamente na rotina normal do indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais-e1439575815679.jpg"><img class="  wp-image-383 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais-e1439575815679.jpg" alt="Fobias-específicas-animais" width="167" height="167" /></a>Estima-se que entre 50 e 80% dos indivíduos com FE tenham outro transtorno psiquiátrico. A co-ocorrência entre FE e transtornos de ansiedade, bem como transtornos afetivos (depressão), tem sido descrita como muito frequente.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos pacientes não procura tratamento e se limitam a organizar suas atividades evitando contato com os estímulos temidos. Em alguns casos, esse padrão de comportamento pode desencadear um estilo de vida restrito.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento medicamentoso para FE é considerado coadjuvante (porém contribuidor) e o principal foco é a diminuição da ansiedade e do comportamento de evitação a fim de atenuar o desconforto e limitação funcional secundárias às fobias. Para tanto, as terapêuticas que vêm mostrando melhores resultados fazem uso de técnicas de exposição e partem da premissa que para se livrar do medo é preciso senti-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">As abordagens teóricas que trabalham com essa premissa são a análise do comportamento e<img class="  wp-image-382 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobia-sangue-e-procedimentos-médicos-e1439575831120.jpg" alt="Fobia-sangue-e-procedimentos-médicos" width="216" height="216" /> terapia cognitivo-comportamental (TCC)<br />
. Os procedimentos adotados no manejo clínico das fobias incluem dessensibilização sistemática e exposição com prevenção de respostas. A combinação entre relaxamento e exposição do paciente a estímulos aversivos se dá por meio da imaginação ou ao vivo e incluem ensinar ao paciente uma resposta contrária à ansiedade (relaxamento profundo, por exemplo) e exposição gradual aos estímulos que produzem medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não hesite em procurar profissionais capacitados, a sua saúde física e mental agradecem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934\<a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais.jpg"><br />
</a> <a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>A mente do psicanalista</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2015 18:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[CorpoMente indica]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

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		<description><![CDATA[O processo terapêutico é mágico e simbólico em diferentes formas. Existe uma troca sincera e real entre analista e analisando, de modo que nenhum deles sai como entrou. É uma veradeira alquimia de sensações, interpretações e emoções. O curta metragem &#8220;Garra Rufa (Doctor Fish)&#8221;, feito por um grupo de artistas do Sheridan College, representa singelamente o processo transformador...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O processo terapêutico é mágico e simbólico em diferentes formas. Existe uma troca sincera e real entre analista e analisando, de modo que nenhum deles sai como entrou. É uma veradeira alquimia de sensações, interpretações e emoções. O curta metragem &#8220;Garra Rufa (Doctor Fish)&#8221;, feito por um grupo de artistas do Sheridan College, representa singelamente o processo transformador que ocorre na escuta acolhedora e abordagem empática. Frequentemente é dificil racionalizar o poder desta interação e como tocamos e somos tocados por múltiplas questões inconscientes. Explorar este universo é iluminar a escuridão e significar nossa existência.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vdNghrAeks0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Via <a href="http://www.nathaliapaccola.com.br/filme-de-animacao-que-explora-a-mente-de-um-psicanalista/">Nathalia Paccola</a></p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Empatia</title>
		<link>http://corpomente.com.br/empatia/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 19:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto a tua dor for não for minha As mãos seguirão atadas E as palavras engasgadas Por isso, peço licença Para tomar como meu Seus pezares Para chorar da tua lágrima E sentir o peso do seu inconsolo. Enquanto o seu mundo for distante e impenetrável Meus esforços serão em vão Então não se assuste...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto a tua dor for não for minha</p>
<p>As mãos seguirão atadas</p>
<p>E as palavras engasgadas</p>
<p>Por isso, peço licença</p>
<p>Para tomar como meu<span id="more-357"></span></p>
<p>Seus pezares</p>
<p>Para chorar da tua lágrima</p>
<p>E sentir o peso do seu inconsolo.</p>
<p>Enquanto o seu mundo for distante e impenetrável</p>
<p>Meus esforços serão em vão</p>
<p>Então não se assuste</p>
<p>Se eu entrar sem bater na porta ou pedir licença</p>
<p>É só assim, fora da minha órbita</p>
<p>Que poderei ser melhor para você</p>
<p>E para mim também.</p>
<p>Por fazer dos seus problemas, meus</p>
<p>Da sua tristeza, minha</p>
<p>Da sua desesperança, meu despertar</p>
<p>Por legitimar sua história cheia de vivências</p>
<p>Preencho meu próprio caminho</p>
<p>E ganho o direito de sorrir</p>
<p>Quando sua tempestade, enfim, acabar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Transtorno de Estresse Agudo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TEA]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Estresse Agudo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua prevenção por meio do diagnóstico precoce do transtorno de estresse agudo (TEA).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  alignleft wp-image-265" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post.jpg" alt="" width="286" height="161" /><span id="more-264"></span>Estudos recentessugerem altas taxas de prevalência do TEA (em torno de 17% da população). Tanto eventos catastróficos (atentados terroristas, enchentes e deslizamentos de terra), quanto violência urbana cotidiana parecem predispor ao TEA e ao TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, considera-se que os maiores causadores de transtornos psiquiátricos ligados ao trauma são os eventos civis diários, como acidentes de trânsito, assaltos à mão armada, sequestros e violência física e sexual. Esses transtornos, associados a situações traumáticas, também podem ser consequência de uma doença grave aguda, como, por exemplo, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta emocional e comportamental após um evento traumático ocorre em quatro fases. A primeira fase, imediatamente após um evento agudo, é acompanhada de emoções intensas, incluindo sentimentos de incredulidade, medo e confusão mental. Tais respostas correspondem a um comportamento normal frente a um evento extraordinário.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase ocorre ainda na primeira semana e se prolonga até o final do primeiro mês. Sintomas intrusivos (lembranças do trauma, flashbacks ou pesadelos), bem como hipervigilância surgem nessa fase. Sintomas somáticos como fadiga, cefaleia, tontura, náusea, associados à raiva, irritabilidade e ao isolamento social também podem fazer parte das reações desencadeadas pelo trauma. Esse é o período de surgimento dos sintomas relativos ao TEA, e as vítimas que apresentam tais manifestações devem ser monitoradas de perto, em função do risco de desenvolvimento de TEPT, caso os sintomas persistam.</p>
<p style="text-align: justify;">As outras duas fases correspondem à aceitação e à resolução do trauma, quando os indivíduos buscam reconstruir suas vidas e recuperar sua identidade, retornando ao trabalho e à rotina pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Os suportes físico e psíquico precoces, realizados preferencialmente, por profissionais capacitados para lidar com pacientes expostos a eventos traumáticos são as principais estratégias de manejo do TEA.</p>
<p style="text-align: justify;">A identificação dos indivíduos vulneráveis, por meio de avaliação de fatores de risco pré-trauma (histórico de doença psiquiátrica, exposição prévia a eventos traumáticos) e pós trauma (por exemplo, surgimento de sintomas dissociativos) permite uma intervenção durante o período chamado “golden hours’ (seis primeiras horas após o estressor). Existe uma hipótese de que, durante este período, a neuroplasticidade cerebral estaria aumentada e, portanto, passível de mudanças que poderiam efetivamente prevenir o desenvolvimento de um transtorno de estresse relacionado ao trauma. Dessa forma, a ação durante esse período sensível é bastante importante.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum o uso indiscriminado de benzodiazepínicos (rivotril, diazepam, alprazolam) na primeira fase do trauma, com o objetivo de aliviar sentimentos de horror e medo associados à exposição a um evento traumático. Sabe-se que estas medicações inibem a resposta normal do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo assim, a liberação de glicocorticoides que são ferramentas importantes na adaptação ao estresse. O uso destes medicamentos, a curto prazo, é considerado concebível e racional, principalmente pelo seu efeito ansiolítico imediato. Entretanto, o uso a longo prazo pode aumentar o risco do desenvolvimento de um TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-266" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente.jpg" alt="Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente" width="1000" height="539" />As principais medicações utilizadas no tratamento destes transtornos são o prorpanolol, hidrocotisona e inibidores seletivos da recaptação da serotonina. A terapia cognitivo comportamental traumo-focada, terapia de apoio, manejo de estresse, terapia de grupo e psicoterapia psicodinâmica breve também são altamente efetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o entendimento e auxílio adequados diante de situações traumáticas extremas podem fazer toda a diferença na evolução subsequente de quadros reativos. Por isso, não hesite em procurar uma equipe de profissionais capacitados. É muito melhor prevenir do que remediar!</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
<p><script>// <![CDATA[
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		<title>Ruptura</title>
		<link>http://corpomente.com.br/ruptura/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2015 14:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[alucinação]]></category>
		<category><![CDATA[delírio]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Ruptura mental]]></category>
		<category><![CDATA[Surto]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia em que o meu mundo Resolveu se distanciar Senti meu corpo ferver E a mente borbulhar Foram tantos pensamentos Tantas imagens e sensações Que não pude decifrar A dor dessa angústia Vem daqui ou de lá? Tudo ao redor ganhou um novo sentido E, ao mesmo tempo, era difícil explicar Por vezes pensei...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>No dia em que o meu mundo</div>
<div>Resolveu se distanciar</div>
<div>Senti meu corpo ferver</div>
<div>E a mente borbulhar</div>
<div><span id="more-238"></span></div>
<div>Foram tantos pensamentos</div>
<div>Tantas imagens e sensações<img class=" wp-image-239 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ruptura.jpg" alt="Ruptura" width="230" height="304" /></div>
<div>Que não pude decifrar</div>
<div>A dor dessa angústia</div>
<div>Vem daqui ou de lá?</div>
<div>Tudo ao redor ganhou um novo sentido</div>
<div>E, ao mesmo tempo, era difícil explicar</div>
<div>Por vezes pensei que fora escolhido</div>
<div>Havia muitos enigmas a decifrar</div>
<div>As ideias vinham com facilidade</div>
<div>E também não demoravam a se dissipar</div>
<div>Nesse dia, o seu olhar foi diferente</div>
<div>Nunca mais chegou a me contemplar</div>
<div>Desde então vago sozinho</div>
<div>Em um incessante caminhar</div>
<div>Quiçá, uma nova canção</div>
<div>Haverá de me embalar.</div>
<div></div>
<div>
<hr />
</div>
<div>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
</div>
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		<title>Esquizofrenia: A mente dividida</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 21:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[alucinação]]></category>
		<category><![CDATA[delírio]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população mundial) e, habitualmente, se inicia na juventude. Portanto, quando uma pessoa jovem desenvolve uma doença mental, a resposta imediata, muitas vezes é: “ o que os pais fizeram de errado? ”</p>
<p><span id="more-228"></span></p>
<p>É importante entender que a esquizofrenia não é uma doença causada pelos pais, mas sim uma patologia do cérebro/mente secundária a diversas causas. Fatores genéticos, ambientais e infecciosos já foram relacionados com sua etiologia, entretanto, a má parentagem definitivamente não está diretamente implicada no seu desenvolvimento.</p>
<p>Os primeiros sinais e sintomas costumam evidenciar-se durante a adolescência. Alguns pacientes parecem ser perfeitamente “normais” antes de ficarem doentes, gerando surpresa à família quando começam a manifestar a sintomatologia característica. Outros pacientes, por sua vez, apresentam indicações sutis que podem ser identificadas retrospectivamente, se comparados com irmãos e irmãs que não ficaram doentes. Quando crianças, podem ter tido menos coordenação, ter sido mais tímidos, mais ansiosos e mais lentos na aprendizagem escolar.</p>
<p><img class=" size-medium wp-image-229 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-300x225.jpg" alt="CorpoMente-esquizofrenia" width="300" height="225" />A esquizofrenia tem apresentações diversas incluindo transtornos da percepção (alucinações), pensamento inferencial (delírios), redução da vontade/energia para as atividades gerais (avolição) e diminuição da expressão emocional (embotamento afetivo). Nenhum dos seus muitos sinais e sintomas podem ser considerados definidor, estão presentes em alguns pacientes, mas nenhum está presente em todos.</p>
<p>Como os sinais e sintomas da doença são tão complexos e diversos, há uma tentativa de simplificar o pensamento sobre a doença dividindo-a em categoriais naturais. A subdivisão mais aceita é em sintomas “positivos” e “negativos”. Essa terminologia é um pouco confusa pois não há nada de positivo ou bom nos sintomas positivos, são experiências desagradáveis, como as alucinações.</p>
<p>Os sintomas positivos são entendidos como um exagero de funções normais, um fenômeno de liberação acentuada das conexões cerebrais. São eles: alucinações, delírios, discurso e comportamento desorganizados, emoções inapropriadas, entre outros. As pessoas são reconhecidas como doentes mentais porque seus sintomas positivos são indicadores claros de que há um problema grave que limita o seu sentido de realidade.</p>
<p>Já os sintomas negativos, muitas vezes, são os primeiros a emergirem e caracterizam-se pelo embotamento (empobrecimento) afetivo, desinteresse generalizado pelo cotidiano, dificuldade de focar e manter atenção, apatia, alogia, retraimento social. Estes sintomas não respondem tão bem ao tratamento quando comparados à sintomatologia positiva. Portanto, é comum que a medicação trate os delírios e alucinações, porém, por conta das dificuldades emocionais remanescentes, o paciente sente dificuldade de retomar sua vida social, cognitiva e laboral.</p>
<p>Sabe-se que a esquizofrenia não causa lesões cerebrais específicas, tampouco afeta uma região definida do cérebro. Pelo contrário, prejudica de uma forma geral a maneira como as regiões cerebrais se conectam entre si, de modo que há quebra na transferência de sinais e as mensagens enviadas entre estas várias regiões tornam-se adulteradas e confusas. A maioria dos pacientes tem a sensação subjetiva de que sua capacidade de pensar e sentir foi desorganizada ou desconectada.</p>
<p><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg"><img class="aligncenter wp-image-232 size-full" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg" alt="Delirios e alucinações são algumas das diversas apresentações da esquizofrenia" width="1000" height="504" /></a></p>
<p>Nos últimos 50 anos, houve um notável progresso na abordagem e tratamento desta doença. Atualmente, muitas medicações estão disponíveis e técnicas de reabilitação psicossocial também contribuem para a melhora e reintegração destes pacientes. Em uma realidade não muito distante o diagnóstico de esquizofrenia implicava em hospitalizações prolongadas e terapêuticas pouco eficazes. Hoje em dia, as internações (quando necessárias) são breves e há um ganho progressivo de autonomia e qualidade de vida quando o tratamento é bem instalado.</p>
<p>Procurar uma equipe profissional capacitada é parte preponderante do sucesso terapêutico e de um desfecho individual satisfatório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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