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	<title>Corpomente &#187; Psiquiatria</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Suicídio</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 12:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[O suicídio completo pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente, intencional, usando um meio que ele acredita ser efetivo. É considerado um problema grave de saúde pública, portanto, requer a atenção e esforço de todos, já que sua prevenção e controle não são...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O suicídio completo pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente, intencional, usando um meio que ele acredita ser efetivo. É considerado um problema grave de saúde pública, portanto, requer a atenção e esforço de todos, já que sua prevenção e controle não são tarefas fáceis.<span id="more-396"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento suicida abrange um espectro contínuo de atos, que vão até a ocorrência de suicídios completos, passando por tentativas de suicídio frustradas, planejamento, intenção e ideação suicidas. A tentativa de suicídio é definida como uma conduta que não tem um desenlace fatal e inclui qualquer dano autoinfligido, executado deliberadamente, com intenção de morte. O planejamento suicida consiste na elaboração de uma estratégia de ação, seleção de métodos locais e momento para que o indivíduo leve a cabo suas intenções suicidas. A ideação suicida consiste em pensamentos de cunho suicida e no desejo de morrer, sem passar ao plano da ação motora. As ideações são mais prevalentes do que as tentativas e essas, por sua vez, são mais prevalentes que o ato suicida fatal. Todo comportamento suicida deve ser seriamente considerado como indicador de grande e relevante sofrimento psíquico.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) nada menos que um milhão de pessoas faleceram por suicídio no ano 2000. Estima-se que o número de tentativas de suicídio seja 10 a 20 vezes superior ao número de mortes. Isso corresponde a uma morte a cada 40 segundos e uma tentativa a cada 3 segundos, em todo o mundo. O suicídio encontra-se entre as 10 principais causas de morte na maioria dos países.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise epidemiológica do suicídio vai muito além da simples descrição de sua frequência, distribuição e impacto no mundo. As estatísticas, apesar de muito informativas, tendem a diminuir o impacto e a realidade da morte. O impacto psicológico e social do suicídio, em uma família e na sociedade, é inatingível. Suas consequências indiretas podem englobar um grande número de pessoas por um longo período de tempo. Para cada morte por suicídio, um número imprevisível de familiares e amigos têm suas vidas devastadas emocional, social e economicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os óbitos por suicídio são em torno de três a quatro vezes mais frequentes entre os homens do que entre as mulheres. Inversamente, as tentativas de suicídio são, em média, três vezes mais frequentes entre as mulheres. A aceitação cultural da depressão é maior para as mulheres. Os homens tendem a expressar menos seus sentimentos depressivos, podendo mascarar o risco. Apesar das crescentes taxas de suicídio entre os jovens, a idade superior a 65 anos é um fator de risco. Sabe-se, também, que os indivíduos divorciados ou separados possuem risco duas vezes mais elevado de se suicidarem que os casados. O desemprego tem impacto potencial sobre este risco. Outro fator que relaciona a ocupação ao suicídio é a classe socioeconômica, classes mais baixas apresentam taxas mais acentuadas do que nas classes mais altas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os eventos estressores de vida têm significativa relação com o suicídio completo. Os eventos que conferem estresse agudo, perdas, experiências de desmoralização, tais como humilhação pública ou rejeições sociais, frequentemente podem desencadear atos suicidas. Ademais, o suicídio geralmente ocorre durante a fase aguda de um transtorno psiquiátrico, especialmente o transtorno depressivo maior e abuso de substâncias ilícitas. Portanto, as doenças psiquiátricas são um fator de risco conhecido e seu tratamento adequado é um dos pilares da prevenção do suicídio. Dessa maneira, não tenha medo de expor seus sentimentos aos profissionais de saúde mental. Tampouco, relute quando ele te questionar sobre isto! A investigação ativa faz parte de uma boa anamnese psiquiátrica.</p>
<p style="text-align: justify;">A história familiar positiva para suicídio também é fator de risco. Diversas pesquisas mostram ligação entre abuso físico e sexual na infância e comportamento suicida na idade adulta. As doenças clínicas não psiquiátricas também parecem ter importante relação com o comportamento suicida. Alguns outros fatores relacionados a estas doenças também agravam este risco: sintomas não responsivos ao tratamento, dor, perdas de funcionalidade, insônia e uso de alguns medicamentos. A tentativa prévia de autoextermínio é considerada um importante fator de risco para um novo episódio e nunca deve ser subestimada.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidências científicas indicam que a prevenção do suicídio envolve uma série de atividades, que vão desde proporcionar as melhores condições de vida possíveis na infância e adolescência, passando pelo tratamento eficaz dos transtornos psiquiátricos, até o controle ambiental dos fatores de risco. A apropriada disseminação de informação e a conscientização são elementos essenciais para o sucesso dos programas de prevenção. Não é apenas uma tarefa médica, e sim, uma iniciativa que envolve toda a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, o suicídio ainda é um problema silencioso. As pessoas precisam se engajar de maneira ativa e são necessárias mais políticas públicas para que seja revertido esse panorama desfavorável do crescimento do comportamento suicida na população mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Fobias Específicas</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 18:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Fobias]]></category>
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		<description><![CDATA[A fobia é uma subclassificação dos transtornos ansiosos e é caracterizada por medos irracionais associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas. Sua prevalência é elevada, sendo, atualmente, um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos relatados e tratados. Os principais subtipos de fobia incluem fobia a animal (cobra, inseto, cachooro), ambiente natural (água, tempestade, trovão),...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A fobia é uma subclassificação dos transtornos ansiosos e é caracterizada por medos irracionais associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas. Sua prevalência é elevada, sendo, atualmente, um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos relatados e tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-transporte-e1439575780690.jpg"><img class="  wp-image-386 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-transporte-e1439575780690.jpg" alt="Fobias-específicas-transporte" width="182" height="182" /></a>Os principais subtipos de fobia incluem fobia a animal (cobra, inseto, cachooro), ambiente natural (água, tempestade, trovão), sangue-injeção-ferimentos (procedimentos médicos em geral), situacional (andar de avião, transportes coletivos, elevadores, dirigir) e outros (fobia de certos alimentos, fobias sexuais, fobia de doença).<span id="more-381"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, a situação fóbica é evitada pelo sujeito ou suportada com grande ansiedade e pode interferir significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional ou acadêmico, em atividades e relacionamentos sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais sintomas fisiológicos associados às fobias específicas (FE) são similares aos observados em transtornos de ansiedade, como, por exemplo, sudorese, aumento da frequência cardícado, tremores, dificuldade respiratória, entre outros. Contrastando com os outros subtipos de fobia específica, o subtipo sangue-injeção-ferimentos apresenta, em muitos casos, uma resposta característica de desfalecimento vasovagal, ou seja, breve aceleração inicial do ritmo cardíaco seguida por sua desaceleração e queda da pressão sanguìnea.<a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima-e1439575797212.jpg"><img class="  wp-image-384 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima-e1439575797212.jpg" alt="Fobias-específicas-Clima" width="202" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os comportamentos publicamente observáveis relacionados à exposição fóbica, destacam-se as respostas de congelamento ou fuga frente ao objeto temido. Já os comportamentos encobertos carcaterizam-se, basicamente, por pensamentos de antecipação da situação ou objeto temido.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é feito diante de um medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por exemplo, medo de voar, alturas, animais, ver sangue&#8230;). A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um ataque de pânico ligado à situação ou predisposto pela situação.</p>
<p style="text-align: justify;">O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional. A situação fóbica é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida interfere significativamente na rotina normal do indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais-e1439575815679.jpg"><img class="  wp-image-383 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais-e1439575815679.jpg" alt="Fobias-específicas-animais" width="167" height="167" /></a>Estima-se que entre 50 e 80% dos indivíduos com FE tenham outro transtorno psiquiátrico. A co-ocorrência entre FE e transtornos de ansiedade, bem como transtornos afetivos (depressão), tem sido descrita como muito frequente.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos pacientes não procura tratamento e se limitam a organizar suas atividades evitando contato com os estímulos temidos. Em alguns casos, esse padrão de comportamento pode desencadear um estilo de vida restrito.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento medicamentoso para FE é considerado coadjuvante (porém contribuidor) e o principal foco é a diminuição da ansiedade e do comportamento de evitação a fim de atenuar o desconforto e limitação funcional secundárias às fobias. Para tanto, as terapêuticas que vêm mostrando melhores resultados fazem uso de técnicas de exposição e partem da premissa que para se livrar do medo é preciso senti-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">As abordagens teóricas que trabalham com essa premissa são a análise do comportamento e<img class="  wp-image-382 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobia-sangue-e-procedimentos-médicos-e1439575831120.jpg" alt="Fobia-sangue-e-procedimentos-médicos" width="216" height="216" /> terapia cognitivo-comportamental (TCC)<br />
. Os procedimentos adotados no manejo clínico das fobias incluem dessensibilização sistemática e exposição com prevenção de respostas. A combinação entre relaxamento e exposição do paciente a estímulos aversivos se dá por meio da imaginação ou ao vivo e incluem ensinar ao paciente uma resposta contrária à ansiedade (relaxamento profundo, por exemplo) e exposição gradual aos estímulos que produzem medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não hesite em procurar profissionais capacitados, a sua saúde física e mental agradecem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934\<a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais.jpg"><br />
</a> <a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>Transtorno de Estresse Agudo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TEA]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Estresse Agudo]]></category>
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		<description><![CDATA[Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Historicamente, sintomas devidos a eventos traumáticos agudos referiam-se, em geral, apenas a situações com sobreviventes de guerra. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para qualquer evento traumático sentido como suficientemente importante pelo indivíduo. Além disso, é importante não apenas o diagnóstico tardio de transtorno de estresse pós traumático (TEPT), mas também a ênfase na sua prevenção por meio do diagnóstico precoce do transtorno de estresse agudo (TEA).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  alignleft wp-image-265" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post.jpg" alt="" width="286" height="161" /><span id="more-264"></span>Estudos recentessugerem altas taxas de prevalência do TEA (em torno de 17% da população). Tanto eventos catastróficos (atentados terroristas, enchentes e deslizamentos de terra), quanto violência urbana cotidiana parecem predispor ao TEA e ao TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, considera-se que os maiores causadores de transtornos psiquiátricos ligados ao trauma são os eventos civis diários, como acidentes de trânsito, assaltos à mão armada, sequestros e violência física e sexual. Esses transtornos, associados a situações traumáticas, também podem ser consequência de uma doença grave aguda, como, por exemplo, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta emocional e comportamental após um evento traumático ocorre em quatro fases. A primeira fase, imediatamente após um evento agudo, é acompanhada de emoções intensas, incluindo sentimentos de incredulidade, medo e confusão mental. Tais respostas correspondem a um comportamento normal frente a um evento extraordinário.</p>
<p style="text-align: justify;">A segunda fase ocorre ainda na primeira semana e se prolonga até o final do primeiro mês. Sintomas intrusivos (lembranças do trauma, flashbacks ou pesadelos), bem como hipervigilância surgem nessa fase. Sintomas somáticos como fadiga, cefaleia, tontura, náusea, associados à raiva, irritabilidade e ao isolamento social também podem fazer parte das reações desencadeadas pelo trauma. Esse é o período de surgimento dos sintomas relativos ao TEA, e as vítimas que apresentam tais manifestações devem ser monitoradas de perto, em função do risco de desenvolvimento de TEPT, caso os sintomas persistam.</p>
<p style="text-align: justify;">As outras duas fases correspondem à aceitação e à resolução do trauma, quando os indivíduos buscam reconstruir suas vidas e recuperar sua identidade, retornando ao trabalho e à rotina pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Os suportes físico e psíquico precoces, realizados preferencialmente, por profissionais capacitados para lidar com pacientes expostos a eventos traumáticos são as principais estratégias de manejo do TEA.</p>
<p style="text-align: justify;">A identificação dos indivíduos vulneráveis, por meio de avaliação de fatores de risco pré-trauma (histórico de doença psiquiátrica, exposição prévia a eventos traumáticos) e pós trauma (por exemplo, surgimento de sintomas dissociativos) permite uma intervenção durante o período chamado “golden hours’ (seis primeiras horas após o estressor). Existe uma hipótese de que, durante este período, a neuroplasticidade cerebral estaria aumentada e, portanto, passível de mudanças que poderiam efetivamente prevenir o desenvolvimento de um transtorno de estresse relacionado ao trauma. Dessa forma, a ação durante esse período sensível é bastante importante.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum o uso indiscriminado de benzodiazepínicos (rivotril, diazepam, alprazolam) na primeira fase do trauma, com o objetivo de aliviar sentimentos de horror e medo associados à exposição a um evento traumático. Sabe-se que estas medicações inibem a resposta normal do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo assim, a liberação de glicocorticoides que são ferramentas importantes na adaptação ao estresse. O uso destes medicamentos, a curto prazo, é considerado concebível e racional, principalmente pelo seu efeito ansiolítico imediato. Entretanto, o uso a longo prazo pode aumentar o risco do desenvolvimento de um TEPT.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-266" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente.jpg" alt="Imagem-post-Transtorno-de-estresse-agudo-CorpoMente" width="1000" height="539" />As principais medicações utilizadas no tratamento destes transtornos são o prorpanolol, hidrocotisona e inibidores seletivos da recaptação da serotonina. A terapia cognitivo comportamental traumo-focada, terapia de apoio, manejo de estresse, terapia de grupo e psicoterapia psicodinâmica breve também são altamente efetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o entendimento e auxílio adequados diante de situações traumáticas extremas podem fazer toda a diferença na evolução subsequente de quadros reativos. Por isso, não hesite em procurar uma equipe de profissionais capacitados. É muito melhor prevenir do que remediar!</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Esquizofrenia: A mente dividida</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 21:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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		<description><![CDATA[A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A esquizofrenia é uma doença que pode ser difícil explicar ou definir pois sua apresentação é extremamente variada. Talvez o mais marcante em relação a esta patologia seja o comprometimento amplo em uma diversidade de sistemas cognitivos e emocionais do cérebro humano. É um transtorno mental de prevalência relativamente estável (afeta 1 % da população mundial) e, habitualmente, se inicia na juventude. Portanto, quando uma pessoa jovem desenvolve uma doença mental, a resposta imediata, muitas vezes é: “ o que os pais fizeram de errado? ”</p>
<p><span id="more-228"></span></p>
<p>É importante entender que a esquizofrenia não é uma doença causada pelos pais, mas sim uma patologia do cérebro/mente secundária a diversas causas. Fatores genéticos, ambientais e infecciosos já foram relacionados com sua etiologia, entretanto, a má parentagem definitivamente não está diretamente implicada no seu desenvolvimento.</p>
<p>Os primeiros sinais e sintomas costumam evidenciar-se durante a adolescência. Alguns pacientes parecem ser perfeitamente “normais” antes de ficarem doentes, gerando surpresa à família quando começam a manifestar a sintomatologia característica. Outros pacientes, por sua vez, apresentam indicações sutis que podem ser identificadas retrospectivamente, se comparados com irmãos e irmãs que não ficaram doentes. Quando crianças, podem ter tido menos coordenação, ter sido mais tímidos, mais ansiosos e mais lentos na aprendizagem escolar.</p>
<p><img class=" size-medium wp-image-229 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-300x225.jpg" alt="CorpoMente-esquizofrenia" width="300" height="225" />A esquizofrenia tem apresentações diversas incluindo transtornos da percepção (alucinações), pensamento inferencial (delírios), redução da vontade/energia para as atividades gerais (avolição) e diminuição da expressão emocional (embotamento afetivo). Nenhum dos seus muitos sinais e sintomas podem ser considerados definidor, estão presentes em alguns pacientes, mas nenhum está presente em todos.</p>
<p>Como os sinais e sintomas da doença são tão complexos e diversos, há uma tentativa de simplificar o pensamento sobre a doença dividindo-a em categoriais naturais. A subdivisão mais aceita é em sintomas “positivos” e “negativos”. Essa terminologia é um pouco confusa pois não há nada de positivo ou bom nos sintomas positivos, são experiências desagradáveis, como as alucinações.</p>
<p>Os sintomas positivos são entendidos como um exagero de funções normais, um fenômeno de liberação acentuada das conexões cerebrais. São eles: alucinações, delírios, discurso e comportamento desorganizados, emoções inapropriadas, entre outros. As pessoas são reconhecidas como doentes mentais porque seus sintomas positivos são indicadores claros de que há um problema grave que limita o seu sentido de realidade.</p>
<p>Já os sintomas negativos, muitas vezes, são os primeiros a emergirem e caracterizam-se pelo embotamento (empobrecimento) afetivo, desinteresse generalizado pelo cotidiano, dificuldade de focar e manter atenção, apatia, alogia, retraimento social. Estes sintomas não respondem tão bem ao tratamento quando comparados à sintomatologia positiva. Portanto, é comum que a medicação trate os delírios e alucinações, porém, por conta das dificuldades emocionais remanescentes, o paciente sente dificuldade de retomar sua vida social, cognitiva e laboral.</p>
<p>Sabe-se que a esquizofrenia não causa lesões cerebrais específicas, tampouco afeta uma região definida do cérebro. Pelo contrário, prejudica de uma forma geral a maneira como as regiões cerebrais se conectam entre si, de modo que há quebra na transferência de sinais e as mensagens enviadas entre estas várias regiões tornam-se adulteradas e confusas. A maioria dos pacientes tem a sensação subjetiva de que sua capacidade de pensar e sentir foi desorganizada ou desconectada.</p>
<p><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg"><img class="aligncenter wp-image-232 size-full" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CorpoMente-esquizofrenia-2.jpg" alt="Delirios e alucinações são algumas das diversas apresentações da esquizofrenia" width="1000" height="504" /></a></p>
<p>Nos últimos 50 anos, houve um notável progresso na abordagem e tratamento desta doença. Atualmente, muitas medicações estão disponíveis e técnicas de reabilitação psicossocial também contribuem para a melhora e reintegração destes pacientes. Em uma realidade não muito distante o diagnóstico de esquizofrenia implicava em hospitalizações prolongadas e terapêuticas pouco eficazes. Hoje em dia, as internações (quando necessárias) são breves e há um ganho progressivo de autonomia e qualidade de vida quando o tratamento é bem instalado.</p>
<p>Procurar uma equipe profissional capacitada é parte preponderante do sucesso terapêutico e de um desfecho individual satisfatório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>A Polêmica dos Diagnósticos Psiquiátricos</title>
		<link>http://corpomente.com.br/a-polemica-dos-diagnosticos-psiquiatricos/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2015 19:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
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		<description><![CDATA[O manual diagnóstico de transtornos mentais é extenso e, muitas vezes, assustador. É difícil escapar ileso de todas das muitas descrições patológicas que ali estão. As críticas são incisivas e impiedosas: há patologização em excesso, intervenções desnecessárias e medicação em demasia. Mas por que ele continua sendo um importante guia para os profissionais que lidam...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="center">O manual diagnóstico de transtornos mentais é extenso e, muitas vezes, assustador. É difícil escapar ileso de todas das muitas descrições patológicas que ali estão. As críticas são incisivas e impiedosas: há patologização em excesso, intervenções desnecessárias e medicação em demasia. Mas por que ele continua sendo um importante guia para os profissionais que lidam com saúde mental?</p>
<p><span id="more-180"></span>A principal função da reunião de sintomas diversos em formulações diagnósticas é a tentativa de padronização de conduta e, com isso, proteção e eficácia maiores para os pacientes. É como se os profissionais estivessem usando uma mesma língua para, dessa maneira, poderem trocar informações, aprimorar terapêuticas, realizar estudos científicos impactantes e buscar um melhor desfecho para cada caso estudado.</p>
<p>Entretanto, é necessário discernimento e sabedoria para não cair no extremo de diagnosticar demais ou relativizar questões importantes. A verdade é que cada paciente antes de ser um amontoado de sinais e sintomas é um ser humano ímpar, com uma história única, corpo e mente incomparáveis, sensações e pensamentos singulares.</p>
<p><img class=" wp-image-187 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-post-23_06_2015-300x225.jpg" alt="Imagem-post-23_06_2015" width="370" height="280" /></p>
<p>Assim, podemos até agrupar pessoas completamente diferentes em diagnósticos semelhantes, mas jamais iremos unificar nossas propedêuticas e avaliações. Falar que um paciente está deprimido pode significar uma infinidade de circunstâncias e apresentações clínicas. Desde ansioso, triste, insone, desinteressado, acelerado, choroso, apático, entre outros. O diagnóstico é importante para o profissional pois funciona como um guia, norteador de suas futuras decisões e orientações.</p>
<p>Para o paciente,no entanto, dar um nome ao conjunto de sinais e sintomas que o aflinge não é o mais importante. Qualquer pessoa é muito mais que um diagnóstico ou um código expresso em letra e número. A grande questão é justamente compreender e acolher esta sinalização do CorpoMente com honestidade e compaixão.</p>
<p>A ciência auxilia, os manuais orientam, mas os desfechos clínicos são únicos e individuais. Lembre-se, somos potencialmente imprevisíveis, muito mais extensos que qualquer definição ousar limitar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Transtorno do Humor Bipolar: uma visão geral</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2015 16:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[O transtorno do humor bipolar (THB) foi descrito no século XIX e acomete cerca de 1% da população mundial. Trata-se de um transtorno com etiologia e neurobiologia complexas, ainda não totalmente conhecidas. Apresenta um quadro clínico composto por alternâncias de humor entre as fases depressivas, maníacas ou hipomaníacas. O quadro clínico do THB tende a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno do humor bipolar (THB) foi descrito no século XIX e acomete cerca de 1% da população mundial. Trata-se de um transtorno com etiologia e neurobiologia complexas, ainda não totalmente conhecidas. Apresenta um quadro clínico composto por alternâncias de humor entre as fases depressivas, maníacas ou hipomaníacas.<span id="more-169"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O quadro clínico do THB tende a ser bem variado e, muitas vezes, misto. O humor no estado maníaco geralmente está elevado, exaltado e/ou autoconfiante. As descrições clássicas relatam que o humor é incontido, alegre, pomposo e muda facilmente para irritabilidade. Além disso, o indivíduo mostra-se predominantemente exaltado, confiante em seu sucesso, corajoso, feliz e contente.<img class="  wp-image-295 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-para-post-no-Facebook.jpg" alt="Imagem-para-post-no-Facebook" width="386" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;">Com frequência, existe uma instabilidade emocional e ele fica insatisfeito, implicante, intolerante, impertinente e até mesmo bruto. Ri e dança o dia inteiro e apresenta estados de agitação e excesso de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento pode ficar acelerado, com uma pressão de discurso e fuga de ideias. Todos os estímulos intrusivos e qualquer nova possibilidade distrairão a atenção do paciente. Pode haver alteração formal do pensamento sendo que os pacientes em mania costumam ter discursos longos, complexos e grandiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade como um todo fica aumentada, tanto a física como a mental, com um crescimento de energia, uma menor necessidade de sono, apetite diminuído e sem o cansaço. Os pacientes em mania tendem a ficar frequentemente impulsivos (é comum gastar muito dinheiro) e hipersexualizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os quadros hipomaníacos são caracterizados por sintomas semelhantes aos da mania, com uma intensidade diminuída, sem sintomas psicóticos e sem causar um grande prejuízo no funcionamento social e ocupacional. Muitas vezes, esses quadros passam desapercebidos pelos familiares e pelos pacirentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o humor nos estados depressivos é triste, pessimista e desesperançoso. Apresenta-se com sentimentos de inutilidade com a perda da capacidade de vivenciar o prazer. Há também irritabilidade, ansiedade e raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento nos estados depressivos pode ficar mais lento, com conteúdo de morte e suicídio, assim como pode ocorrer a presença de hipocondria e de sentimentos de culpa. Os pensamentos autodepreciativos ou autoacusatórios costumam ser consideravelmente prevalentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  wp-image-297 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-para-post-no-SITE-e1438025374515.jpg" alt="Imagem-para-post-no-SITE" width="283" height="283" />Geralmente, há dificuldade de concentração ou redução da velocidade do pensamento. As atividades globais ficam mais lentas, com falta de energia e cansaço presentes. Também existe falta de motivação para as atividades coloquiais e há presença de padrões alterados de sono (hipersonia) e alimentação (aumento do apetite).</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante diferenciar a depressão unipolar da depressão bipolar pois os tratamentos, orientações e terapêuticas são distintos. Portanto, deve-se desconfiar de depressão bipolar quando há intenso retardo psicomotor, sintomas atípicos (ansiedade, hipersonia e hiperfagia) e presença de sintomas psicóticos. Além disso, um início mais precoce, episódios mais longos, história familiar de THB e episódio depressivo de início abrupto no puerpério também são fatores de risco. Entretanto, nenhum desses sintomas é específico o suficiente para diferenciar claramente episódios unipolares dos bipolares.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, a avaliação individulaizada e pormenorizada de cada caso é imperativa. Na dúvida, busque auxílio de um profissional capacitado.</p>
<p>Dra Fernanda Seixas</p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61)33632934</p>
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		<title>Remédio ou Psicoterapia?</title>
		<link>http://corpomente.com.br/remedio-ou-psicoterapia/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2015 18:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[remédio]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>

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		<description><![CDATA[O tratamento das doenças mentais pode ser um tema de grandes controvérsias e falsas premissas.O raciocínio é mais ou menos assim: se as doenças forem consideradas biológicas, os tratamentos serão medicamentos, se forem psicológicas, psicoterapia. O primeiro problema com essa linha de raciocínio é a sua premissa básica: a dicotmia mente versus cérebro. Porém a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O tratamento das doenças mentais pode ser um tema de grandes controvérsias e falsas premissas.O raciocínio é mais ou menos assim: se as doenças forem consideradas biológicas, os tratamentos serão medicamentos, se forem psicológicas, psicoterapia.<span id="more-162"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro problema com essa linha de raciocínio é a sua premissa básica: a dicotmia mente versus cérebro. Porém a distinção mente e cérebro (ou mental versus físico, ou biológico versus psicológico) está muito arraigada. Consequentemente, é provável que não seja suficiente apontar esta falsa dicotomia para dissuadir as pessoas da tolice da distinção entre fármacos e a psicoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um segundo problema, em particular, é que esta falsa dicotomia introduz uma simplificação inadequada no cuidado das doenças mentais, que não  temos para outras doenças. Se uma pessoa sofre de diabete, não perguntamos: será que essa pessoa deve tomar medicamentos ou deve ser orientada e amparada para menter um estilo de vida saudável? O diabte é tratado com fármacos, mas também com dieta, exercícios e apoio psicológico para as adaptações que são necessárias no estilo de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem exemplos intermináveis de terapias combinadas para outras doenças e nem por um só momento levantamos falsos extremismos quando os médicos sugerem combinações de medicamentos e outros tipos de tratamentos. Por que devemos questionar se as doenças mentais devem ser tratadas com medicamentos ou terapia?</p>
<p style="text-align: justify;">Um terceiro problema com essa linha de raciocínio é que ela não reconhece que os fármacos afetam a mente e que a psicoterapia afeta o cérebro. O fato de que os fármacos afetam a mente (assim como o cérebro) é algo que  a maioria das pessoas compreende. Se não compreendem, elas têm observações obrigatórias em vidros de remédios de medicamentos para alergia e dor, que afirmam que “estes medicamentos podem ser sedativos”. As funções mentais são reperesentadas pela atenção, excitação, estado de alerta, memória e humor. Fármacos de todos os tipos afetam essas funções.</p>
<p style="text-align: justify;">As drogas ilegais como a maconha e anfetamina são usadas justamente porque afetam as funções mentais de uma maneira que as pessoas consideram interessante. Existem poucas drogas ilegais disponíveis que atuem outras áreas além dessas funções.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que, então as pessoas cometem o engano de igualar os fármacos e o cérebro (e não à mente)? Por que continuamos a ter preocupações em relação a tratar doenças mentais com medicações?</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de que certas “drogas mentais” serem ilegais e os fármacos vendidos sob prescrição médica, às vezes, serem tomados de forma abusiva provavelmente contribui para o tabu em torno do uso de medicamentos para tratar doenças mentais. De maneira paradoxal, o erro também pode ocorrer porque essas substâncias funcionam bem demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das principais realizações dos últimos 50 anos foi o desenvolvimento de medicamentos que são efetivos para reduzir ou eliminar os sintomas de três grandes grupos de doenças mentais: esquizofrenia, transtornos de humor e transtornos de ansiedade. Um masoquismo puritano nos faz sentir que o sofrimento humano não deve ser reduzido de forma tão rápida, pelo menos para as doenças da mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como reverenciamos tanto a mente, temos a sensação de que suas doenças devem ser tratadas com técnicas “mais profundas” como a psicoterapia, que age diretamente sobre a mente e suas funções. Não há nada de errado em usar a psicoterapia para tratar a mente, desde que a utilidade bastante real dos medicamentos não seja desvalorizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas se beneficiam com apoio e orientação das psicoterapias. O probelma não está em usá-la, mas em não reconhecer que os seus efeitos são mentais e físicos. A psicoterapia age sobre a mente e o cérebro. De fato, à medida que entendemos cada vez mais sobre como o cérebro funciona e como ele muda em resposta a experiências, reconhecemos que a efetividade da psicoterapia é ampla e complexa.</p>
<p style="text-align: justify;">As diversas técnicas de psicoterapia agem no cérebro e provocam mudanças no aprendizado, nas maneiras de responder e adaptar-se e isto se traduz em alterações no modo como a pessoa sente, pensa e se comporta. A psicoterapia, às vezes denegrida como apenas falar, é, à sua própria maneira, tão biológica quanto o uso de fármacos.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão não é escolher entre remédio ou psicoterapia. O desafio é encontrar o equilíbrio certo entre estas duas modalidades terapêuticas para cada transtorno específico em cada paciente tratado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando medicações e psicoterapia são polarizadas e jogadas umas contra as outras, temos consequencias indesejáveis. Os pacientes enfrentam orientações conflitantes e são deixados em estado de confusão e dúvida. O melhor conselho não é “ou um ou outro”, mas “ou um, ou os dois”, conforme necessário. Seja qual for o tratamento, os mecanismoas mais básicos são os mesmos, ambos afetam as funções da mente, alterando, em consequência, o cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934, contato@corpomente.com.br</p>
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		<title>Depressão</title>
		<link>http://corpomente.com.br/depressao-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2015 10:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<description><![CDATA[A depressão é um transtorno com alta prevalência, curso crônico e recorrente. Apresenta grande morbidade com impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e na saúde física. Apesar do grande peso da depressão como problema de saúde pública, esse transtorno ainda é subdiagnosticado e subtratado ou tratado de forma inadequada. Sua etiopatogenia é multifatorial...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A depressão é um transtorno com alta prevalência, curso crônico e recorrente. Apresenta grande morbidade com impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e na saúde física.<span id="more-158"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do grande peso da depressão como problema de saúde pública, esse transtorno ainda é subdiagnosticado e subtratado ou tratado de forma inadequada. Sua etiopatogenia é multifatorial e complexa, mesmo assim, a extensa pesquisa nessa área vem aumentando a compreensão sobre os mecanismos envolvidos nesse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes deprimidos apresentam limitação de suas atividades e comprometimento do bem-estar, além de utilizarem mais os serviços de saúde. Levando em conta todos esses fatores, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a depressão um dos transtornos mais debilitantes para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as principais condições médicas crônicas, apenas as doenças cardíacas isquêmicas graves se comparam à depressão com relação ao grau de incapacidade provocada, ao passo que a depressão causa mais prejuízo no status de saúde quando comparada à angina, artrite asma e ao diabetes melito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, em pacientes com outras patologias de base, a depressão está associada a aumento de sintomas físicos, prejuízo na funcionalidade e má adesão ao tratamento. Muitas vezes, a depressão é o fator impeditivo para que pacientes conscientizem-se de suas doenças, tomem corretamente os remédios e compareçam regularmente às consultas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em mulheres, a depressão pode ter impacto negativo no desenvolvimento dos filhos e na dinâmica familiar. Em um grande estudo, constatou-se que o tratamento da depressão maior em mães até a remissão foi associado à diminuição de sintomas psiquiátricos e melhora funcional em sua prole. Muitas mães e pacientes grávidas acreditam que o uso de antidepressivos pode ser um exemplo negativo para seus filhos. É dever do psiquiatra assistente explicar a importância do tratamento e o grande impacto positivo que isto pode causar em toda a família. Os dados ajudam a diluir preconceitos enraizados.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão é um transtorno crônico e recorrente. A idade de início dos sintomas costuma ser entre 20 e 30 anos. O risco de recorrência é de cerca de 50% para quem teve um episódio, sobe para 75% para quem teve dois episódios e para 90% para quem teve três ou mais episódios depressivos. Estes índices são menores quando o correto tratamento é instituído. Portanto, quando o psiquiatra insiste no uso da medicação, mesmo em pacientes já recuperados, a justificativa encontra-se nesta alarmante estatística. Muito se fala sobre a hipermedicalização corrente e obviamente esta é uma discussão que devemos abraçar. Entretanto, dados como estes não podem ser ignorados quando se está diante de pessoas e sofrimentos reais, a prática exige este cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem evidências consistentes do envolvimento de mecanismos neuronais, fatores neurotróficos, neuroplasticidade, além de alterações hormonais e inflamatórias na depressão. Ainda que esses mecanismos não estejam completamente elucidados, os tratamentos disponíveis são eficazes para a maior parte dos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão maior é mais bem conceitualizada, em termos médicos, como uma síndrome clínica multissistêmica, ou seja, com impactos em diferentes órgãos e tecidos e uma extensa gama de sintomas. Para que se possa fazer seu diagnóstico, alterações em quatro principais domínios devem estar normalmente presentes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Alterações de humor: diminuição do interesse e/ou prazer em todas ou quase todas as atividades pelas quais antes o indivíduo se interessava, sentimento de insuficiência, queda de rendimento físico e mental, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Alterações psicomotoras: agitação ou retardo psicomotor.</p>
<p style="text-align: justify;">3) Alterações cognitivas: desvalia ou sentimento de falta de valor (como se os pacientes não fossem mais dignos do amor de outras pessoas), desamparo ou sensação de desimportância (sentem-se tratados com frieza pelos demais) e desesperança, com uma sensação que seu futuro será ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">4) Alterações neurovegetativas: anorexia e perda de peso ou aumento de apetite e ganho de peso, insônia ou hipersonia e disfunção sexual, geralmente caracterizada pela diminuição da libido.</p>
<p style="text-align: justify;">O manejo da depressão deve começar por um diagnóstico criterioso. Estratégias sistemáticas de tratamento farmacológico, incluindo otimização, potencialização, troca e combinações de antidepressivos, bem como a utilização de tratamentos não farmacológicos (psicoterapia, exercício físico, eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, entre outros) são capazes de levar a maioria dos pacientes ao controle dos sintomas depressivos e ao retorno a um bom nível de funcionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a remissão dos sintomas, é importante lembrar o caráter crônico do transtorno e a necessidade de tratamento de continuação e, quando indicado, a manutenção. Em caso de dúvidas, procure um profissional capacitado. Viver bem pode ser mais acessível e possível do que se acredita.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934, contato@corpomente.com.br</p>
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		<title>Assunto em Pauta: Doenças Mentais</title>
		<link>http://corpomente.com.br/assunto-em-pauta-doencas-mentais/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 12:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[doenças mentais]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou de introspecção reconheçam que também são vulneráveis e que também podem sofrer o mesmo destino.<span id="more-157"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais provavelmente produzem a reação mais intensa, pois, dentre todas as doenças humanas são as menos compreendidas. Nossa reação intuitiva quando confrontados na calçada com uma pessoa desarrumada e murmurante que sofre de doença mental é desviar o olhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas razões importantes pelas quias não podemos nos dar ao luxo de ignorar as doenças mentais. Primeiramente, elas são comuns demais. A esquizofrenia afeta 1% da população, transtorno bipolar outro 1% da população, a depressão maior outros 10 a 20% e o mal de Alzheimer 15% das pessoas com mais de 65 anos. E essas são apenas as doenças mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, elas são incrivelmente caras, do ponto de vista econômico e psicológico. Em todo o mundo, o custo chega a bilhões de dólares. As doenças mentais custam mais do que qualquer outra classe geral de enfermidade. Existem diversas formas de sumarizar o ônus econômico da doença e as enfermidades mentais devem receber grande prioridade no tratamento e na pesquisa por causa das muitas maneiras em que são custosas à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisadores de Harvard desenvolveram uma unidade de mensuração conhecida como anos de vida ajustados para deficiências (DALYs). Esta é uma medida aplicada para pessoas entre 15 e 44 anos de idade e expressa o tempo perdido devido à mortalidade prematura e ao tempo vivido com a deficiência. A perda de um DALY é equivalente à perda de um ano para uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os indivíduos na melhor fase da vida, a depressão custa mais para a sociedade do que qualquer outra doença (42,972 DALYs) e quatro doenças mentais estão na lista das mais caras. As lesões auto-infligidas (normalmente suicídio como consequência de doença mental) também estão entre as dez piores. Nessa faixa etária (15 a 44 anos), as doenças mentais nos fazem perder milhões de anos de vida potencialmente produtivas.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais não são caras apenas do ponto de vista econômico. Elas também têm um custo psicológico cruel e, infelizmente, muitas vezes são fatais, O suicídio afeta em torno de 10% das pessoas com esquizofrenia e 10% das pessoas com depressão. Observar como a esquizofrenia invade a personalidade e as habilidades mentais de um adolescente ou de um jovem adulto também causa dor quase insuportável para este e sua família. Assistir ao pai ou à mãe padecer de uma morte lenta causada pelo mal de Alzheimer é devastador.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, se confrotarmos a realidade de maneira honesta compreenderemos que as doenças mentais se diferenciam de outras doenças humanas por serem especiais e assustadoras. Elas afetam os órgãos mais importantes de nossos corpos e as capacidades mais importantes que temos. Afetam o cérebro e seu produto, a mente. A medicina moderna nos ensinou que não morremos quando nosso coração pára ou quando paramos de respirar; morremos quando nossos cérebros morrem, quando param de produzir os ritmos elétricos característicos que indicam que nossas células nervosas estão disparando.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não podemos ignorá-las. As doenças mentais são importantes agora e se tronarão mais importantes à medida que as próximas décadas se passarem. Nos últimos tempos, muitos avanços foram conquistados. Hoje, as doenças do cérebro podem ser compreendidas e tratadas com ferramentas científicas estabelecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, é preciso esforço e energia ativa para que possamos discutir e desmistificar este universo. Preparar o mundo para enxergar e aceitar todas estas manifestações. São histórias reais, sobre pessoas reais que, de repente, se encontram lidando com uma doença mental e que necessitam de apoio, suporte, tratamento e compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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		<title>Transtorno de Ansiedade Social</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 12:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TAS]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Ansiedade Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Ansiedade e medo são estados emocionais de grande valor adaptativo apesar de não serem experienciados como prazerosos. Entretanto, quando o nível de ansiedade ultrapassa determinado limiar, ela passa a determinar prejuízo no funcionamento social, sendo considerada um transtorno. Dessa forma, quando a ansiedade é intensa, persistente e desproprocional às possíveis causas aparentes, interferindo de maneira...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ansiedade e medo são estados emocionais de grande valor adaptativo apesar de não serem experienciados como prazerosos. Entretanto, quando o nível de ansiedade ultrapassa determinado limiar, ela passa a determinar prejuízo no funcionamento social, sendo considerada um transtorno.<span id="more-154"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, quando a ansiedade é intensa, persistente e desproprocional às possíveis causas aparentes, interferindo de maneira significativa no funcionamento do indivíduo, deve ser considerada patologia e alvo de intervenção terapêutica.</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de ansiedade social (TAS) é o subtipo de transtorno ansioso mais comum e o terceiro transtorno psiquiátrico mais frequente, acomete homens e mulheres em igual proporção, seu início costuma ocorrer antes ds 18 anos, com idade média entre 10 e 13 anos. Apresenta curso crônico e sem remissões, além de ser associado a comprometimento psicossocial e prejuízo funcional.</p>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com TAS apresentam medo acentuado e persistente de situações sociais nas quais possam ser expostos a possíveis avaliações por parte de outras pessoas. Essas situações incluem comer, falar e escrever em frente aos outros, conversar com estranhos ou autoridades.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sujeitos com TAS procuram se esquivar de tais situações e apresentam medo persistente de embaraço ou de avaliação negativa durante interações sociais. Esses sintomas de ansiedade, geralmente, são acompanhados de sintomas autonômicos, como, por exemplo, rubor, tremor, taquicardia, sudorese e tensão musucular.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes costumam apresentar outras comorbidades associadas ao transtorno tais como: depressão, abuso de substâncias (álcool e drogas) e outros transtornos de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como em outros transtornos psiquiátricos, o TAS é o resultado de uma interação complexa entre variáveis biológicas e ambientais. Sabe-se que o fator ambiental tem um papel primordial no desenvolvimento do TAS e, dentre as variáveis biológicas, a genética parece exercer papel importante no seu desenvolvimento. Pesquisas apontam maior frequência de TAS em parentes de primeiro grau de sujeitos com TAS do que em controles saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da alta prevalência de TAS, apenas metade dos pacientes, ao longo da vida, irão procurar tratamento, isso porque o referido transtorno é subdiagnosticado e sub-reconhecido, tanto pelo paciente quanto por profissionais de saúde. Seu tratamento adequado envolve reconhecimento e diferenciação de quadros de timidez.</p>
<p style="text-align: justify;">As terapêuticas que apresentam maior evidência científica de eficácia são psicoterapia e farmacoterapia. Os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS) e os inibidores duais são as principais classes de medicamentos utilizadas. A TCC (terapia cognitivo comportamental) é a abordagem de psicoterapia mais estudada e que apresenta alto grau de eficácia para o tratamento do TAS.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante considerar a manutenção do tratamento por um período mínimo de 24 semanas após remissão dos sintomas do TAS, a fim de evitar possíveis recaídas. Posteriormente, deve-se reavaliar o quadro clínico, com o objetivo de manter ou não o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Consulte um profissional capacitado. Viver bem é cuidar da mente, do corpo e da alma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
<p>&nbsp;</p>
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