<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Corpomente &#187; Fernanda Seixas</title>
	<atom:link href="http://corpomente.com.br/author/fernanda/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://corpomente.com.br</link>
	<description>Psiquiatria</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Oct 2015 12:13:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.2.38</generator>
	<item>
		<title>A Polêmica dos Diagnósticos Psiquiátricos</title>
		<link>http://corpomente.com.br/a-polemica-dos-diagnosticos-psiquiatricos/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/a-polemica-dos-diagnosticos-psiquiatricos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2015 19:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=180</guid>
		<description><![CDATA[O manual diagnóstico de transtornos mentais é extenso e, muitas vezes, assustador. É difícil escapar ileso de todas das muitas descrições patológicas que ali estão. As críticas são incisivas e impiedosas: há patologização em excesso, intervenções desnecessárias e medicação em demasia. Mas por que ele continua sendo um importante guia para os profissionais que lidam...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="center">O manual diagnóstico de transtornos mentais é extenso e, muitas vezes, assustador. É difícil escapar ileso de todas das muitas descrições patológicas que ali estão. As críticas são incisivas e impiedosas: há patologização em excesso, intervenções desnecessárias e medicação em demasia. Mas por que ele continua sendo um importante guia para os profissionais que lidam com saúde mental?</p>
<p><span id="more-180"></span>A principal função da reunião de sintomas diversos em formulações diagnósticas é a tentativa de padronização de conduta e, com isso, proteção e eficácia maiores para os pacientes. É como se os profissionais estivessem usando uma mesma língua para, dessa maneira, poderem trocar informações, aprimorar terapêuticas, realizar estudos científicos impactantes e buscar um melhor desfecho para cada caso estudado.</p>
<p>Entretanto, é necessário discernimento e sabedoria para não cair no extremo de diagnosticar demais ou relativizar questões importantes. A verdade é que cada paciente antes de ser um amontoado de sinais e sintomas é um ser humano ímpar, com uma história única, corpo e mente incomparáveis, sensações e pensamentos singulares.</p>
<p><img class=" wp-image-187 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-post-23_06_2015-300x225.jpg" alt="Imagem-post-23_06_2015" width="370" height="280" /></p>
<p>Assim, podemos até agrupar pessoas completamente diferentes em diagnósticos semelhantes, mas jamais iremos unificar nossas propedêuticas e avaliações. Falar que um paciente está deprimido pode significar uma infinidade de circunstâncias e apresentações clínicas. Desde ansioso, triste, insone, desinteressado, acelerado, choroso, apático, entre outros. O diagnóstico é importante para o profissional pois funciona como um guia, norteador de suas futuras decisões e orientações.</p>
<p>Para o paciente,no entanto, dar um nome ao conjunto de sinais e sintomas que o aflinge não é o mais importante. Qualquer pessoa é muito mais que um diagnóstico ou um código expresso em letra e número. A grande questão é justamente compreender e acolher esta sinalização do CorpoMente com honestidade e compaixão.</p>
<p>A ciência auxilia, os manuais orientam, mas os desfechos clínicos são únicos e individuais. Lembre-se, somos potencialmente imprevisíveis, muito mais extensos que qualquer definição ousar limitar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p>Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/a-polemica-dos-diagnosticos-psiquiatricos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pois viver sentindo, basta.</title>
		<link>http://corpomente.com.br/pois-viver-sentindo-basta/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/pois-viver-sentindo-basta/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2015 17:14:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=173</guid>
		<description><![CDATA[Sinta para ser O gosto da lágrima Perfume na roupa A música preferida Sinta para entender O vazio no peito A saudade que arde A porta que fecha Sinta para saber O valor de um sorriso A beleza dos dias iguais A necessária tristeza Sinta para crescer Os sacrifícios do caminho O medo e as...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sinta para ser</p>
<p>O gosto da lágrima</p>
<p>Perfume na roupa</p>
<p>A música preferida<span id="more-173"></span></p>
<p>Sinta para entender</p>
<p>O vazio no peito</p>
<p>A saudade que arde</p>
<p>A porta que fecha</p>
<p>Sinta para saber</p>
<p>O valor de um sorriso</p>
<p>A beleza dos dias iguais</p>
<p>A necessária tristeza</p>
<p>Sinta para crescer</p>
<p>Os sacrifícios do caminho</p>
<p>O medo e as sombras</p>
<p>Suas vitórias pessoais</p>
<p>Sinta para amar</p>
<p>O almoço preguiçoso</p>
<p>Abraço apertado</p>
<p>Banho de chuva</p>
<p>Sinta para caber, mexer, ir e ficar!</p>
<p>Sinta e viva!</p>
<p>Pois viver sentindo, basta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/pois-viver-sentindo-basta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Transtorno do Humor Bipolar: uma visão geral</title>
		<link>http://corpomente.com.br/transtorno-do-humor-bipolar-uma-visao-geral/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/transtorno-do-humor-bipolar-uma-visao-geral/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2015 16:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=169</guid>
		<description><![CDATA[O transtorno do humor bipolar (THB) foi descrito no século XIX e acomete cerca de 1% da população mundial. Trata-se de um transtorno com etiologia e neurobiologia complexas, ainda não totalmente conhecidas. Apresenta um quadro clínico composto por alternâncias de humor entre as fases depressivas, maníacas ou hipomaníacas. O quadro clínico do THB tende a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno do humor bipolar (THB) foi descrito no século XIX e acomete cerca de 1% da população mundial. Trata-se de um transtorno com etiologia e neurobiologia complexas, ainda não totalmente conhecidas. Apresenta um quadro clínico composto por alternâncias de humor entre as fases depressivas, maníacas ou hipomaníacas.<span id="more-169"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O quadro clínico do THB tende a ser bem variado e, muitas vezes, misto. O humor no estado maníaco geralmente está elevado, exaltado e/ou autoconfiante. As descrições clássicas relatam que o humor é incontido, alegre, pomposo e muda facilmente para irritabilidade. Além disso, o indivíduo mostra-se predominantemente exaltado, confiante em seu sucesso, corajoso, feliz e contente.<img class="  wp-image-295 alignright" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-para-post-no-Facebook.jpg" alt="Imagem-para-post-no-Facebook" width="386" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;">Com frequência, existe uma instabilidade emocional e ele fica insatisfeito, implicante, intolerante, impertinente e até mesmo bruto. Ri e dança o dia inteiro e apresenta estados de agitação e excesso de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento pode ficar acelerado, com uma pressão de discurso e fuga de ideias. Todos os estímulos intrusivos e qualquer nova possibilidade distrairão a atenção do paciente. Pode haver alteração formal do pensamento sendo que os pacientes em mania costumam ter discursos longos, complexos e grandiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade como um todo fica aumentada, tanto a física como a mental, com um crescimento de energia, uma menor necessidade de sono, apetite diminuído e sem o cansaço. Os pacientes em mania tendem a ficar frequentemente impulsivos (é comum gastar muito dinheiro) e hipersexualizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os quadros hipomaníacos são caracterizados por sintomas semelhantes aos da mania, com uma intensidade diminuída, sem sintomas psicóticos e sem causar um grande prejuízo no funcionamento social e ocupacional. Muitas vezes, esses quadros passam desapercebidos pelos familiares e pelos pacirentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o humor nos estados depressivos é triste, pessimista e desesperançoso. Apresenta-se com sentimentos de inutilidade com a perda da capacidade de vivenciar o prazer. Há também irritabilidade, ansiedade e raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">O pensamento nos estados depressivos pode ficar mais lento, com conteúdo de morte e suicídio, assim como pode ocorrer a presença de hipocondria e de sentimentos de culpa. Os pensamentos autodepreciativos ou autoacusatórios costumam ser consideravelmente prevalentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="  wp-image-297 alignleft" src="http://corpomente.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-para-post-no-SITE-e1438025374515.jpg" alt="Imagem-para-post-no-SITE" width="283" height="283" />Geralmente, há dificuldade de concentração ou redução da velocidade do pensamento. As atividades globais ficam mais lentas, com falta de energia e cansaço presentes. Também existe falta de motivação para as atividades coloquiais e há presença de padrões alterados de sono (hipersonia) e alimentação (aumento do apetite).</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante diferenciar a depressão unipolar da depressão bipolar pois os tratamentos, orientações e terapêuticas são distintos. Portanto, deve-se desconfiar de depressão bipolar quando há intenso retardo psicomotor, sintomas atípicos (ansiedade, hipersonia e hiperfagia) e presença de sintomas psicóticos. Além disso, um início mais precoce, episódios mais longos, história familiar de THB e episódio depressivo de início abrupto no puerpério também são fatores de risco. Entretanto, nenhum desses sintomas é específico o suficiente para diferenciar claramente episódios unipolares dos bipolares.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, a avaliação individulaizada e pormenorizada de cada caso é imperativa. Na dúvida, busque auxílio de um profissional capacitado.</p>
<p>Dra Fernanda Seixas</p>
<p>Médica Psiquiatra da CorpoMente</p>
<p>(61)33632934</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/transtorno-do-humor-bipolar-uma-visao-geral/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Além do que se vê</title>
		<link>http://corpomente.com.br/alem-do-que-se-ve/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/alem-do-que-se-ve/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2015 14:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=164</guid>
		<description><![CDATA[Há tanta beleza Por trás daquele sorriso singelo Que olhos teimam em não enxergar Os padrões ofuscam Rígidos, insensíveis, imutáveis A doçura de um olhar E aquele fantástico mundo Pronto para se entregar Recolhe-se em silêncio e lágrimas No seu próprio pesar Mas um dia ela há de despertar Entender que o exterior é refelxo...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há tanta beleza</p>
<p>Por trás daquele sorriso singelo</p>
<p>Que olhos teimam em não enxergar<span id="more-164"></span></p>
<p>Os padrões ofuscam</p>
<p>Rígidos, insensíveis, imutáveis</p>
<p>A doçura de um olhar</p>
<p>E aquele fantástico mundo</p>
<p>Pronto para se entregar</p>
<p>Recolhe-se em silêncio e lágrimas</p>
<p>No seu próprio pesar</p>
<p>Mas um dia ela há de despertar</p>
<p>Entender que o exterior é refelxo do interior</p>
<p>Deixar fluir toda essa riqueza</p>
<p>E iluminar</p>
<p>Aqueles que estiverem prontos</p>
<p>Irão se maravilhar</p>
<p>Ela seguirá plena</p>
<p>A semear a verdadeira beleza</p>
<p>No trilho do seu caminho</p>
<p>Flores e surpresas</p>
<p>Liberdade e amor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934, contato@corpomente.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/alem-do-que-se-ve/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Remédio ou Psicoterapia?</title>
		<link>http://corpomente.com.br/remedio-ou-psicoterapia/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/remedio-ou-psicoterapia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2015 18:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[remédio]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=162</guid>
		<description><![CDATA[O tratamento das doenças mentais pode ser um tema de grandes controvérsias e falsas premissas.O raciocínio é mais ou menos assim: se as doenças forem consideradas biológicas, os tratamentos serão medicamentos, se forem psicológicas, psicoterapia. O primeiro problema com essa linha de raciocínio é a sua premissa básica: a dicotmia mente versus cérebro. Porém a...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O tratamento das doenças mentais pode ser um tema de grandes controvérsias e falsas premissas.O raciocínio é mais ou menos assim: se as doenças forem consideradas biológicas, os tratamentos serão medicamentos, se forem psicológicas, psicoterapia.<span id="more-162"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro problema com essa linha de raciocínio é a sua premissa básica: a dicotmia mente versus cérebro. Porém a distinção mente e cérebro (ou mental versus físico, ou biológico versus psicológico) está muito arraigada. Consequentemente, é provável que não seja suficiente apontar esta falsa dicotomia para dissuadir as pessoas da tolice da distinção entre fármacos e a psicoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um segundo problema, em particular, é que esta falsa dicotomia introduz uma simplificação inadequada no cuidado das doenças mentais, que não  temos para outras doenças. Se uma pessoa sofre de diabete, não perguntamos: será que essa pessoa deve tomar medicamentos ou deve ser orientada e amparada para menter um estilo de vida saudável? O diabte é tratado com fármacos, mas também com dieta, exercícios e apoio psicológico para as adaptações que são necessárias no estilo de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem exemplos intermináveis de terapias combinadas para outras doenças e nem por um só momento levantamos falsos extremismos quando os médicos sugerem combinações de medicamentos e outros tipos de tratamentos. Por que devemos questionar se as doenças mentais devem ser tratadas com medicamentos ou terapia?</p>
<p style="text-align: justify;">Um terceiro problema com essa linha de raciocínio é que ela não reconhece que os fármacos afetam a mente e que a psicoterapia afeta o cérebro. O fato de que os fármacos afetam a mente (assim como o cérebro) é algo que  a maioria das pessoas compreende. Se não compreendem, elas têm observações obrigatórias em vidros de remédios de medicamentos para alergia e dor, que afirmam que “estes medicamentos podem ser sedativos”. As funções mentais são reperesentadas pela atenção, excitação, estado de alerta, memória e humor. Fármacos de todos os tipos afetam essas funções.</p>
<p style="text-align: justify;">As drogas ilegais como a maconha e anfetamina são usadas justamente porque afetam as funções mentais de uma maneira que as pessoas consideram interessante. Existem poucas drogas ilegais disponíveis que atuem outras áreas além dessas funções.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que, então as pessoas cometem o engano de igualar os fármacos e o cérebro (e não à mente)? Por que continuamos a ter preocupações em relação a tratar doenças mentais com medicações?</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de que certas “drogas mentais” serem ilegais e os fármacos vendidos sob prescrição médica, às vezes, serem tomados de forma abusiva provavelmente contribui para o tabu em torno do uso de medicamentos para tratar doenças mentais. De maneira paradoxal, o erro também pode ocorrer porque essas substâncias funcionam bem demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das principais realizações dos últimos 50 anos foi o desenvolvimento de medicamentos que são efetivos para reduzir ou eliminar os sintomas de três grandes grupos de doenças mentais: esquizofrenia, transtornos de humor e transtornos de ansiedade. Um masoquismo puritano nos faz sentir que o sofrimento humano não deve ser reduzido de forma tão rápida, pelo menos para as doenças da mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como reverenciamos tanto a mente, temos a sensação de que suas doenças devem ser tratadas com técnicas “mais profundas” como a psicoterapia, que age diretamente sobre a mente e suas funções. Não há nada de errado em usar a psicoterapia para tratar a mente, desde que a utilidade bastante real dos medicamentos não seja desvalorizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas se beneficiam com apoio e orientação das psicoterapias. O probelma não está em usá-la, mas em não reconhecer que os seus efeitos são mentais e físicos. A psicoterapia age sobre a mente e o cérebro. De fato, à medida que entendemos cada vez mais sobre como o cérebro funciona e como ele muda em resposta a experiências, reconhecemos que a efetividade da psicoterapia é ampla e complexa.</p>
<p style="text-align: justify;">As diversas técnicas de psicoterapia agem no cérebro e provocam mudanças no aprendizado, nas maneiras de responder e adaptar-se e isto se traduz em alterações no modo como a pessoa sente, pensa e se comporta. A psicoterapia, às vezes denegrida como apenas falar, é, à sua própria maneira, tão biológica quanto o uso de fármacos.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão não é escolher entre remédio ou psicoterapia. O desafio é encontrar o equilíbrio certo entre estas duas modalidades terapêuticas para cada transtorno específico em cada paciente tratado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando medicações e psicoterapia são polarizadas e jogadas umas contra as outras, temos consequencias indesejáveis. Os pacientes enfrentam orientações conflitantes e são deixados em estado de confusão e dúvida. O melhor conselho não é “ou um ou outro”, mas “ou um, ou os dois”, conforme necessário. Seja qual for o tratamento, os mecanismoas mais básicos são os mesmos, ambos afetam as funções da mente, alterando, em consequência, o cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934, contato@corpomente.com.br</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/remedio-ou-psicoterapia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Depressão</title>
		<link>http://corpomente.com.br/depressao-2/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/depressao-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2015 10:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=158</guid>
		<description><![CDATA[A depressão é um transtorno com alta prevalência, curso crônico e recorrente. Apresenta grande morbidade com impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e na saúde física. Apesar do grande peso da depressão como problema de saúde pública, esse transtorno ainda é subdiagnosticado e subtratado ou tratado de forma inadequada. Sua etiopatogenia é multifatorial...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A depressão é um transtorno com alta prevalência, curso crônico e recorrente. Apresenta grande morbidade com impactos significativos na qualidade de vida, na produtividade e na saúde física.<span id="more-158"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do grande peso da depressão como problema de saúde pública, esse transtorno ainda é subdiagnosticado e subtratado ou tratado de forma inadequada. Sua etiopatogenia é multifatorial e complexa, mesmo assim, a extensa pesquisa nessa área vem aumentando a compreensão sobre os mecanismos envolvidos nesse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes deprimidos apresentam limitação de suas atividades e comprometimento do bem-estar, além de utilizarem mais os serviços de saúde. Levando em conta todos esses fatores, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a depressão um dos transtornos mais debilitantes para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as principais condições médicas crônicas, apenas as doenças cardíacas isquêmicas graves se comparam à depressão com relação ao grau de incapacidade provocada, ao passo que a depressão causa mais prejuízo no status de saúde quando comparada à angina, artrite asma e ao diabetes melito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, em pacientes com outras patologias de base, a depressão está associada a aumento de sintomas físicos, prejuízo na funcionalidade e má adesão ao tratamento. Muitas vezes, a depressão é o fator impeditivo para que pacientes conscientizem-se de suas doenças, tomem corretamente os remédios e compareçam regularmente às consultas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em mulheres, a depressão pode ter impacto negativo no desenvolvimento dos filhos e na dinâmica familiar. Em um grande estudo, constatou-se que o tratamento da depressão maior em mães até a remissão foi associado à diminuição de sintomas psiquiátricos e melhora funcional em sua prole. Muitas mães e pacientes grávidas acreditam que o uso de antidepressivos pode ser um exemplo negativo para seus filhos. É dever do psiquiatra assistente explicar a importância do tratamento e o grande impacto positivo que isto pode causar em toda a família. Os dados ajudam a diluir preconceitos enraizados.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão é um transtorno crônico e recorrente. A idade de início dos sintomas costuma ser entre 20 e 30 anos. O risco de recorrência é de cerca de 50% para quem teve um episódio, sobe para 75% para quem teve dois episódios e para 90% para quem teve três ou mais episódios depressivos. Estes índices são menores quando o correto tratamento é instituído. Portanto, quando o psiquiatra insiste no uso da medicação, mesmo em pacientes já recuperados, a justificativa encontra-se nesta alarmante estatística. Muito se fala sobre a hipermedicalização corrente e obviamente esta é uma discussão que devemos abraçar. Entretanto, dados como estes não podem ser ignorados quando se está diante de pessoas e sofrimentos reais, a prática exige este cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem evidências consistentes do envolvimento de mecanismos neuronais, fatores neurotróficos, neuroplasticidade, além de alterações hormonais e inflamatórias na depressão. Ainda que esses mecanismos não estejam completamente elucidados, os tratamentos disponíveis são eficazes para a maior parte dos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão maior é mais bem conceitualizada, em termos médicos, como uma síndrome clínica multissistêmica, ou seja, com impactos em diferentes órgãos e tecidos e uma extensa gama de sintomas. Para que se possa fazer seu diagnóstico, alterações em quatro principais domínios devem estar normalmente presentes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Alterações de humor: diminuição do interesse e/ou prazer em todas ou quase todas as atividades pelas quais antes o indivíduo se interessava, sentimento de insuficiência, queda de rendimento físico e mental, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Alterações psicomotoras: agitação ou retardo psicomotor.</p>
<p style="text-align: justify;">3) Alterações cognitivas: desvalia ou sentimento de falta de valor (como se os pacientes não fossem mais dignos do amor de outras pessoas), desamparo ou sensação de desimportância (sentem-se tratados com frieza pelos demais) e desesperança, com uma sensação que seu futuro será ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">4) Alterações neurovegetativas: anorexia e perda de peso ou aumento de apetite e ganho de peso, insônia ou hipersonia e disfunção sexual, geralmente caracterizada pela diminuição da libido.</p>
<p style="text-align: justify;">O manejo da depressão deve começar por um diagnóstico criterioso. Estratégias sistemáticas de tratamento farmacológico, incluindo otimização, potencialização, troca e combinações de antidepressivos, bem como a utilização de tratamentos não farmacológicos (psicoterapia, exercício físico, eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, entre outros) são capazes de levar a maioria dos pacientes ao controle dos sintomas depressivos e ao retorno a um bom nível de funcionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a remissão dos sintomas, é importante lembrar o caráter crônico do transtorno e a necessidade de tratamento de continuação e, quando indicado, a manutenção. Em caso de dúvidas, procure um profissional capacitado. Viver bem pode ser mais acessível e possível do que se acredita.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934, contato@corpomente.com.br</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/depressao-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Assunto em Pauta: Doenças Mentais</title>
		<link>http://corpomente.com.br/assunto-em-pauta-doencas-mentais/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/assunto-em-pauta-doencas-mentais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 12:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[doenças mentais]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=157</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje, o assunto é sobre as doenças que surgem no cérebro e são expressas por meio da mente: as doenças mentais. As doenças mentais muitas vezes são ignoradas, mal-entendidas ou estigmatizadas. Enfrentar qualquer doença grave nos deixa carregados de emoções e de medo, fazendo com que aqueles que têm a capacidade de sentir empatia ou de introspecção reconheçam que também são vulneráveis e que também podem sofrer o mesmo destino.<span id="more-157"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais provavelmente produzem a reação mais intensa, pois, dentre todas as doenças humanas são as menos compreendidas. Nossa reação intuitiva quando confrontados na calçada com uma pessoa desarrumada e murmurante que sofre de doença mental é desviar o olhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem muitas razões importantes pelas quias não podemos nos dar ao luxo de ignorar as doenças mentais. Primeiramente, elas são comuns demais. A esquizofrenia afeta 1% da população, transtorno bipolar outro 1% da população, a depressão maior outros 10 a 20% e o mal de Alzheimer 15% das pessoas com mais de 65 anos. E essas são apenas as doenças mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, elas são incrivelmente caras, do ponto de vista econômico e psicológico. Em todo o mundo, o custo chega a bilhões de dólares. As doenças mentais custam mais do que qualquer outra classe geral de enfermidade. Existem diversas formas de sumarizar o ônus econômico da doença e as enfermidades mentais devem receber grande prioridade no tratamento e na pesquisa por causa das muitas maneiras em que são custosas à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisadores de Harvard desenvolveram uma unidade de mensuração conhecida como anos de vida ajustados para deficiências (DALYs). Esta é uma medida aplicada para pessoas entre 15 e 44 anos de idade e expressa o tempo perdido devido à mortalidade prematura e ao tempo vivido com a deficiência. A perda de um DALY é equivalente à perda de um ano para uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os indivíduos na melhor fase da vida, a depressão custa mais para a sociedade do que qualquer outra doença (42,972 DALYs) e quatro doenças mentais estão na lista das mais caras. As lesões auto-infligidas (normalmente suicídio como consequência de doença mental) também estão entre as dez piores. Nessa faixa etária (15 a 44 anos), as doenças mentais nos fazem perder milhões de anos de vida potencialmente produtivas.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças mentais não são caras apenas do ponto de vista econômico. Elas também têm um custo psicológico cruel e, infelizmente, muitas vezes são fatais, O suicídio afeta em torno de 10% das pessoas com esquizofrenia e 10% das pessoas com depressão. Observar como a esquizofrenia invade a personalidade e as habilidades mentais de um adolescente ou de um jovem adulto também causa dor quase insuportável para este e sua família. Assistir ao pai ou à mãe padecer de uma morte lenta causada pelo mal de Alzheimer é devastador.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, se confrotarmos a realidade de maneira honesta compreenderemos que as doenças mentais se diferenciam de outras doenças humanas por serem especiais e assustadoras. Elas afetam os órgãos mais importantes de nossos corpos e as capacidades mais importantes que temos. Afetam o cérebro e seu produto, a mente. A medicina moderna nos ensinou que não morremos quando nosso coração pára ou quando paramos de respirar; morremos quando nossos cérebros morrem, quando param de produzir os ritmos elétricos característicos que indicam que nossas células nervosas estão disparando.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não podemos ignorá-las. As doenças mentais são importantes agora e se tronarão mais importantes à medida que as próximas décadas se passarem. Nos últimos tempos, muitos avanços foram conquistados. Hoje, as doenças do cérebro podem ser compreendidas e tratadas com ferramentas científicas estabelecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, é preciso esforço e energia ativa para que possamos discutir e desmistificar este universo. Preparar o mundo para enxergar e aceitar todas estas manifestações. São histórias reais, sobre pessoas reais que, de repente, se encontram lidando com uma doença mental e que necessitam de apoio, suporte, tratamento e compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/assunto-em-pauta-doencas-mentais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Transtorno de Ansiedade Social</title>
		<link>http://corpomente.com.br/transtorno-de-ansiedade-social/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/transtorno-de-ansiedade-social/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 12:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TAS]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno de Ansiedade Social]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=154</guid>
		<description><![CDATA[Ansiedade e medo são estados emocionais de grande valor adaptativo apesar de não serem experienciados como prazerosos. Entretanto, quando o nível de ansiedade ultrapassa determinado limiar, ela passa a determinar prejuízo no funcionamento social, sendo considerada um transtorno. Dessa forma, quando a ansiedade é intensa, persistente e desproprocional às possíveis causas aparentes, interferindo de maneira...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ansiedade e medo são estados emocionais de grande valor adaptativo apesar de não serem experienciados como prazerosos. Entretanto, quando o nível de ansiedade ultrapassa determinado limiar, ela passa a determinar prejuízo no funcionamento social, sendo considerada um transtorno.<span id="more-154"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, quando a ansiedade é intensa, persistente e desproprocional às possíveis causas aparentes, interferindo de maneira significativa no funcionamento do indivíduo, deve ser considerada patologia e alvo de intervenção terapêutica.</p>
<p style="text-align: justify;">O transtorno de ansiedade social (TAS) é o subtipo de transtorno ansioso mais comum e o terceiro transtorno psiquiátrico mais frequente, acomete homens e mulheres em igual proporção, seu início costuma ocorrer antes ds 18 anos, com idade média entre 10 e 13 anos. Apresenta curso crônico e sem remissões, além de ser associado a comprometimento psicossocial e prejuízo funcional.</p>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos com TAS apresentam medo acentuado e persistente de situações sociais nas quais possam ser expostos a possíveis avaliações por parte de outras pessoas. Essas situações incluem comer, falar e escrever em frente aos outros, conversar com estranhos ou autoridades.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sujeitos com TAS procuram se esquivar de tais situações e apresentam medo persistente de embaraço ou de avaliação negativa durante interações sociais. Esses sintomas de ansiedade, geralmente, são acompanhados de sintomas autonômicos, como, por exemplo, rubor, tremor, taquicardia, sudorese e tensão musucular.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes costumam apresentar outras comorbidades associadas ao transtorno tais como: depressão, abuso de substâncias (álcool e drogas) e outros transtornos de ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como em outros transtornos psiquiátricos, o TAS é o resultado de uma interação complexa entre variáveis biológicas e ambientais. Sabe-se que o fator ambiental tem um papel primordial no desenvolvimento do TAS e, dentre as variáveis biológicas, a genética parece exercer papel importante no seu desenvolvimento. Pesquisas apontam maior frequência de TAS em parentes de primeiro grau de sujeitos com TAS do que em controles saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da alta prevalência de TAS, apenas metade dos pacientes, ao longo da vida, irão procurar tratamento, isso porque o referido transtorno é subdiagnosticado e sub-reconhecido, tanto pelo paciente quanto por profissionais de saúde. Seu tratamento adequado envolve reconhecimento e diferenciação de quadros de timidez.</p>
<p style="text-align: justify;">As terapêuticas que apresentam maior evidência científica de eficácia são psicoterapia e farmacoterapia. Os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS) e os inibidores duais são as principais classes de medicamentos utilizadas. A TCC (terapia cognitivo comportamental) é a abordagem de psicoterapia mais estudada e que apresenta alto grau de eficácia para o tratamento do TAS.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante considerar a manutenção do tratamento por um período mínimo de 24 semanas após remissão dos sintomas do TAS, a fim de evitar possíveis recaídas. Posteriormente, deve-se reavaliar o quadro clínico, com o objetivo de manter ou não o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Consulte um profissional capacitado. Viver bem é cuidar da mente, do corpo e da alma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/transtorno-de-ansiedade-social/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre Crenças Infundadas</title>
		<link>http://corpomente.com.br/sobre-crencas-infundadas/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/sobre-crencas-infundadas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2015 14:13:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crenças]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=152</guid>
		<description><![CDATA[Trabalhar em um hospital psiquiátrico clássico, movimentado e intenso é, sobretudo, desafiador. Situações emergenciais já são, por sua essência, intensas e demandadoras. No tocante à Psiquiatria, vivemos os mais complicados dilemas , testemunhando os extremos dos diversos transtornos mentais, recebendo desde os pacientes  agitados e inquietos aos negativistas e catatônicos. Enfim, aprendemos diariamente a lidar...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Trabalhar em um hospital psiquiátrico clássico, movimentado e intenso é, sobretudo, desafiador. Situações emergenciais já são, por sua essência, intensas e demandadoras. No tocante à Psiquiatria, vivemos os mais complicados dilemas , testemunhando os extremos dos diversos transtornos mentais, recebendo desde os pacientes  agitados e inquietos aos negativistas e catatônicos.<span id="more-152"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, aprendemos diariamente a lidar com vivências extenuantes e temos a díficil missão de acolher toda e qualquer forma de manifestação psíquica humana. Um legado que percebemos logo cedo é que, de forma geral, a maioria das crenças relacionadas a pacientes psiquiátricos graves é infundada.</p>
<p style="text-align: justify;">Um olhar sincero para estes casos revela uma essência básica e quase universal: são seres humanos que sofrem, anseiam por compreensão, dignidade e felicidade, incomodam-se com questões que não conseguem controlar ou evitar, tentam corresponder às expectativas e entristecem-se por serem deliberadamente desprezados e ignorados.</p>
<p style="text-align: justify;">De maneira geral, não são violentos ou ameaçadores, tampouco hostis ou desmiolados, têm muita coisa para dizer e humildade para ouvir, são pessoas reais, com vontades e desejos, defeitos e qualidades e tudo mais de complexo que nos define humanos e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, por mais que a mídia insista, os jornais defendam, especialistas confirmem, não caia no erro de rotular ninguém. Ao contrário, experimente questionar estas ideias pré-concebidas e moldadas, um mundo diferente e melhor poderá surgir em consequência. E talvez isto seja bastante animador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/sobre-crencas-infundadas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Transtorno Obsessivo-Compulsivo</title>
		<link>http://corpomente.com.br/transtorno-obsessivo-compulsivo/</link>
		<comments>http://corpomente.com.br/transtorno-obsessivo-compulsivo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 12:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Seixas]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[TOC]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno Obsessivo Compulsivo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://corpomente.com.br/?p=150</guid>
		<description><![CDATA[O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por: pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis (obsessões) e comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados com o intuito de reduzir a ansiedade resultante das obsessões ou de acordo com regras rígidas (compulsões). Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, eles costumam...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por: pensamentos, ideias, imagens ou impulsos intrusivos e desagradáveis (obsessões) e comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados com o intuito de reduzir a ansiedade resultante das obsessões ou de acordo com regras rígidas (compulsões).<span id="more-150"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Embora os sintomas do TOC apresentem um conteúdo extremamente variável, eles costumam se agrupar em quatro grandes fatores, incluindo: obsessões de contaminação associadas a compulsões de lavagem; obsessões de conteúdo agressivo, religioso ou sexual acompanhadas de compulsões de checagem; obsessões e compulsões envolvendo simetria e organização; obsessões e compulsões de colecionismo, acumulação ou estocagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O TOC resulta em sofrimento e redução da qualidade de vida dos pacientes e seus familiares e em prejuízos para a sociedade. Geralmente, as obsessões são vivenciadas como intrusivas e inadequadas (ou seja, egodistônicas), o que gera mal estar e ansiedade significativos.</p>
<p style="text-align: justify;">As compulsões se caracterizam por comportamentos repetitivos (por exemplo; lavar as mãos, ordenar, verificar ou apenas atos mentais como orar, contar, repetir palavas em silêncio), realizados em resposta às obsessões ou de acordo com regras rígidas, sempre visando prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, e não obter prazer ou gratificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Especula-se que a vergonha e o constrangimento associados aos sintomas obsessivos-compulsivos, somados ao desconhecimento dos clínicos quanto ao diagnóstico e ao tratamento correto do TOC, resultem em períodos médios de 17 anos entre o aparecimento dos sintomas e a instituição da terapêutica adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Como seria de se esperar, o TOC associa-se a maiores taxas de desemprego e menor produtividade econômica. Também parece ser mais prevalente dentre divorciados ou separados do que em indivíduos casados ou solteiros. Estudos de <i>follow up</i> observeram que o uso de drogas ilícitas (por exemplo, cocaína) e ocorrência de eventos estressantes foram fatores de risco sólidos para o aparecimento subsequente do TOC. De forma semelhante, mais de um estudo transversal demonstrou uma associação entre complicações na gravidez ou parto e TOC.</p>
<p style="text-align: justify;">A aparência do paciente com TOC é variável. Os pacientes podem se apresentar de forma excessivamente cuidada, vestindo trajes escuros ou formais ou, ao contrário, de forma desleixada, particularmente quando deprimidos. Vale lembrar que indivíduos que se lavam de forma compulsiva podem desenvolver lesões dermatológicas graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pacientes com colecionismo (acúmulo desnecessário de objetos) costumam perceber seus pertences como uma extensão de si mesmo e, muitas vezes, são incapazes de quantificar o caos que resulta de suas acumulações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um estudo recente, as razões pelas quais diferentes tipos de compulsões são realizadas foram investigadas em 108 pacientes com TOC. Nesse estudo, compulsões de checagem foram frequentemente realizadas em razão de uma crença de que algo ruim ou desagrdável poderia acontecer se  paciente não checasse, compulsões de lavagem ou limpeza foram mais frequentemente realizadas automaticamente para diminuir angústia ou ansiedade, compulsões de ordenação, simetria ou repetição para alcançar uma sensação de “estar legal”, compulsões mentais foram realizadas automaticamente com muito mais frequência do que por outras razões.</p>
<p style="text-align: justify;">Associadamente, mais de 30% dos pacientes com TOC apresentam tiques, ou seja, movimentos súbitos, bruscos, estereotipados, semivoluntários e transitoriamente suprimíveis. Os tiques podem ser fônicos, como pigarrear, grunhir ou falar determinadas sílabas ou palavras, incluindo palavrões (coprolalia) ou o que acabou de ser falado por outros (ecolalia), ou podem ser motores, como piscar, girar os olhos, flexionar o pescoço, executar atos obscenos (copropraxia) ou repetir ações de outras pessoas (ecopraxia).</p>
<p style="text-align: justify;">Pacientes com TOC apresentam risco aumentado para depressão, fobia social e transtorno de controle de impulsos. O tratamento inclui terapia e medicação.O acompanhamento é feito a longo prazo e, frequentemente, doses elevadas das medicações são necessárias.</p>
<p style="text-align: justify;">A ajuda de um profissional capacitado pode fazer toda a diferença. Em caso de dúvidas ou maiores esclarecimentos, procure seu psiquiatra e psicólogo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dra Fernanda Seixas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Psiquiatra da Clínica CorpoMente</p>
<p style="text-align: justify;">(61) 33632934</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://corpomente.com.br/transtorno-obsessivo-compulsivo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
