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	<title>Corpomente &#187; Sem categoria</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Oct 2015 12:13:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Depressão Pós-Parto</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2015 12:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As mulheres têm duas vezes mais chances de apresentar transtornos afetivos em comparação com os homens e o pico de incidência desses transtornos ocorre durante o período reprodutivo, entre as idades de 25 e 44 anos. O pós-parto tem sido claramente definido como a fase de maior vulnerabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos graves...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres têm duas vezes mais chances de apresentar transtornos afetivos em comparação com os homens e o pico de incidência desses transtornos ocorre durante o período reprodutivo, entre as idades de 25 e 44 anos. O pós-parto tem sido claramente definido como a fase de maior vulnerabilidade para o aparecimento de transtornos psiquiátricos graves nas mulheres. Durante este período, cerca de 85% das puérperas experimentam, pelo menos, alguma forma de alteração do humor. A maioria delas apresenta sintomas relativamente leves e transitórios, conhecidos como <em>maternity blues</em> ou disforia puerperal.<span id="more-406"></span></p>
<p>Contudo, de acordo com estudos internacionais, aproximadamente de 10 a 15% das mulheres podem experimentar uma forma mais incapacitante e persistente de distúrbio psíquico, como a depressão pós-parto (DPP). O puerpério também tem sido apontado por alguns pesquisadores como o período de maior vulnerabilidade para o aparecimento de novos episódios do transtorno bipolar. Sugere-se, inclusive, que um episódio depressivo que apareça no pós-parto tem uma chance maior de ser proveniente de um quadro bipolar ainda não diagnosticado. Portanto, todos os casos devem ser individualmente e cuidadosamente considerados.</p>
<p>O puerpério (período que sucede ao parto) é definido em pós-parto imediato (do primeiro ao décimo dia após o parto), pós-parto tardio (do décimo ao quadragésimo quinto dia) e pós-parto remoto (além do quadragésimo quinto dia). Alguns estudos têm demonstrado que desregulações hormonais podem representar parte da patogênese dos transtornos do humor no período perinatal em mulheres suscetíveis.</p>
<p>Enquanto há oscilações hormonais e modificações físicas no intuito de restabelecer as condições pré-gravídicas, as transformações psicossociais vão exigir da mulher certa capacidade de adaptação a condições bem diversas daquelas anteriores à gravidez. Novas funções da mulher, agora no papel de mãe, presença de mais familiares em casa, mudanças na dinâmica do casal, eventuais dificuldades com a amamentação e com a rotina de sono, além de interferência na vida profissional, são novos fatores que demandarão ajustamentos.</p>
<p>Na década de 1960, pesquisadores descreveram uma condição chamada disforia puerperal. Eles observaram que, após alguns dias do parto, grande parte das mulheres apresentava choro com facilidade e que esse choro não tinha relação com sofrimento ou tristeza. Notaram que essas mulheres apresentavam empatia exacerbada e ficavam com sensibilidade excessiva à rejeição.</p>
<p>A disforia puerperal é considerada a forma mais leve dos quadros puerperais e pode ser identificada em 50 a 85% das puerpéras, dependendo dos critérios diagnósticos utilizados. Os sintomas geralmente têm início nos primeiros dias após o nascimento do bebê, atingem um pico no quarto ou quinto dia do pós-parto e remitem de forma espontânea em, no máximo, duas semanas. O quadro inclui choro fácil, labilidade afetiva, irritabilidade e comportamento hostil para com familiares e acompanhantes. Mulheres com disforia pós-parto não necessitam de intervenção farmacológica. A abordagem é feita no sentido de manter suporte emocional adequado, compreensão e auxílio nos cuidados com o bebê.</p>
<p>Já a depressão pós-parto costuma ter início entre duas semanas até três meses após o parto. Os sintomas incluem perda de prazer e interesse nas atividades, alteração de peso e/ou apetite, alteração do sono, agitação ou retardo psicomotor, sensação de fadiga, sentimento de inutilidade ou culpa, dificuldade para se concentrar ou tomar decisões e até pensamentos de morte ou suicídio. No quadro clínico da depressão, nessa época da vida, são observadas algumas peculiaridades, dentre elas a alta probabilidade de associação com sintomas ansiosos, obsessivo-compulsivos, a menor incidência de suicídio e a resposta terapêutica mais demorada e que requer, geralmente, mais de uma medicação.</p>
<p>A depressão bipolar deve ser suspeitada quando o quadro depressivo inicia antes de duas semanas do pós-parto, quando predominam hipersonia, hiperfagia (aumento do apetite), lentificação psicomomotora, quando há história familiar de transtorno bipolar e quando não há resposta com antidepressivos.</p>
<p>O auxílio profissional adequado, preciso e rápido pode fazer uma grande diferença na evolução destes quadros depressivos. Desfrute plenamente da maternidade e enfrente os desafios inerentes à esta experiência sagrada. Os benefícios serão compensadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Assunto em Pauta: Doenças Mentais</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 12:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[doenças mentais]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou de introspecção reconheçam que também são vulneráveis e que também podem sofrer o mesmo destino.<span id="more-157"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais provavelmente produzem a reação mais intensa, pois, dentre todas as doenças humanas são as menos compreendidas. Nossa reação intuitiva quando confrontados na calçada com uma pessoa desarrumada e murmurante que sofre de doença mental é desviar o olhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas razões importantes pelas quias não podemos nos dar ao luxo de ignorar as doenças mentais. Primeiramente, elas são comuns demais. A esquizofrenia afeta 1% da população, transtorno bipolar outro 1% da população, a depressão maior outros 10 a 20% e o mal de Alzheimer 15% das pessoas com mais de 65 anos. E essas são apenas as doenças mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, elas são incrivelmente caras, do ponto de vista econômico e psicológico. Em todo o mundo, o custo chega a bilhões de dólares. As doenças mentais custam mais do que qualquer outra classe geral de enfermidade. Existem diversas formas de sumarizar o ônus econômico da doença e as enfermidades mentais devem receber grande prioridade no tratamento e na pesquisa por causa das muitas maneiras em que são custosas à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisadores de Harvard desenvolveram uma unidade de mensuração conhecida como anos de vida ajustados para deficiências (DALYs). Esta é uma medida aplicada para pessoas entre 15 e 44 anos de idade e expressa o tempo perdido devido à mortalidade prematura e ao tempo vivido com a deficiência. A perda de um DALY é equivalente à perda de um ano para uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os indivíduos na melhor fase da vida, a depressão custa mais para a sociedade do que qualquer outra doença (42,972 DALYs) e quatro doenças mentais estão na lista das mais caras. As lesões auto-infligidas (normalmente suicídio como consequência de doença mental) também estão entre as dez piores. Nessa faixa etária (15 a 44 anos), as doenças mentais nos fazem perder milhões de anos de vida potencialmente produtivas.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais não são caras apenas do ponto de vista econômico. Elas também têm um custo psicológico cruel e, infelizmente, muitas vezes são fatais, O suicídio afeta em torno de 10% das pessoas com esquizofrenia e 10% das pessoas com depressão. Observar como a esquizofrenia invade a personalidade e as habilidades mentais de um adolescente ou de um jovem adulto também causa dor quase insuportável para este e sua família. Assistir ao pai ou à mãe padecer de uma morte lenta causada pelo mal de Alzheimer é devastador.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, se confrotarmos a realidade de maneira honesta compreenderemos que as doenças mentais se diferenciam de outras doenças humanas por serem especiais e assustadoras. Elas afetam os órgãos mais importantes de nossos corpos e as capacidades mais importantes que temos. Afetam o cérebro e seu produto, a mente. A medicina moderna nos ensinou que não morremos quando nosso coração pára ou quando paramos de respirar; morremos quando nossos cérebros morrem, quando param de produzir os ritmos elétricos característicos que indicam que nossas células nervosas estão disparando.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não podemos ignorá-las. As doenças mentais são importantes agora e se tronarão mais importantes à medida que as próximas décadas se passarem. Nos últimos tempos, muitos avanços foram conquistados. Hoje, as doenças do cérebro podem ser compreendidas e tratadas com ferramentas científicas estabelecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, é preciso esforço e energia ativa para que possamos discutir e desmistificar este universo. Preparar o mundo para enxergar e aceitar todas estas manifestações. São histórias reais, sobre pessoas reais que, de repente, se encontram lidando com uma doença mental e que necessitam de apoio, suporte, tratamento e compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Transtorno de Ansiedade Social</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 12:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TAS]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Ansiedade Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Ansiedade e medo são estados emocionais de grande valor adaptativo apesar de não serem experienciados como prazerosos. Entretanto, quando o nível de ansiedade ultrapassa determinado limiar, ela passa a determinar prejuízo no funcionamento social, sendo considerada um transtorno. Dessa forma, quando a ansiedade é intensa, persistente e desproprocional às possíveis causas aparentes, interferindo de maneira...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ansiedade e medo são estados emocionais de grande valor adaptativo apesar de não serem experienciados como prazerosos. Entretanto, quando o nível de ansiedade ultrapassa determinado limiar, ela passa a determinar prejuízo no funcionamento social, sendo considerada um transtorno.<span id="more-154"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, quando a ansiedade é intensa, persistente e desproprocional às possíveis causas aparentes, interferindo de maneira significativa no funcionamento do indivíduo, deve ser considerada patologia e alvo de intervenção terapêutica.</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de ansiedade social (TAS) é o subtipo de transtorno ansioso mais comum e o terceiro transtorno psiquiátrico mais frequente, acomete homens e mulheres em igual proporção, seu início costuma ocorrer antes ds 18 anos, com idade média entre 10 e 13 anos. Apresenta curso crônico e sem remissões, além de ser associado a comprometimento psicossocial e prejuízo funcional.</p>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com TAS apresentam medo acentuado e persistente de situações sociais nas quais possam ser expostos a possíveis avaliações por parte de outras pessoas. Essas situações incluem comer, falar e escrever em frente aos outros, conversar com estranhos ou autoridades.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sujeitos com TAS procuram se esquivar de tais situações e apresentam medo persistente de embaraço ou de avaliação negativa durante interações sociais. Esses sintomas de ansiedade, geralmente, são acompanhados de sintomas autonômicos, como, por exemplo, rubor, tremor, taquicardia, sudorese e tensão musucular.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes costumam apresentar outras comorbidades associadas ao transtorno tais como: depressão, abuso de substâncias (álcool e drogas) e outros transtornos de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como em outros transtornos psiquiátricos, o TAS é o resultado de uma interação complexa entre variáveis biológicas e ambientais. Sabe-se que o fator ambiental tem um papel primordial no desenvolvimento do TAS e, dentre as variáveis biológicas, a genética parece exercer papel importante no seu desenvolvimento. Pesquisas apontam maior frequência de TAS em parentes de primeiro grau de sujeitos com TAS do que em controles saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da alta prevalência de TAS, apenas metade dos pacientes, ao longo da vida, irão procurar tratamento, isso porque o referido transtorno é subdiagnosticado e sub-reconhecido, tanto pelo paciente quanto por profissionais de saúde. Seu tratamento adequado envolve reconhecimento e diferenciação de quadros de timidez.</p>
<p style="text-align: justify;">As terapêuticas que apresentam maior evidência científica de eficácia são psicoterapia e farmacoterapia. Os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS) e os inibidores duais são as principais classes de medicamentos utilizadas. A TCC (terapia cognitivo comportamental) é a abordagem de psicoterapia mais estudada e que apresenta alto grau de eficácia para o tratamento do TAS.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante considerar a manutenção do tratamento por um período mínimo de 24 semanas após remissão dos sintomas do TAS, a fim de evitar possíveis recaídas. Posteriormente, deve-se reavaliar o quadro clínico, com o objetivo de manter ou não o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Consulte um profissional capacitado. Viver bem é cuidar da mente, do corpo e da alma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)</title>
		<link>http://corpomente.com.br/transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2015 22:02:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento com implicações em três dimensões sintomatológicas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico preciso do TDAH e de comorbidades associadas carrega grande valor clínico, uma vez que a intervenção terapêutica nesses casos está ente as mais eficazes de toda psiquiatria. O coeficiente...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento com implicações em três dimensões sintomatológicas: desatenção, hiperatividade e impulsividade.<span id="more-141"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico preciso do TDAH e de comorbidades associadas carrega grande valor clínico, uma vez que a intervenção terapêutica nesses casos está ente as mais eficazes de toda psiquiatria.</p>
<p style="text-align: justify;">O coeficiente de herdabilidade deste transtorno gira entre 60 e 76% e é um dos mais elevados dentre os transtornos psiquiátricos. Entretanto, até o momento, não é possível determinar os fatores indispensáveis ou suficientes para o estabelecimento do TDAH. Sua etiologia parece ser multifatorial, o que inclui aspcetos genéticos, ambientais, sociais e químicos.</p>
<p style="text-align: justify;">As manifestações clínicas do transtorno são heterogêneas e variáveis ao longo do tempo. Observa-se uma significativa reação emocional negativa à imposição de aguardar, o que os autores chamam de aversão ao adiamento. Tal reação é manifestada pela tendência em preferir e selecionar uma gratificação imediata em detrimento de aguardar por uma gratificação maior. Se, por exemplo, um paciente é requisitado a segurar um bombom por 1 minuto com a garantia de que, ao completar a tarefa, irá ganhar uma caixa inteira, observa-se que a  grande maioria dos portadores de TDAH devora o primeiro bombom após poucos segundos, sem pausa para maiores reflexões.</p>
<p style="text-align: justify;">Disfunções executivas também são muito comuns. Há uma enorme dificuldade para a execução de tarefas que envolvam planejamento, vigilância, mudança de atenção frente a  novas demandas, entre outros. A desatenção caracteriza-se por um quadro típico em que o indivíduo apresenta dificuldade em iniciar, manter e concluir tarefas que exijam atentção. Muitas vezes, o paciente deixa de cumprir responsabilidades por esquecimento ou por não ter escutado o que foi dito.</p>
<p style="text-align: justify;">A hiperatividade caracteriza-se por uma inquietude excessiva, não justificada, e que impede o indivíduo de permancer parado e/ou em silêncio quando necessário. Portanto, indivíduos hiperativos são irrequietos, falam em excesso e têm dificuldade de permanecer sentados e em silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">A impulsividade caracteriza-se por dificuldade em adiar ou suprimir o impulso de uma ação, mesmo quando associada a consequências negativas. É um padrão de comportamento repetitivo, de dificuldade em aguardar a vez em diferentes situações e de tempo diminuído de resposta a estímulos.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos diagnósticos de TDAH feitos na infância não prosseguem plenamente até o final da adolescência. De forma geral, é comum que os sintomas de hiperatividade diminuam progressivamente e a ênfase se dê na desatenção, na impulsividade ou em ambas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os prejuízos da desatenção são consistentes com aqueles presentes na infância, porém, tornam-se mais evidentes conforme evolui a demanda acadêmica. São jovens que não concluem ou procastinam tarefas escolares, trocam de atividade repetidamente, não mantêm atenção em leituras e são desorganizados, carcterísticas quase impeditivas de um bom rendimento escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">A impulsividade se traduz em maior exposição a riscos e menor autocontrole, o que explica a elevada associação entre TDAH e abuso de substâncias. A hiperatividade gradativamente se torna mais sutil, assumindo uma sensação subjetiva de inquietude que, não necessariamente, é manifestada fisicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em linhas gerais, na idade adulta, a desatenção se manifesta por desorganização nas atividades, esquecimento de compromissos, diminuída capacidade de planejamento e baixo rendimento em atividades atencionais, como a leitura. A impulsividade pode se manifestar por pedidos de demissão abruptos, términos precoces de relacionamentos, intolerância a momentos de espera e perda de controle com crianças. A hiperatividade, normalmente, está restrita a um desconforto psicológico em situações em que o indivíduo é forçado a permanecer parado e em silêncio, como em reuniões do trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico do TDAH é essencialmente clínico e deve estar associado a um prejuízo funcional significativo. O tratamento é multimodal e inclui diferentes abordagens focadas em aspectos específicos do transtorno e do quadro clínico. Entretanto, em qualquer plano de tratamento, é indispensável a presença de pelo menos uma das duas modalidades eficazes no manejo do TDAH: terapia comportamental e medicação. A combinação de ambas intervenções é ainda mais interessante e eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Identificou-se com os sintomas descritos? Procure um profissional capacitado e tire suas dúvidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Tabagismo</title>
		<link>http://corpomente.com.br/tabagismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2015 23:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante séculos o uso do tabaco foi difundido das Américas para todo o mundo por acreditar-se que era uma erva dotada de propriedades medicinais, capaz de curar doenças diversas como a bronquite crônica, asma, doenças do fígado, e dos intestinos, reumatismo e outras.No final do século XIX e, sobretudo, na 1ª metade do século XX,...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Durante séculos o uso do tabaco foi difundido das Américas para todo o mundo por acreditar-se que era uma erva dotada de propriedades medicinais, capaz de curar doenças diversas como a bronquite crônica, asma, doenças do fígado, e dos intestinos, reumatismo e outras.<span id="more-129"></span><img class="  wp-image-255 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/03/cigarette-1148205.jpg" alt="cigarette-1148205" width="177" height="191" />No final do século XIX e, sobretudo, na 1ª metade do século XX, a explosão do consumo de tabaco definiu a consolidação da potência econômica das indústrias fumageiras. Isto se deu graças a dois fatores: a produção de cigarros em escala industrial e a um processo agressivo de propaganda e marketing. Este último foi historicamente decisivo para dar ao comportamento de fumar uma representação social positiva, através de um processo de associação entre o consumo de derivados do tabaco e o ideal de auto-imagem, como beleza, sucesso, liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">O tabagismo responde atualmente por 40 a 45% de todas as mortes por câncer, 90 a 95% das mortes por câncer de pulmão, 75% das mortes por DPOC, cerca de 20% das mortes por doenças vasculares, 35%cardiovasculares, entre homens de 35 a 69 anos de idade, nos países desenvolvidos (WHO, 1999). Este fato das mortes por doençascontribui para que hoje o tabaco responda por 15 % do total de mortes nesses países (Murray &amp; Lopez, 1996).</p>
<p style="text-align: justify;">           Quer parar e não sabe por onde começar? A CorpoMente te ajuda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1)    Abordagem Cognitivo-Comportamental</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É uma abordagem que combina intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais, e que é muito utilizada para o tratamento das dependências. Os componentes principais dessa abordagem envolvem: a detecção de situações de risco de recaída; o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento. Dentre as várias estratégias empregadas nesse tipo de abordagem temos, por exemplos, a auto-monitoração, o controle de estímulos, o emprego de técnicas de relaxamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Em essência, esse tipo de abordagem envolve o estímulo ao auto-controle ou auto-manejo para que o indivíduo possa aprender como escapar do ciclo vicioso da dependência, e a tornar-se assim um agente de mudança de seu próprio comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Os maiores desafios desta técnica são:</p>
<p style="text-align: justify;">1. preparar o fumante para soluções de seus problemas;</p>
<p style="text-align: justify;">2. estimular habilidades para resistir as tentações de fumar;</p>
<p style="text-align: justify;">3. preparar para prevenir a recaída;</p>
<p style="text-align: justify;">4. preparar o fumante para lidar com o stress.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)    Farmacoterapia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A farmacoterapia pode ser utilizada como um apoio, em situações bem definidas, para alguns pacientes que desejam parar de fumar. Ela tem a função de facilitar a abordagem cognitivo-comportamental, que é a base para a cessação de fumar e deve sempre ser utilizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem, no momento, algumas medicações de eficácia comprovada na cessação de fumar. Esses medicamentos eficazes são divididos em duas categorias: medicamentos nicotínicos e medicamentos não-nicotínicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os medicamentos nicotínicos, também chamados de Terapia de Reposição de Nicotina (TRN), se apresentam nas formas de adesivo, goma de mascar, inalador e aerossol. As duas primeiras correspondem a formas de liberação lenta de nicotina, e são, no momento, as únicas formas disponíveis no mercado brasileiro. O inalador e o aerossol são formas de liberação rápida de nicotina e ainda não estão disponíveis em nosso mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Os medicamentos não-nicotínicos são os anti-depressivos bupropiona e nortriptilina, e o anti-hipertensivo clonidina. A bupropiona é o medicamento de eleição nesse grupo, pois segundo estudos científicos, é um medicamento que não apresenta, na grande maioria dos casos, efeitos colaterais importantes.</p>
<p style="text-align: justify;">A TRN (adesivo e goma de mascar) e a bupropiona são considerados medicamentos de 1ª linha, e devem ser utilizados preferencialmente. A nortriptilina e a clonidina são medicamentos de 2ª linha, e só devem ser utilizados após insucesso das medicações de 1ª linha.<img class="  wp-image-256 aligncenter" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/03/don-t-smoke-2-1314939.jpg" alt="" width="306" height="204" /> <strong>Ainda receoso ou não totalmente convencido? Confira os benefícios da cessação.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">• Após 2 minutos a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal.</p>
<p style="text-align: justify;">• Após 3 semanas a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.</p>
<p style="text-align: justify;">• Após 1 ano o risco de morte por infarto do miocárdio se reduz à metade.</p>
<p style="text-align: justify;">• Após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.</p>
<p style="text-align: justify;">• Após 20 anos o risco de contrair câncer de pulmão será igual ao das pessoas que nunca fumaram.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Benefícios econômicos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">• O fumante pode ser questionado sobre o quanto gasta com a compra do cigarro e quanto ele economizará deixando de fumar. Calcule o quanto ele gasta por mês ou por ano e relacione o montante final com o que ele poderia fazer ou comprar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outros benefícios:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">• Fortalecimento da auto-estima.</p>
<p style="text-align: justify;">• Melhora do hálito, e do cheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">• Melhora da coloração dos dentes e a vitalidade de pele.</p>
<p style="text-align: justify;">• Dar um bom exemplo para as crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">• Não ter que se preocupar se estará incomodando outras pessoas ao fumar.</p>
<p style="text-align: justify;">• Ter uma melhora no desempenho de atividades físicas.</p>
<p style="text-align: justify;">• Estar contribuindo para redução dos danos ao meio ambiente: para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é derrubada; o filtro do cigarro leva cerca de 100 anos para ser degradado.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomou coragem? Procure um profissional capacitado!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61)33632934</p>
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		<title>Insônia</title>
		<link>http://corpomente.com.br/insonia/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2015 10:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A insônia é definida como a dificuldade repetida para iniciar o sono, na duração, na consolidação ou na qualidade, o que resulta em alguma forma de prejuízo durante o dia e ocorre a despeito do tempo adequado ou oportunidade para dormir. As principais consequências diurnas da insônia são: cansaço físico, falta de disposição, fadiga, nervosismo,...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A insônia é definida como a dificuldade repetida para iniciar o sono, na duração, na consolidação ou na qualidade, o que resulta em alguma forma de prejuízo durante o dia e ocorre a despeito do tempo adequado ou oportunidade para dormir.<span id="more-123"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As principais consequências diurnas da insônia são: cansaço físico, falta de disposição, fadiga, nervosismo, dor de cabeça, mau humor, irritabilidade, prejuízo cognitivo (raciocínio lento, dificuldade de concentração), indisposição geral. Ademais, são observados aumento no risco de transtornos psiquiátricos e acidentes.</p>
<p style="text-align: justify;">São fatores de risco para a ocorrência de insônia: sexo feminino, idade avançada, baixo nível socioeconômico, doença médica (principalmente dor crônica), transtornos psiquiátricos (principalmente depressão), viuvez, divórcio, horários de trabalho muito alongados ou em turnos diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Personalidades hiperativas e com um fraco sistema gerador de sono são mais predispostas a desenvolver insônia. Alto nível de preocupação e tendência à ruminação de pensamentos também são alarmantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Como fatores perpetuantes, podemos citar as estratégias inadequadas em relação ao sono: passar tempo excessivo na cama esperando o sono chegar, usar a cama para outros comportamentos diferentes do sono ou desenvolver medo ou aversão ao ato de dromir.</p>
<p style="text-align: justify;">Um tipo muito frequente de insônia é a de ajuste ou aguda, ligada a um fator estressante, que pode ser psicológico, psicossocial, ambiental ou físico, e sua principal característica é a curta duração, de dias ou semanas, no máximo três meses. A melhora ocorre quando o agente estressor se resolve ou o indivíduo se adapta a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas afinal de contas, o que você está fazendo de errado? Preste atenção nos hábitos que NÃO contribuem com sua higiene do sono: horários irregulares de sono, tanto de dormir como de acordar; cochilar frequentemente durante o dia; permanecer tempo excessivo na cama, fazer uso de cafeína, nicotina ou álcool antes de deitar; engajar-se em atividades mentais, físicas ou emocionais estimulantes/estafantes; não manter um ambiente confortável para dormir; fazer uso da cama para outras atividades não relacionadas ao sono, como ver televisão, ler, estudar, se alimentar, planejar e pensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dicas da CorpoMente para preservar seu sono: ter horários regulares para dormir e despertar; ir para cama somente quando estiver sonolento, ter ambiente de dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos e confortável; não fazer uso de álcool, café, determinados chás e refrigerantes próximo ao horário de dormir; não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica, se tiver dormido pouco em noites anteriores, evite dormir de dia; jantar moderadamente em horário regular e adequado, estabelecer um ritual de relaxamento antes de se deitar: tomar um banho quente, diminuir a luminosidade do quarto enquanto se preprara para deitar ou meditar; não levar problemas para a cama; evitar de ficar na cama sem dormir (rolando de um lado para outro), levante-se e faça uma atividade calma até ficar sonolento novamente; procure fazer atividade física durante o dia, evite o sedentarismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas, procure um profissional capacitado, ele saberá te orientar. Bons sonhos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>A dor da Invisibilidade</title>
		<link>http://corpomente.com.br/a-dor-da-invisibilidade/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/a-dor-da-invisibilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2015 14:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A mente é um potencial infinito de sentimentos, sensações e realidades. Esta imensidão pode ser tanto sedutora quanto devastadora. Nos permite vivenciar êxtases e catarses, mas também é sede de experiências sombrias e incapacitantes. A principal dificuldade em lidar com o sofrimento psíquico reside na invisibilidade de sua dor. Ao deparar-nos com mazelas físicas que...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A mente é um potencial infinito de sentimentos, sensações e realidades. Esta imensidão pode ser tanto sedutora quanto devastadora. Nos permite vivenciar êxtases e catarses, mas também é sede de experiências sombrias e incapacitantes.<span id="more-116"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A principal dificuldade em lidar com o sofrimento psíquico reside na invisibilidade de sua dor. Ao deparar-nos com mazelas físicas que saltam aos olhos, a reação instintiva e inicial é transbordar-nos de empatia e compaixão. Em contrapartida, as vivências psíquicas são subjetivas, internas, pouco expressíveis. É difícil compreender e ser compreendido</p>
<p style="text-align: justify;">Um paciente que chega a um consultório psiquiátrico com as queixas mais diversas, desde insônia, ansiedade e tristeza à dores generalizadas, dormências e inquietude, normalmente já passou por diversos especialistas e recebeu inúmeras negativas. “Você não tem nada, seus exames estão ótimos.”</p>
<p style="text-align: justify;">O paradoxo da situação somado com o sofrimento crescente costuma piorar a evolução daqueles que apresentam algum desequilíbrio psíquico. A maioria chega ávido por um exame ou imagem que legitime toda sua dor e penar.</p>
<p style="text-align: justify;"> Pois bem, é deste contexto que retiro a primeira lei da prática psiquiátrica: quaisquer que sejam seus sintomas, anseios e angústias, na vivência mental está tudo legitimado. Exames, nestes casos, são complementares. Se há incapacitação e dor há demanda. E esta demanda deverá ser acolhida e tratada da forma mais respeitosa. Não é preciso ser visível, palpável, concreto.</p>
<p style="text-align: justify;">O foco deverá ser sempre o bem-estar. Se você está triste, apático, isto já é o bastante para travarmos uma longa conversa. Sua tristeza pode ser secundária à um distúrbio tiroideano, à uma vivência reativa atual, à uma depressão antiga, à algum outro fator clínico&#8230; A investigação é nossa tarefa. Cabe ao paciente ser honesto consigo mesmo e com seus sentimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma sociedade tão visual e concreta, sofrer em silêncio e sem ser percebido pode ser fatal. Na Psiquiatria, qualquer dor é real. O invisível também é legítimo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Resiliência</title>
		<link>http://corpomente.com.br/resiliencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2015 19:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A origem de todos os transtornos psiquiátricos, há muito, tem sido compreendida como sendo multifatorial, contemplando aspectos biológicos e ambientais. Dessa forma, entender de que maneira a resposta dos indivíduos aos diferentes eventos estressores gera desfechos variados é uma importante área de pesquisa na psiquiatria. Para a Psicologia, o conceito de resiliência refere-se ao processo...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A origem de todos os transtornos psiquiátricos, há muito, tem sido compreendida como sendo multifatorial, contemplando aspectos biológicos e ambientais. Dessa forma, entender de que maneira a resposta dos indivíduos aos diferentes eventos estressores gera desfechos variados é uma importante área de pesquisa na psiquiatria.<span id="more-113"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para a Psicologia, o conceito de resiliência refere-se ao processo que permite retomar algum tipo de desenvolvimento, apesar de traumas ou circuntâncias adversas. É descrita como a possibilidade do indivíduo de enfrentar as adversidades, manter uma capacidade adaptativa, conseguir superá-las ou até ser transformado por elas.</p>
<p style="text-align: justify;">Resiliência é frequentemente referida por mecanismos que explicam a superação. Esses processsos sociais e intrapsíquicos possibilitam o desenvolvimento de uma vida sadia, mesmo que o indivíduo viva em um ambiente não sadio. A resiliência não pode ser pensada como algo que nasce com o sujeito, nem como algo que ele adquire durante o seu desenvolvimento, pois ela não é fixa, e pode variar dependendo do contexto, já que em cada idade somos seres humanos totais que habitam mundos diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo da resiliência psicológica ou resistência ao estresse começou em 1970, com pesquisadores que direcionaram a atenção para crianças capazes de continuar se desenvolvendo normalmente, apesar das adversidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meados do século XX, Harry Harlow realizou pesquisas de privação social (isolamento e separação) em primatas, verificando que o estímulo adverso associou-se à incapacidade de brincar, ao receio de explorar o ambiente, à dificuldade de cuidar da prole e à automutilação. Os sintomas eram tão mais graves quanto maior o grau de isolamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro pesquisador, Stephen Suomi, pouco tempo depois, demonstrou que macacos isolados podiam ser reabilitados quando postos em contato com macacos que promoviam o contato físico sem agressividade. Nesse experimento, ao final de seis meses, o macaco isolado estava brincando ativamente com os demais, enfatizando a reversibilidade dos déficits sociais e cognitivos precoces.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, compreendeu-se a importância do suporte social ofericido ao indivíduo traumatizado. Esta atenção é definidora no processo de resiliência. Os chamados tutores da resiliência são pessoas que exercem papel de acolhedor ao traumatizado, estimulando a fala, o enfrentamento e auxiliando na ressignificação da elaboração do trauma. Muitas vezes esta função é exercida pelo profissional de saúde mental, por isso é tão importante vencer os estigmas e facilitar o acesso a este tipo de auxílio.</p>
<p style="text-align: justify;">O sofrimento nunca é desejável porém, isso não significa que, quando ele é inevitável, não possamos usá-lo para progredir no campo humano e espiritual. Como explica o Dalai Lama: “Um sofrimento profundo pode nos abrir o espírito e o coração, e nos abrir para os outros”. O sofrimento, portanto, pode ser, para nós, um ensinamento extraordinário, a ponto de fazer-nos tomar consciência do caráter superficial da maior parte das nossas preocupações habituais, da passagem irreversível do tempo, da nossa própria fragilidade e, acima de tudo, daquilo que conta, real e profundamente, dentro de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Para entender e esclarecer: Ansiedade.</title>
		<link>http://corpomente.com.br/para-entender-e-esclarecer-ansiedade/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2015 19:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A ansiedade é uma vivência cotidiana comum a todas as pessoas. Pode servir para aumentar a motivação e a produtividade. No outro extremo, reações intensas, do tipo luta e fuga, podem contribuir para a sobrevivência em resposta a ameaças importantes. Entretanto, quando a ansiedade ocorre inapropriadamente ou em graus exagerados, pode-se tornar patológica, trazendo sofrimento...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A ansiedade é uma vivência cotidiana comum a todas as pessoas. Pode servir para aumentar a motivação e a produtividade. No outro extremo, reações intensas, do tipo luta e fuga, podem contribuir para a sobrevivência em resposta a ameaças importantes.</p>
<p><span id="more-95"></span>Entretanto, quando a ansiedade ocorre inapropriadamente ou em graus exagerados, pode-se tornar patológica, trazendo sofrimento importante e/ou prejuízo funcional. Ou seja, da forma como os transtornos de ansiedade são definidos atualmente, a ansiedade patológica pode ser diferenciada da ansiedade normal de duas formas: os sintomas provocam um sofrimento clinicamente significativo e os sintomas interferem consideravelmente nas atividades do paciente.</p>
<p>Atualmente, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por ansiedade excessiva e por preocupações sobre diversos eventos ou situações rotineiras na maioria dos dias.</p>
<p>Os sintomas físicos podem incluir: tensão muscular, mãos úmidas e frias, boca seca, sudorese, náusea, diarreia, dores no corpo. Os sintomas psicológicos frequentemente englobam irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração e falhas de memória.<br />
É importante excluir causas clínicas que podem gerar sintomatologia semelhante tais como: hipertireoidismo, doença pulmonar obstrutiva crônica, problemas cardíacos, abuso de substâncias estimulantes (café, cocaína), abstinência de depressores do sistema nervoso central (álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos) entre outras.</p>
<p>O TAG está associado com um risco maior para diversas doenças somáticas, incluindo: asma, úlcera péptica, síndrome do intestino irritável, enxaqueca, doenças cardiovasculares. Sabe-se, ainda, que 67% dos pacientes apresentam depressão como comorbidade em algum momento da vida.</p>
<p>O tratamento envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas. É preciso definir metas reais e mudanças de hábitos podem ser úteis, como eliminar uso de estimulantes (cafeína e nicotina, por exemplo) e praticar exercícios regularmente.</p>
<p>A intervenção psicoterápica é necessária na maioria dos casos. A eficácia da TCC (terapia cognitiva comportamental) foi demonstrada em diversos estudos científicos e é considerada tratamento de primeira linha para o transtorno em questão.<br />
Técnicas de manejo da ansiedade tais como relaxamento, treino de respiração diafragmática, meditação, relaxamento muscular progressivo, higiene do sono e manejo do tempo são importantes e eficazes.</p>
<p>Em relação à terapia medicamentosa, os antidepressivos, particularmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e a venlafaxina são considerados prioritários no TAG. Os benzodiazepínicos (ansiolíticos) podem ser utilizados de maneira intermitente, em períodos de piora dos sintomas. Outras opções e combinações terapêuticas devem ser consideradas se houver resposta parcial ou insatisfatória.</p>
<p>O Transtorno de Ansiedade Generalizada é considerado crônico e as remissões completas ocorrem em menos de um terço dos pacientes. Como a maioria das síndromes psiquiátricas, o TAG deve ser avaliado subjetivamente e adequadamente em cada manifestação individual.</p>
<p>É fundamental que o paciente desenvolva um olhar atento e crítico em relação aos seus hábitos rotineiros, tendências comportamentais e gatilhos situacionais que possam envolver o desencadeamento dos sintomas físicos e psicológicos.</p>
<p>Muitas vezes, o tratamento se prolonga, a despeito de uma estabilização satisfatória. Isso ocorre porque, em determinados casos, há uma predisposição e maior sensibilidade para o desenvolvimento do transtorno. Dessa maneira, medicação e terapia passam a funcionar como profilaxia de novas crises e sofrimentos. Isto não significa dependência do remédio ou fracasso pessoal. É apenas a maneira correta de manejar uma doença crônica, tal como a hipertensão ou a diabetes (nenhum destes pacientes param de tomar o remédio depois que controlam sua pressão ou glicemia, não é mesmo?)<br />
A queixa referente à ansiedade está entre as mais comuns na prática clínica. A dinâmica da vida moderna parece favorecer o aparecimento dos sintomas relatados. Se você se identificou com o texto, não hesite em procurar os profissionais capacitados. Priorize sua qualidade de vida, cuide do seu bem-estar mental.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Podemos mudar?</title>
		<link>http://corpomente.com.br/podemos-mudar/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2015 00:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por muitos anos, os conhecimentos convencionais da neurociência sustentavam que o cérebro do mamífero adulto é fixo em dois aspectos: nenhum neurônio novo nasce e as funções das estruturas que o formam são imutáveis, de modo que, se os genes e o desenvolvimento determinam que este feixe de neurônios vai processar sinais a partir do...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por muitos anos, os conhecimentos convencionais da neurociência sustentavam que o cérebro do mamífero adulto é fixo em dois aspectos: nenhum neurônio novo nasce e as funções das estruturas que o formam são imutáveis, de modo que, se os genes e o desenvolvimento determinam que este feixe de neurônios vai processar sinais a partir do olho, e que este feixe vai mover os dedos da mão direita, então eles vão fazer isso e nada mais, aconteça o que acontecer.<span id="more-84"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A doutrina do cérebro humano imutável teve profundas ramificações, nenhuma delas muito otimista. Indicou, por exemplo, que tentar alterar a rede patológica de conexões cerebrais que constitui a base de doenças psiquiátricas-tais como o transtorno obsessivo-compulsivo e a depressão- seria um erro tolo. Sugeriu, ainda, que outras condições fixas do cérebro, tais como o “set point” de felicidade a que uma pessoa pode retornar depois de uma grande tragédia ou de uma grande alegria- são completamente inalteráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A boa notícia: o dogma está errado. Nos últimos anos do século XX, alguns neurocientistas desafiaram o paradigma de que o cérebro adulto não muda e fizeram descobertas e mais descobertas de que, ao contrário, ele mantém um impressionante poder de neuroplasticidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O cérebro pode, de fato, ter seus circuitos alterados. Pode expandir a área conectada para mexer os dedos, formando novas conexões para sustentar a destreza de um exímio violonista, por exemplo. Pode ativar fios condutores há muito tempo inativos e passar novos cabos, como um eletricista que reforma o sistema elétrico de uma velha casa. Pode silenciar circuitos que antes crepitavam com as atividades aberrantes que caracterizam a depressão e cortar conexões patológicas que mantêm o cérebro no estado de “ó meu deus, há algo errado” que caracteriza o TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, o cérebro adulto mantém grande parte da plasticidade do cérebro em desenvolvimento, inclusive o poder de consertar regiões danificadas, de criar novos neurônios, de rearranjar circuitos, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Igualmente revolucionária é a descoberta sobre como o cérebro muda. Nossas ações podem literalmente expandir ou contrair diferentes regiões do cérebro, derramar mais fluidos em circuitos silenciosos e reduzir a irrigação em outros mais barulhentos. O cérebro oferece mais área cortical a funções que seu dono usa mais frequentemente e encolhe o espaço destinado a atividades raramente desempenhadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, o cérebro pode mudar! Não estático. Não fixo. Sujeito a mudanças contínuas. Adaptável. O processo, entretanto, não é fácil A neuroplasticidade é impossível sem atenção e esforço mental. Para mudar, você tem que querer mudar. Se a vontade surge, o potencial parece imenso.</p>
<p style="text-align: justify;">Está difícil começar? Busque o auxílio de um profissional capacitado, há toda uma nova imensidão a ser explorada e vivenciada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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