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	<title>Corpomente &#187; Destaques</title>
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	<description>Psiquiatria</description>
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		<title>Guia de bolso</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2015 14:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[É preciso buscar a felicidade Nos pequenos detalhes Pois se a fonte secar O céu desabar  E as certezas diluírem Mesmo assim Haverá força para recomeçar É preciso parar Respirar e refletir Os ventos podem não soprar a favor Durante toda a travessia Mas as turbulências Não são em vão Podem guiar o barco A...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso buscar a felicidade</p>
<p>Nos pequenos detalhes</p>
<p>Pois se a fonte secar</p>
<p>O céu desabar <span id="more-411"></span></p>
<p>E as certezas diluírem</p>
<p>Mesmo assim</p>
<p>Haverá força para recomeçar</p>
<p>É preciso parar</p>
<p>Respirar e refletir</p>
<p>Os ventos podem não soprar a favor</p>
<p>Durante toda a travessia</p>
<p>Mas as turbulências</p>
<p>Não são em vão</p>
<p>Podem guiar o barco</p>
<p>A um destino inusitado</p>
<p>Que nem nos mais longos devaneios</p>
<p>Ousamos almejar</p>
<p>É preciso cautela e serenidade</p>
<p>Afinal de contas, nosso enredo</p>
<p>Não nasce determinado</p>
<p>As curvas também são belas</p>
<p>E as pedras no caminho</p>
<p>Significam a trajetória</p>
<p>Mas acima de tudo</p>
<p>É preciso saber amar</p>
<p>Pois quando todas as respostas faltarem</p>
<p>Só o amor</p>
<p>Será capaz de acalentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Suicídio</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 12:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[O suicídio completo pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente, intencional, usando um meio que ele acredita ser efetivo. É considerado um problema grave de saúde pública, portanto, requer a atenção e esforço de todos, já que sua prevenção e controle não são...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O suicídio completo pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente, intencional, usando um meio que ele acredita ser efetivo. É considerado um problema grave de saúde pública, portanto, requer a atenção e esforço de todos, já que sua prevenção e controle não são tarefas fáceis.<span id="more-396"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento suicida abrange um espectro contínuo de atos, que vão até a ocorrência de suicídios completos, passando por tentativas de suicídio frustradas, planejamento, intenção e ideação suicidas. A tentativa de suicídio é definida como uma conduta que não tem um desenlace fatal e inclui qualquer dano autoinfligido, executado deliberadamente, com intenção de morte. O planejamento suicida consiste na elaboração de uma estratégia de ação, seleção de métodos locais e momento para que o indivíduo leve a cabo suas intenções suicidas. A ideação suicida consiste em pensamentos de cunho suicida e no desejo de morrer, sem passar ao plano da ação motora. As ideações são mais prevalentes do que as tentativas e essas, por sua vez, são mais prevalentes que o ato suicida fatal. Todo comportamento suicida deve ser seriamente considerado como indicador de grande e relevante sofrimento psíquico.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) nada menos que um milhão de pessoas faleceram por suicídio no ano 2000. Estima-se que o número de tentativas de suicídio seja 10 a 20 vezes superior ao número de mortes. Isso corresponde a uma morte a cada 40 segundos e uma tentativa a cada 3 segundos, em todo o mundo. O suicídio encontra-se entre as 10 principais causas de morte na maioria dos países.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise epidemiológica do suicídio vai muito além da simples descrição de sua frequência, distribuição e impacto no mundo. As estatísticas, apesar de muito informativas, tendem a diminuir o impacto e a realidade da morte. O impacto psicológico e social do suicídio, em uma família e na sociedade, é inatingível. Suas consequências indiretas podem englobar um grande número de pessoas por um longo período de tempo. Para cada morte por suicídio, um número imprevisível de familiares e amigos têm suas vidas devastadas emocional, social e economicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os óbitos por suicídio são em torno de três a quatro vezes mais frequentes entre os homens do que entre as mulheres. Inversamente, as tentativas de suicídio são, em média, três vezes mais frequentes entre as mulheres. A aceitação cultural da depressão é maior para as mulheres. Os homens tendem a expressar menos seus sentimentos depressivos, podendo mascarar o risco. Apesar das crescentes taxas de suicídio entre os jovens, a idade superior a 65 anos é um fator de risco. Sabe-se, também, que os indivíduos divorciados ou separados possuem risco duas vezes mais elevado de se suicidarem que os casados. O desemprego tem impacto potencial sobre este risco. Outro fator que relaciona a ocupação ao suicídio é a classe socioeconômica, classes mais baixas apresentam taxas mais acentuadas do que nas classes mais altas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os eventos estressores de vida têm significativa relação com o suicídio completo. Os eventos que conferem estresse agudo, perdas, experiências de desmoralização, tais como humilhação pública ou rejeições sociais, frequentemente podem desencadear atos suicidas. Ademais, o suicídio geralmente ocorre durante a fase aguda de um transtorno psiquiátrico, especialmente o transtorno depressivo maior e abuso de substâncias ilícitas. Portanto, as doenças psiquiátricas são um fator de risco conhecido e seu tratamento adequado é um dos pilares da prevenção do suicídio. Dessa maneira, não tenha medo de expor seus sentimentos aos profissionais de saúde mental. Tampouco, relute quando ele te questionar sobre isto! A investigação ativa faz parte de uma boa anamnese psiquiátrica.</p>
<p style="text-align: justify;">A história familiar positiva para suicídio também é fator de risco. Diversas pesquisas mostram ligação entre abuso físico e sexual na infância e comportamento suicida na idade adulta. As doenças clínicas não psiquiátricas também parecem ter importante relação com o comportamento suicida. Alguns outros fatores relacionados a estas doenças também agravam este risco: sintomas não responsivos ao tratamento, dor, perdas de funcionalidade, insônia e uso de alguns medicamentos. A tentativa prévia de autoextermínio é considerada um importante fator de risco para um novo episódio e nunca deve ser subestimada.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidências científicas indicam que a prevenção do suicídio envolve uma série de atividades, que vão desde proporcionar as melhores condições de vida possíveis na infância e adolescência, passando pelo tratamento eficaz dos transtornos psiquiátricos, até o controle ambiental dos fatores de risco. A apropriada disseminação de informação e a conscientização são elementos essenciais para o sucesso dos programas de prevenção. Não é apenas uma tarefa médica, e sim, uma iniciativa que envolve toda a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, o suicídio ainda é um problema silencioso. As pessoas precisam se engajar de maneira ativa e são necessárias mais políticas públicas para que seja revertido esse panorama desfavorável do crescimento do comportamento suicida na população mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
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		<title>Prelúdio</title>
		<link>http://corpomente.com.br/preludio/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2015 21:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu moro Nas entrelinhas No olhar esperançoso e vago Daqueles que escolhi cuidar No meu próprio hesitar Quando ouso a questionar Nas miudezas da vida Que insistem em me moldar Eu moro No grito da mãe Que chora a vida do seu filho Após o meu anunciar É nessa inconformidade Que vou me ancorar Em...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu moro<br />
Nas entrelinhas</p>
<p>No olhar esperançoso e vago<br />
Daqueles que escolhi cuidar<br />
<span id="more-391"></span><br />
No meu próprio hesitar<br />
Quando ouso a questionar</p>
<p>Nas miudezas da vida<br />
Que insistem em me moldar</p>
<p>Eu moro<br />
No grito da mãe<br />
Que chora a vida do seu filho<br />
Após o meu anunciar</p>
<p>É nessa inconformidade<br />
Que vou me ancorar<br />
Em meio a gritos e suspiros<br />
Sem saber por onde andar</p>
<p>Desconstruir para significar<br />
Talvez uma pausa<br />
Seja útil para realinhar</p>
<p>Eu moro<br />
Nos escombros do meu próprio ser<br />
Na falta de sentido<br />
E na falta de explicações</p>
<p>Reflexão de uma Psiquiatra que, inevitavelmente, se depara com perdas e inconsolos dentro de uma emergência manicomial.</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934\</p>
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		<title>Fobias Específicas</title>
		<link>http://corpomente.com.br/fobias-especificas/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/fobias-especificas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 18:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Fobias]]></category>
		<category><![CDATA[Fobias específicas]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Pânico]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[A fobia é uma subclassificação dos transtornos ansiosos e é caracterizada por medos irracionais associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas. Sua prevalência é elevada, sendo, atualmente, um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos relatados e tratados. Os principais subtipos de fobia incluem fobia a animal (cobra, inseto, cachooro), ambiente natural (água, tempestade, trovão),...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A fobia é uma subclassificação dos transtornos ansiosos e é caracterizada por medos irracionais associados à evitação de estímulos específicos ou situações determinadas. Sua prevalência é elevada, sendo, atualmente, um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos relatados e tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-transporte-e1439575780690.jpg"><img class="  wp-image-386 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-transporte-e1439575780690.jpg" alt="Fobias-específicas-transporte" width="182" height="182" /></a>Os principais subtipos de fobia incluem fobia a animal (cobra, inseto, cachooro), ambiente natural (água, tempestade, trovão), sangue-injeção-ferimentos (procedimentos médicos em geral), situacional (andar de avião, transportes coletivos, elevadores, dirigir) e outros (fobia de certos alimentos, fobias sexuais, fobia de doença).<span id="more-381"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, a situação fóbica é evitada pelo sujeito ou suportada com grande ansiedade e pode interferir significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional ou acadêmico, em atividades e relacionamentos sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais sintomas fisiológicos associados às fobias específicas (FE) são similares aos observados em transtornos de ansiedade, como, por exemplo, sudorese, aumento da frequência cardícado, tremores, dificuldade respiratória, entre outros. Contrastando com os outros subtipos de fobia específica, o subtipo sangue-injeção-ferimentos apresenta, em muitos casos, uma resposta característica de desfalecimento vasovagal, ou seja, breve aceleração inicial do ritmo cardíaco seguida por sua desaceleração e queda da pressão sanguìnea.<a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima-e1439575797212.jpg"><img class="  wp-image-384 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima-e1439575797212.jpg" alt="Fobias-específicas-Clima" width="202" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os comportamentos publicamente observáveis relacionados à exposição fóbica, destacam-se as respostas de congelamento ou fuga frente ao objeto temido. Já os comportamentos encobertos carcaterizam-se, basicamente, por pensamentos de antecipação da situação ou objeto temido.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é feito diante de um medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por exemplo, medo de voar, alturas, animais, ver sangue&#8230;). A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um ataque de pânico ligado à situação ou predisposto pela situação.</p>
<p style="text-align: justify;">O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional. A situação fóbica é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida interfere significativamente na rotina normal do indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais-e1439575815679.jpg"><img class="  wp-image-383 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais-e1439575815679.jpg" alt="Fobias-específicas-animais" width="167" height="167" /></a>Estima-se que entre 50 e 80% dos indivíduos com FE tenham outro transtorno psiquiátrico. A co-ocorrência entre FE e transtornos de ansiedade, bem como transtornos afetivos (depressão), tem sido descrita como muito frequente.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos pacientes não procura tratamento e se limitam a organizar suas atividades evitando contato com os estímulos temidos. Em alguns casos, esse padrão de comportamento pode desencadear um estilo de vida restrito.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento medicamentoso para FE é considerado coadjuvante (porém contribuidor) e o principal foco é a diminuição da ansiedade e do comportamento de evitação a fim de atenuar o desconforto e limitação funcional secundárias às fobias. Para tanto, as terapêuticas que vêm mostrando melhores resultados fazem uso de técnicas de exposição e partem da premissa que para se livrar do medo é preciso senti-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">As abordagens teóricas que trabalham com essa premissa são a análise do comportamento e<img class="  wp-image-382 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobia-sangue-e-procedimentos-médicos-e1439575831120.jpg" alt="Fobia-sangue-e-procedimentos-médicos" width="216" height="216" /> terapia cognitivo-comportamental (TCC)<br />
. Os procedimentos adotados no manejo clínico das fobias incluem dessensibilização sistemática e exposição com prevenção de respostas. A combinação entre relaxamento e exposição do paciente a estímulos aversivos se dá por meio da imaginação ou ao vivo e incluem ensinar ao paciente uma resposta contrária à ansiedade (relaxamento profundo, por exemplo) e exposição gradual aos estímulos que produzem medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não hesite em procurar profissionais capacitados, a sua saúde física e mental agradecem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934\<a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-animais.jpg"><br />
</a> <a href="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fobias-específicas-Clima.jpg"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ruptura</title>
		<link>http://corpomente.com.br/ruptura/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2015 14:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Damasceno]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[alucinação]]></category>
		<category><![CDATA[delírio]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Ruptura mental]]></category>
		<category><![CDATA[Surto]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia em que o meu mundo Resolveu se distanciar Senti meu corpo ferver E a mente borbulhar Foram tantos pensamentos Tantas imagens e sensações Que não pude decifrar A dor dessa angústia Vem daqui ou de lá? Tudo ao redor ganhou um novo sentido E, ao mesmo tempo, era difícil explicar Por vezes pensei...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>No dia em que o meu mundo</div>
<div>Resolveu se distanciar</div>
<div>Senti meu corpo ferver</div>
<div>E a mente borbulhar</div>
<div><span id="more-238"></span></div>
<div>Foram tantos pensamentos</div>
<div>Tantas imagens e sensações<img class=" wp-image-239 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ruptura.jpg" alt="Ruptura" width="230" height="304" /></div>
<div>Que não pude decifrar</div>
<div>A dor dessa angústia</div>
<div>Vem daqui ou de lá?</div>
<div>Tudo ao redor ganhou um novo sentido</div>
<div>E, ao mesmo tempo, era difícil explicar</div>
<div>Por vezes pensei que fora escolhido</div>
<div>Havia muitos enigmas a decifrar</div>
<div>As ideias vinham com facilidade</div>
<div>E também não demoravam a se dissipar</div>
<div>Nesse dia, o seu olhar foi diferente</div>
<div>Nunca mais chegou a me contemplar</div>
<div>Desde então vago sozinho</div>
<div>Em um incessante caminhar</div>
<div>Quiçá, uma nova canção</div>
<div>Haverá de me embalar.</div>
<div></div>
<div>
<hr />
</div>
<div>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Transtorno do Humor Bipolar: uma visão geral</title>
		<link>http://corpomente.com.br/transtorno-do-humor-bipolar-uma-visao-geral/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/transtorno-do-humor-bipolar-uma-visao-geral/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2015 16:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>

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		<description><![CDATA[O transtorno do humor bipolar (THB) foi descrito no século XIX e acomete cerca de 1% da população mundial. Trata-se de um transtorno com etiologia e neurobiologia complexas, ainda não totalmente conhecidas. Apresenta um quadro clínico composto por alternâncias de humor entre as fases depressivas, maníacas ou hipomaníacas. O quadro clínico do THB tende a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno do humor bipolar (THB) foi descrito no século XIX e acomete cerca de 1% da população mundial. Trata-se de um transtorno com etiologia e neurobiologia complexas, ainda não totalmente conhecidas. Apresenta um quadro clínico composto por alternâncias de humor entre as fases depressivas, maníacas ou hipomaníacas.<span id="more-169"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O quadro clínico do THB tende a ser bem variado e, muitas vezes, misto. O humor no estado maníaco geralmente está elevado, exaltado e/ou autoconfiante. As descrições clássicas relatam que o humor é incontido, alegre, pomposo e muda facilmente para irritabilidade. Além disso, o indivíduo mostra-se predominantemente exaltado, confiante em seu sucesso, corajoso, feliz e contente.<img class="  wp-image-295 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-para-post-no-Facebook.jpg" alt="Imagem-para-post-no-Facebook" width="386" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;">Com frequência, existe uma instabilidade emocional e ele fica insatisfeito, implicante, intolerante, impertinente e até mesmo bruto. Ri e dança o dia inteiro e apresenta estados de agitação e excesso de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento pode ficar acelerado, com uma pressão de discurso e fuga de ideias. Todos os estímulos intrusivos e qualquer nova possibilidade distrairão a atenção do paciente. Pode haver alteração formal do pensamento sendo que os pacientes em mania costumam ter discursos longos, complexos e grandiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade como um todo fica aumentada, tanto a física como a mental, com um crescimento de energia, uma menor necessidade de sono, apetite diminuído e sem o cansaço. Os pacientes em mania tendem a ficar frequentemente impulsivos (é comum gastar muito dinheiro) e hipersexualizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os quadros hipomaníacos são caracterizados por sintomas semelhantes aos da mania, com uma intensidade diminuída, sem sintomas psicóticos e sem causar um grande prejuízo no funcionamento social e ocupacional. Muitas vezes, esses quadros passam desapercebidos pelos familiares e pelos pacirentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o humor nos estados depressivos é triste, pessimista e desesperançoso. Apresenta-se com sentimentos de inutilidade com a perda da capacidade de vivenciar o prazer. Há também irritabilidade, ansiedade e raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento nos estados depressivos pode ficar mais lento, com conteúdo de morte e suicídio, assim como pode ocorrer a presença de hipocondria e de sentimentos de culpa. Os pensamentos autodepreciativos ou autoacusatórios costumam ser consideravelmente prevalentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  wp-image-297 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-para-post-no-SITE-e1438025374515.jpg" alt="Imagem-para-post-no-SITE" width="283" height="283" />Geralmente, há dificuldade de concentração ou redução da velocidade do pensamento. As atividades globais ficam mais lentas, com falta de energia e cansaço presentes. Também existe falta de motivação para as atividades coloquiais e há presença de padrões alterados de sono (hipersonia) e alimentação (aumento do apetite).</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante diferenciar a depressão unipolar da depressão bipolar pois os tratamentos, orientações e terapêuticas são distintos. Portanto, deve-se desconfiar de depressão bipolar quando há intenso retardo psicomotor, sintomas atípicos (ansiedade, hipersonia e hiperfagia) e presença de sintomas psicóticos. Além disso, um início mais precoce, episódios mais longos, história familiar de THB e episódio depressivo de início abrupto no puerpério também são fatores de risco. Entretanto, nenhum desses sintomas é específico o suficiente para diferenciar claramente episódios unipolares dos bipolares.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, a avaliação individulaizada e pormenorizada de cada caso é imperativa. Na dúvida, busque auxílio de um profissional capacitado.</p>
<p>Dra Fernanda Seixas</p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61)33632934</p>
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		<title>Depressão</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2015 10:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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		<description><![CDATA[A depressão é um transtorno com alta prevalência, curso crônico e recorrente. Apresenta grande morbidade com impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e na saúde física. Apesar do grande peso da depressão como problema de saúde pública, esse transtorno ainda é subdiagnosticado e subtratado ou tratado de forma inadequada. Sua etiopatogenia é multifatorial...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A depressão é um transtorno com alta prevalência, curso crônico e recorrente. Apresenta grande morbidade com impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e na saúde física.<span id="more-158"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do grande peso da depressão como problema de saúde pública, esse transtorno ainda é subdiagnosticado e subtratado ou tratado de forma inadequada. Sua etiopatogenia é multifatorial e complexa, mesmo assim, a extensa pesquisa nessa área vem aumentando a compreensão sobre os mecanismos envolvidos nesse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes deprimidos apresentam limitação de suas atividades e comprometimento do bem-estar, além de utilizarem mais os serviços de saúde. Levando em conta todos esses fatores, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a depressão um dos transtornos mais debilitantes para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as principais condições médicas crônicas, apenas as doenças cardíacas isquêmicas graves se comparam à depressão com relação ao grau de incapacidade provocada, ao passo que a depressão causa mais prejuízo no status de saúde quando comparada à angina, artrite asma e ao diabetes melito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, em pacientes com outras patologias de base, a depressão está associada a aumento de sintomas físicos, prejuízo na funcionalidade e má adesão ao tratamento. Muitas vezes, a depressão é o fator impeditivo para que pacientes conscientizem-se de suas doenças, tomem corretamente os remédios e compareçam regularmente às consultas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em mulheres, a depressão pode ter impacto negativo no desenvolvimento dos filhos e na dinâmica familiar. Em um grande estudo, constatou-se que o tratamento da depressão maior em mães até a remissão foi associado à diminuição de sintomas psiquiátricos e melhora funcional em sua prole. Muitas mães e pacientes grávidas acreditam que o uso de antidepressivos pode ser um exemplo negativo para seus filhos. É dever do psiquiatra assistente explicar a importância do tratamento e o grande impacto positivo que isto pode causar em toda a família. Os dados ajudam a diluir preconceitos enraizados.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão é um transtorno crônico e recorrente. A idade de início dos sintomas costuma ser entre 20 e 30 anos. O risco de recorrência é de cerca de 50% para quem teve um episódio, sobe para 75% para quem teve dois episódios e para 90% para quem teve três ou mais episódios depressivos. Estes índices são menores quando o correto tratamento é instituído. Portanto, quando o psiquiatra insiste no uso da medicação, mesmo em pacientes já recuperados, a justificativa encontra-se nesta alarmante estatística. Muito se fala sobre a hipermedicalização corrente e obviamente esta é uma discussão que devemos abraçar. Entretanto, dados como estes não podem ser ignorados quando se está diante de pessoas e sofrimentos reais, a prática exige este cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem evidências consistentes do envolvimento de mecanismos neuronais, fatores neurotróficos, neuroplasticidade, além de alterações hormonais e inflamatórias na depressão. Ainda que esses mecanismos não estejam completamente elucidados, os tratamentos disponíveis são eficazes para a maior parte dos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão maior é mais bem conceitualizada, em termos médicos, como uma síndrome clínica multissistêmica, ou seja, com impactos em diferentes órgãos e tecidos e uma extensa gama de sintomas. Para que se possa fazer seu diagnóstico, alterações em quatro principais domínios devem estar normalmente presentes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Alterações de humor: diminuição do interesse e/ou prazer em todas ou quase todas as atividades pelas quais antes o indivíduo se interessava, sentimento de insuficiência, queda de rendimento físico e mental, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Alterações psicomotoras: agitação ou retardo psicomotor.</p>
<p style="text-align: justify;">3) Alterações cognitivas: desvalia ou sentimento de falta de valor (como se os pacientes não fossem mais dignos do amor de outras pessoas), desamparo ou sensação de desimportância (sentem-se tratados com frieza pelos demais) e desesperança, com uma sensação que seu futuro será ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">4) Alterações neurovegetativas: anorexia e perda de peso ou aumento de apetite e ganho de peso, insônia ou hipersonia e disfunção sexual, geralmente caracterizada pela diminuição da libido.</p>
<p style="text-align: justify;">O manejo da depressão deve começar por um diagnóstico criterioso. Estratégias sistemáticas de tratamento farmacológico, incluindo otimização, potencialização, troca e combinações de antidepressivos, bem como a utilização de tratamentos não farmacológicos (psicoterapia, exercício físico, eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, entre outros) são capazes de levar a maioria dos pacientes ao controle dos sintomas depressivos e ao retorno a um bom nível de funcionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a remissão dos sintomas, é importante lembrar o caráter crônico do transtorno e a necessidade de tratamento de continuação e, quando indicado, a manutenção. Em caso de dúvidas, procure um profissional capacitado. Viver bem pode ser mais acessível e possível do que se acredita.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934, contato@corpomente.com.br</p>
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		<title>Transtorno Obsessivo-Compulsivo</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 12:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
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		<category><![CDATA[TOC]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno Obsessivo Compulsivo]]></category>

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		<description><![CDATA[O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por: pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis (obsessões) e comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados com o intuito de reduzir a ansiedade resultante das obsessões ou de acordo com regras rígidas (compulsões). Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, eles costumam...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por: pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis (obsessões) e comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados com o intuito de reduzir a ansiedade resultante das obsessões ou de acordo com regras rígidas (compulsões).<span id="more-150"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, eles costumam se agrupar em quatro grandes fatores, incluindo: obsessões de contaminação associadas a compulsões de lavagem; obsessões de conteúdo agressivo, religioso ou sexual acompanhadas de compulsões de checagem; obsessões e compulsões envolvendo simetria e organização; obsessões e compulsões de colecionismo, acumulação ou estocagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O TOC resulta em sofrimento e redução da qualidade de vida dos pacientes e seus familiares e em prejuízos para a sociedade. Geralmente, as obsessões são vivenciadas como intrusivas e inadequadas (ou seja, egodistônicas), o que gera mal estar e ansiedade significativos.</p>
<p style="text-align: justify;">As compulsões se caracterizam por comportamentos repetitivos (por exemplo; lavar as mãos, ordenar, verificar ou apenas atos mentais como orar, contar, repetir palavas em silêncio), realizados em resposta às obsessões ou de acordo com regras rígidas, sempre visando prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, e não obter prazer ou gratificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Especula-se que a vergonha e o constrangimento associados aos sintomas obsessivos-compulsivos, somados ao desconhecimento dos clínicos quanto ao diagnóstico e ao tratamento correto do TOC, resultem em períodos médios de 17 anos entre o aparecimento dos sintomas e a instituição da terapêutica adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Como seria de se esperar, o TOC associa-se a maiores taxas de desemprego e menor produtividade econômica. Também parece ser mais prevalente dentre divorciados ou separados do que em indivíduos casados ou solteiros. Estudos de <i>follow up</i> observeram que o uso de drogas ilícitas (por exemplo, cocaína) e ocorrência de eventos estressantes foram fatores de risco sólidos para o aparecimento subsequente do TOC. De forma semelhante, mais de um estudo transversal demonstrou uma associação entre complicações na gravidez ou parto e TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">A aparência do paciente com TOC é variável. Os pacientes podem se apresentar de forma excessivamente cuidada, vestindo trajes escuros ou formais ou, ao contrário, de forma desleixada, particularmente quando deprimidos. Vale lembrar que indivíduos que se lavam de forma compulsiva podem desenvolver lesões dermatológicas graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes com colecionismo (acúmulo desnecessário de objetos) costumam perceber seus pertences como uma extensão de si mesmo e, muitas vezes, são incapazes de quantificar o caos que resulta de suas acumulações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um estudo recente, as razões pelas quais diferentes tipos de compulsões são realizadas foram investigadas em 108 pacientes com TOC. Nesse estudo, compulsões de checagem foram frequentemente realizadas em razão de uma crença de que algo ruim ou desagrdável poderia acontecer se  paciente não checasse, compulsões de lavagem ou limpeza foram mais frequentemente realizadas automaticamente para diminuir angústia ou ansiedade, compulsões de ordenação, simetria ou repetição para alcançar uma sensação de “estar legal”, compulsões mentais foram realizadas automaticamente com muito mais frequência do que por outras razões.</p>
<p style="text-align: justify;">Associadamente, mais de 30% dos pacientes com TOC apresentam tiques, ou seja, movimentos súbitos, bruscos, estereotipados, semivoluntários e transitoriamente suprimíveis. Os tiques podem ser fônicos, como pigarrear, grunhir ou falar determinadas sílabas ou palavras, incluindo palavrões (coprolalia) ou o que acabou de ser falado por outros (ecolalia), ou podem ser motores, como piscar, girar os olhos, flexionar o pescoço, executar atos obscenos (copropraxia) ou repetir ações de outras pessoas (ecopraxia).</p>
<p style="text-align: justify;">Pacientes com TOC apresentam risco aumentado para depressão, fobia social e transtorno de controle de impulsos. O tratamento inclui terapia e medicação.O acompanhamento é feito a longo prazo e, frequentemente, doses elevadas das medicações são necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">A ajuda de um profissional capacitado pode fazer toda a diferença. Em caso de dúvidas ou maiores esclarecimentos, procure seu psiquiatra e psicólogo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
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